SEGUNDA VEZ

Os advogados de defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (28) a devolução do passaporte do ex-presidente para que ele possa viajar a Israel. O documento foi apreendido pela Polícia Federal (PF) em 8 de fevereiro deste ano durante uma operação de busca em apreensão autorizada pelo magistrado. 

A corporação investiga um suposto plano de golpe de Estado orquestrado por Bolsonaro e aliados para se manter no poder. Alexandre de Moraes é o relator do inquérito na Suprema Corte que trata da ação. Além de ser impedido de deixar o país, o ex-presidente também está proibido de manter contato com outros investigados. Um deles é Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido do qual faz parte. 

Esta semana, Jair Bolsonaro precisou se explicar ao STF após ser revelada uma suposta tentativa de exílio político na Embaixada da Hungria, em Brasília. Após apreensão do passaporte, durante o Carnaval, ele permaneceu dois dias e duas noites na representação diplomática húngara que fica a cerca de 15 minutos de onde ele mora sob a justificativa de que teria sido convidado para conversar com autoridades daquele país.

Israel

Na solicitação encaminhada ao STF, a defesa do ex-presidente pede a autorização para que Bolsonaro viaje a Israel entre 12 e 18 de maio, e cumpra uma agenda de visita ao país a convite do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Esta é a segunda vez que o Supremo é demandado pelos advogados com o pedido da viagem.

Após a apreensão do passaporte, a defesa de Bolsonaro recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele, então, enviou o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que deve ser julgado pela Primeira Turma do Supremo ou pelo plenário da Corte, ainda sem data prevista para ocorrer.

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