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Depois de ser anunciado como o pré-candidato à Presidência da República, Luciano Bivar, presidente do União Brasil, sofre pressões de um partido dividido entre o nome do líder do partido e o do ex-juiz Sergio Moro, que figurava como o principal nome da terceira via nas pesquisas, antes de deixar o Podemos para se filiar à sigla de Bivar.
Em um encontro com ativistas, Luciano Bivar foi criticado por uma advogada e empresária por ter se lançado como cabeça de chapa ao Planalto. Ela demonstrou insatisfação pela candidatura de Bivar e manifestou o desejo de substituir o presidente do partido por Moro na disputa pelo Palácio do Planalto.
"Temos no quadro partidário um nome que, bem trabalhado, e que, com as alianças e as coisas certas sendo feitas, o doutor Sergio Moro consegue, sim, fazer diferença nesse país. Desculpe, eu não acredito que outro nome, com todo o respeito, faça isso", expressou.
Após o apelo, a empresária ainda reforçou que Luciano Bivar "entraria para a história", caso deixasse a candidatura em prol de derrotar Lula e Bolsonaro. "Eu vejo no senhor um cara bem intencionado e que não tem ambição pessoal. Vejo que o senhor adoraria entrar para a história, não como o candidato que quase foi, mas o que abdicou para que nós tivéssemos um futuro e um país melhor. Então, nós não temos nada que possa ser feito para que esta comissão mude (o candidato)? Quantos votos nós precisamos nesta comissão? O que podemos fazer?”, questionou.
O pré-candidato do União Brasil respondeu anteriormente, na mesma reunião, que a decisão de não disputar a Presidência da República foi feita pelo próprio ex-juiz, que abdicou de concorrer por ter se filiado ao novo partido. "Ele (Moro), efetivamente, não queria mais ficar no Podemos. Agora, esse é o sentimento, porque quando eu digo a ele, olho no olho, na presença do Felipe Cunha (coordenador da pré-campanha de Moro), que ele não ia ter a legenda, ele prefere abdicar de ficar no Podemos e de ser candidato (à presidência) pelo partido, para entrar no União Brasil. Isso foi uma decisão dele", explicou.
No entanto, membros do União Brasil encaram o nome de Sergio Moro como uma alternativa bem mais viável para representar o partido nas eleições de outubro. Em uma das últimas pesquisas realizadas antes da retirada da pré-campanha de Moro, o ex-juiz aparecia na terceira colocação da disputa, com 8% dos votos, seguido por Ciro Gomes (6%), de acordo com a pesquisa Datafolha de 25/3. No último levantamento divulgado na sexta (13), pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), Luciano Bivar não pontuou.
"O principal trunfo dele (Moro) é que ele consegue 'desidratar' o Bolsonaro. Então, um ponto interessante de se observar é que nos últimos meses, o Bolsonaro tem subido bastante nas pesquisas, apesar de a inflação continuar alta e da avaliação do governo não ter mudado substancialmente. Uma das explicações para o Bolsonaro ter crescido nesses últimos tempos tem a ver com o arrefecimento da covid-19, mas também com a saída do Sergio Moro’, explica o analista político da BMJ consultoria, Lucas Fernandes.
Desde que afirmou que era pré-candidato à Presidência da República, Luciano Bivar tem dito que o maior desejo para ele é unificar a terceira via em torno de sua candidatura, mesmo ao afirmar que há um projeto para concretizar uma "chapa pura", com dois candidatos do União Brasil. Sergio Moro é um nome especulado para assumir o papel de vice de Bivar, mesmo com o ex-juiz admitindo que não há essa possibilidade.
"Se a gente tem tempo de televisão, um fundo eleitoral generoso, por que eu não vou usar isso para me contrapor a Lula e Bolsonaro? Se eu não fizer isso, para mim é uma covardia”, disse Bivar.
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Em um encontro com ativistas, Luciano Bivar foi criticado por uma advogada e empresária por ter se lançado como cabeça de chapa ao Planalto. Ela demonstrou insatisfação pela candidatura de Bivar e manifestou o desejo de substituir o presidente do partido por Moro na disputa pelo Palácio do Planalto.
"Temos no quadro partidário um nome que, bem trabalhado, e que, com as alianças e as coisas certas sendo feitas, o doutor Sergio Moro consegue, sim, fazer diferença nesse país. Desculpe, eu não acredito que outro nome, com todo o respeito, faça isso", expressou.
Após o apelo, a empresária ainda reforçou que Luciano Bivar "entraria para a história", caso deixasse a candidatura em prol de derrotar Lula e Bolsonaro. "Eu vejo no senhor um cara bem intencionado e que não tem ambição pessoal. Vejo que o senhor adoraria entrar para a história, não como o candidato que quase foi, mas o que abdicou para que nós tivéssemos um futuro e um país melhor. Então, nós não temos nada que possa ser feito para que esta comissão mude (o candidato)? Quantos votos nós precisamos nesta comissão? O que podemos fazer?”, questionou.
O pré-candidato do União Brasil respondeu anteriormente, na mesma reunião, que a decisão de não disputar a Presidência da República foi feita pelo próprio ex-juiz, que abdicou de concorrer por ter se filiado ao novo partido. "Ele (Moro), efetivamente, não queria mais ficar no Podemos. Agora, esse é o sentimento, porque quando eu digo a ele, olho no olho, na presença do Felipe Cunha (coordenador da pré-campanha de Moro), que ele não ia ter a legenda, ele prefere abdicar de ficar no Podemos e de ser candidato (à presidência) pelo partido, para entrar no União Brasil. Isso foi uma decisão dele", explicou.
No entanto, membros do União Brasil encaram o nome de Sergio Moro como uma alternativa bem mais viável para representar o partido nas eleições de outubro. Em uma das últimas pesquisas realizadas antes da retirada da pré-campanha de Moro, o ex-juiz aparecia na terceira colocação da disputa, com 8% dos votos, seguido por Ciro Gomes (6%), de acordo com a pesquisa Datafolha de 25/3. No último levantamento divulgado na sexta (13), pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), Luciano Bivar não pontuou.
"O principal trunfo dele (Moro) é que ele consegue 'desidratar' o Bolsonaro. Então, um ponto interessante de se observar é que nos últimos meses, o Bolsonaro tem subido bastante nas pesquisas, apesar de a inflação continuar alta e da avaliação do governo não ter mudado substancialmente. Uma das explicações para o Bolsonaro ter crescido nesses últimos tempos tem a ver com o arrefecimento da covid-19, mas também com a saída do Sergio Moro’, explica o analista político da BMJ consultoria, Lucas Fernandes.
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