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string(86) "De cocar, Bolsonaro recebe no Ministério da Justiça a medalha do mérito indigenista"
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string(4705) "O presidente Jair Bolsonaro vestiu um cocar nesta sexta-feira (18) para receber, em cerimônia no Ministério da Justiça, a medalha do mérito indigenista.
A medalha é uma honraria criada em 1972, para homenagear as personalidades que se destacam pela proteção e promoção dos povos indígenas brasileiros.
No “Diário Oficial da União” de quarta-feira (16), já havia sido publicado que Bolsonaro está na lista dos agraciados deste ano. A premiação é definida pelo ministro da Justiça, Anderson Torres.
No discurso no evento, Bolsonaro se dirigiu a indígenas presentes. Ele agradeceu o cocar oferecido e disse que o homem branco e o indígena a “cada vez mais” se transformam “em iguais”.
“Me sinto muito feliz com este cocar graciosamente ofertado. Somos exatamente iguais. Todos nós viemos à terra pela graça de Deus. Em cada vez mais nos transformamos em iguais. Isso não tem preço. O que nós sempre quisemos foi fazer com que vocês se sentissem exatamente como nós”, afirmou o presidente.
Bolsonaro também voltou a argumentar que os indígenas estão mais integrados à sociedade. O presidente disse ainda que deseja que os indígenas “façam em suas terras exatamente o que nós fazemos nas nossas”. Ele não citou a mineração e produção de grãos, mas essas são duas atividades que o presidente sempre defende que possam ocorrer em terras indígenas.
Também receberam a medalha no evento desta sexta líderes indígenas, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e ministros do governo, como Bruno Bianco (AGU), Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
Condecoração contestada
A escolha de Bolsonaro para receber a medalha não foi bem recebida entre entidades e associações representativas dos povos indígenas.
Isso porque, ao longo do mandato, o presidente tem tomado decisões que são vistas como prejudiciais para a cultura e segurança dos povos indígenas (veja uma lista mais abaixo).
O blog do Octavio Guedes lembrou que, quando era deputado, Bolsonaro disse que a cavalaria brasileira foi incompetente por não ter dizimado os indígenas.
No dia em que saiu a condecoração no “Diário Oficial”, a líder indígena Sônia Guajajara, coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), afirmou que a homenagem a Bolsonaro é uma afronta.
“É claro que é uma afronta total ao movimento indígena, ao ato pela terra, a tudo que a gente está fazendo para contrapor todas essas maldades desse governo”, afirmou Guajajara.
Ela disse também que a Apib vai contestar a condecoração na Justiça.
A condecoração a Bolsonaro fez com que Sydney Ferreira Possuelo, ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e ativista, devolvesse sua medalha do mérito indigenista recebida há 35 anos.
Possuelo, reconhecido indigenista, afirmou que Bolsonaro ofendeu “crença”, “desejos” e “memória” de marechal Rondon e “por extensão o Exército Brasileiro”.
“Quando deputado federal, o senhor Jair Bolsonaro, em breve e leviana manifestação na Câmara dos Deputados, afirmou que a ‘cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente, sim, foi a cavalaria norte-americana que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema no país'”, disse no documento, endereçado ao ministro Anderson Torres.
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A medalha é uma honraria criada em 1972, para homenagear as personalidades que se destacam pela proteção e promoção dos povos indígenas brasileiros.
No “Diário Oficial da União” de quarta-feira (16), já havia sido publicado que Bolsonaro está na lista dos agraciados deste ano. A premiação é definida pelo ministro da Justiça, Anderson Torres.
No discurso no evento, Bolsonaro se dirigiu a indígenas presentes. Ele agradeceu o cocar oferecido e disse que o homem branco e o indígena a “cada vez mais” se transformam “em iguais”.
“Me sinto muito feliz com este cocar graciosamente ofertado. Somos exatamente iguais. Todos nós viemos à terra pela graça de Deus. Em cada vez mais nos transformamos em iguais. Isso não tem preço. O que nós sempre quisemos foi fazer com que vocês se sentissem exatamente como nós”, afirmou o presidente.
Bolsonaro também voltou a argumentar que os indígenas estão mais integrados à sociedade. O presidente disse ainda que deseja que os indígenas “façam em suas terras exatamente o que nós fazemos nas nossas”. Ele não citou a mineração e produção de grãos, mas essas são duas atividades que o presidente sempre defende que possam ocorrer em terras indígenas.
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O blog do Octavio Guedes lembrou que, quando era deputado, Bolsonaro disse que a cavalaria brasileira foi incompetente por não ter dizimado os indígenas.
No dia em que saiu a condecoração no “Diário Oficial”, a líder indígena Sônia Guajajara, coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), afirmou que a homenagem a Bolsonaro é uma afronta.
“É claro que é uma afronta total ao movimento indígena, ao ato pela terra, a tudo que a gente está fazendo para contrapor todas essas maldades desse governo”, afirmou Guajajara.
Ela disse também que a Apib vai contestar a condecoração na Justiça.
A condecoração a Bolsonaro fez com que Sydney Ferreira Possuelo, ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e ativista, devolvesse sua medalha do mérito indigenista recebida há 35 anos.
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“Quando deputado federal, o senhor Jair Bolsonaro, em breve e leviana manifestação na Câmara dos Deputados, afirmou que a ‘cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente, sim, foi a cavalaria norte-americana que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema no país'”, disse no documento, endereçado ao ministro Anderson Torres.