MINISTRO DA ECONOMIA

O ministro da Fazenda do governo Lula, Dario Durigan, relacionou a figura do senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao machismo. A declaração, dada nesta quinta-feira (2/7), durante o debate "Caminhos do Brasil", no Rio de Janeiro, foi motivada por posicionamentos do parlamentar em relação à reforma tributária.

Durigan comentou, em evento promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN, a proposta de Flávio de suspender, durante um ano, a regulamentação da reforma caso seja eleito.

Em junho, o senador explicou que votou a favor do projeto no Congresso porque esperava uma simplificação, mas afirmou que o texto final gerou a maior carga sobre o valor agregado do mundo, perto de 30%. Com isso, pretende apresentar uma nova proposta focada na redução gradual de impostos.

Para o ministro da Fazenda, a intenção de paralisar as mudanças não surpreende e reflete o que chamou de "visões do passado". "Não me espanta. Acho que vai de acordo com as visões desse pré-candidato, que são do passado. Gosta de ditadura e de machismo. 'A mulher não sabe votar'. Eu discordo. Acho que temos que ir adiante", declarou Durigan.

Flávio

A menção do ministro sobre o voto feminino faz alusão a uma declaração do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, de que as mulheres votam, estatisticamente, muito mal.

Questionado, Flávio Bolsonaro afirmou que repudia a posição do influenciador e que ele não integra sua campanha, embora Figueiredo tenha reiterado o apoio ao senador após o episódio.

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Em resposta à proposta econômica do "filho 01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro defendeu a manutenção do cronograma atual da reforma.