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MACAPÁ E SALVADOR (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a realização de estudos para exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, afirmou que ninguém tem mais responsabilidade do que ele e disse que não vai fazer "nenhuma loucura" na região.
"Quero que o governador saiba, que os senadores saibam que a gente não vai fazer nenhuma loucura ambiental. Mas a gente tem que estudar", afirmou Lula nesta quinta-feira (13/1) em Macapá.
O presidente prometeu atuar de forma responsável na região, disse que não quer poluir um milímetro de água, mas ponderou não ser justo manter o Amapá caso o estado tenha petróleo para explorar.
"Eu quero preservar. Mas eu não posso deixar uma riqueza que a gente não sabe se tem e quanto é a dois mil metros de profundidade, enquanto o Suriname e a Guaiana estão ficando ricos à custa do petróleo que tem a 50 quilômetros de nós", afirmou.
O petista ainda disse que está longe o dia em que a humanidade não vai precisar mais de combustível fóssil e afirmou que ninguém no Brasil tem mais responsabilidade climática do que ele.
Nas últimas semanas, o presidente aumentou a pressão sobre o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em meio ao processo para licenciar os estudos de exploração de petróleo na Bacia Foz do Amazonas.
Nessa quarta-feira (12/1), Lula fez críticas abertas ao órgão ambiental, acusando-o de dificultar o licenciamento que busca estudar a viabilidade técnica e econômica da exploração, antes de iniciar a produção de petróleo.
"Se depois a gente vai explorar, é outra discussão. O que não dá é para a gente ficar nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo, parecendo que é um órgão contra o governo", disse Lula, em entrevista à rádio Diário FM, de Macapá.
A pressão sobre o Ibama provocou um clima de insatisfação generalizada entre técnicos do órgão e, também, na cúpula do Ministério do Meio Ambiente. A avaliação é que o processo passou a ser alvo de extrema interferência política, em vez de seguir um rito formal.
A área energética do governo e a Petrobras argumentam que a Foz do Amazonas é essencial para substituir o declínio da produção do pré-sal na próxima década.
Já a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) afirma que só a análise técnica do Ibama pode determinar se é sustentável, ou não, realizar o empreendimento.
O presidente Lula participou de uma cerimônia de doação de uma área de patrimônio da União, a Gleba Cumaú, ao governo do estado do Amapá. A região será urbanizada e transformada no bairro Parque Aeroportuário, beneficiando cerca de duas mil famílias.
A doação das glebas, informa o governo do Amapá, representa segurança jurídica para pessoas físicas e empreendedores, que poderão acessar linhas de créditos e financiamentos federais.
A solenidade também marcou a entrega do Conjunto Habitacional Nelson dos Anjos, no bairro Buritizal, e a assinatura da ordem de serviço das obras do Instituto Federal de Tartarugalzinho, que será erguido na região dos Lagos do Amapá.
O presidente estava acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e pelo governador do Amapá Clécio Luís (Solidariedade).
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MACAPÁ E SALVADOR (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a realização de estudos para exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, afirmou que ninguém tem mais responsabilidade do que ele e disse que não vai fazer "nenhuma loucura" na região.
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Nas últimas semanas, o presidente aumentou a pressão sobre o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em meio ao processo para licenciar os estudos de exploração de petróleo na Bacia Foz do Amazonas.
Nessa quarta-feira (12/1), Lula fez críticas abertas ao órgão ambiental, acusando-o de dificultar o licenciamento que busca estudar a viabilidade técnica e econômica da exploração, antes de iniciar a produção de petróleo.
"Se depois a gente vai explorar, é outra discussão. O que não dá é para a gente ficar nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo, parecendo que é um órgão contra o governo", disse Lula, em entrevista à rádio Diário FM, de Macapá.
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