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“Trump instalou a barbárie no mundo“, afirmou o dirigente petista ao analisar a conjuntura internacional. Na avaliação de Genoino, o atual governo norte-americano abandonou os limites que antes caracterizavam a política externa dos Estados Unidos e passou a agir sem restrições em diferentes frentes, estimulando conflitos e ampliando tensões internacionais.
Durante a entrevista, Genoino sustentou que a crise não é apenas econômica, mas também política, ambiental e geopolítica. Segundo ele, a hegemonia exercida pelos Estados Unidos desde o pós-Segunda Guerra Mundial atravessa um período de declínio, afetando não apenas sua influência militar e econômica, mas também sua capacidade de liderança cultural e política no Ocidente.
Para o ex-presidente do PT, a atuação de Trump simboliza esse processo de deterioração. Ele afirmou que o presidente norte-americano “não tem limite para provocar guerras” e relacionou essa postura à tentativa de preservar a posição internacional dos Estados Unidos em um momento de perda de influência global. Na sua avaliação, a ampliação dos investimentos em armamentos e o incentivo à escalada militar demonstram a prioridade dada à indústria bélica em detrimento de políticas voltadas ao enfrentamento de problemas como as mudanças climáticas e as crises humanitárias.
Genoino também associou o atual cenário internacional ao enfraquecimento da democracia liberal. Segundo ele, o crescimento de governos de extrema direita, a consolidação de estruturas familiares no poder e o avanço de políticas nacionalistas são manifestações de uma crise mais ampla do sistema político construído após a Segunda Guerra Mundial. Ele citou como exemplos a atuação de Trump nos Estados Unidos e da família Bolsonaro no Brasil, argumentando que ambos representam uma forma de organização política baseada em interesses familiares e patrimoniais.
Ao comentar conflitos internacionais, Genoino mencionou a situação da Palestina, de Cuba, do Irã e da Venezuela como exemplos de países submetidos, segundo sua análise, a sanções, bloqueios e pressões internacionais decorrentes da estratégia norte-americana. Para ele, o enfraquecimento da hegemonia dos Estados Unidos não significa redução de sua capacidade de causar impactos, mas pode tornar sua atuação ainda mais agressiva durante esse período de transição.
O dirigente também avaliou que a Europa atravessa uma situação de subordinação política aos interesses norte-americanos, apontando o aumento dos investimentos militares e a preparação para novos conflitos como sinais dessa dinâmica. Na entrevista, citou ainda episódios envolvendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como símbolos do momento vivido pelo bloco ocidental.
Apesar do diagnóstico crítico, Genoino afirmou enxergar sinais de reorganização das forças progressistas. Segundo ele, há crescimento de setores da esquerda socialista dentro dos Estados Unidos e espaço para maior articulação entre governos e movimentos populares do Sul Global. O ex-presidente do PT destacou a importância das iniciativas diplomáticas lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conjunto com outros países latino-americanos para a construção de alternativas ao atual cenário internacional.
Na avaliação de Genoino, a resposta à crise não pode se limitar à disputa eleitoral. Ele defendeu que a esquerda apresente um projeto político capaz de mobilizar a sociedade em torno de propostas de transformação social e de enfrentamento ao imperialismo. “A barbárie está instalada. Diante da barbárie, a esquerda tem que desfraldar a bandeira da luta contra o capitalismo e pelo socialismo”, afirmou.
Para o ex-presidente do PT, a disputa política que se desenha ultrapassa o calendário eleitoral brasileiro. Segundo ele, o debate envolve os rumos do Brasil e também o papel que o país poderá desempenhar na reorganização da ordem internacional em meio à crise da hegemonia norte-americana.
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“Trump instalou a barbárie no mundo“, afirmou o dirigente petista ao analisar a conjuntura internacional. Na avaliação de Genoino, o atual governo norte-americano abandonou os limites que antes caracterizavam a política externa dos Estados Unidos e passou a agir sem restrições em diferentes frentes, estimulando conflitos e ampliando tensões internacionais.
Durante a entrevista, Genoino sustentou que a crise não é apenas econômica, mas também política, ambiental e geopolítica. Segundo ele, a hegemonia exercida pelos Estados Unidos desde o pós-Segunda Guerra Mundial atravessa um período de declínio, afetando não apenas sua influência militar e econômica, mas também sua capacidade de liderança cultural e política no Ocidente.
Para o ex-presidente do PT, a atuação de Trump simboliza esse processo de deterioração. Ele afirmou que o presidente norte-americano “não tem limite para provocar guerras” e relacionou essa postura à tentativa de preservar a posição internacional dos Estados Unidos em um momento de perda de influência global. Na sua avaliação, a ampliação dos investimentos em armamentos e o incentivo à escalada militar demonstram a prioridade dada à indústria bélica em detrimento de políticas voltadas ao enfrentamento de problemas como as mudanças climáticas e as crises humanitárias.
Genoino também associou o atual cenário internacional ao enfraquecimento da democracia liberal. Segundo ele, o crescimento de governos de extrema direita, a consolidação de estruturas familiares no poder e o avanço de políticas nacionalistas são manifestações de uma crise mais ampla do sistema político construído após a Segunda Guerra Mundial. Ele citou como exemplos a atuação de Trump nos Estados Unidos e da família Bolsonaro no Brasil, argumentando que ambos representam uma forma de organização política baseada em interesses familiares e patrimoniais.
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O dirigente também avaliou que a Europa atravessa uma situação de subordinação política aos interesses norte-americanos, apontando o aumento dos investimentos militares e a preparação para novos conflitos como sinais dessa dinâmica. Na entrevista, citou ainda episódios envolvendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como símbolos do momento vivido pelo bloco ocidental.
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Para o ex-presidente do PT, a disputa política que se desenha ultrapassa o calendário eleitoral brasileiro. Segundo ele, o debate envolve os rumos do Brasil e também o papel que o país poderá desempenhar na reorganização da ordem internacional em meio à crise da hegemonia norte-americana.