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Ramagem foi preso nesta semana e permaneceu detido por dois dias antes de ser liberado, sem necessidade de pagamento de fiança, o que chamou atenção por não ser comum em casos semelhantes. As informações são da Folha de São Paulo.
Ramagem afirma regularidade e agradece governo Trump
No vídeo, o ex-parlamentar declarou que entrou nos Estados Unidos com documentação válida e que deu início ao processo de solicitação de asilo. “Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA. E aqui eu venho agradecer o governo americano, da mais alta cúpula do governo Trump”, afirmou.
Ele também rebateu informações de autoridades estadunidenses. Um documento do Departamento de Segurança Interna indicava que Ramagem estaria com o visto vencido, o que poderia resultar em deportação. O ex-deputado contestou essa versão e afirmou que “não houve nem pagamento de fiança, algo que é normal nestes casos. Não apenas estou em situação regular como não estou me escondendo”.
Críticas à PF
Ramagem direcionou críticas à Polícia Federal, responsável por cooperar com autoridades dos Estados Unidos no caso. Segundo ele, a instituição perdeu credibilidade ao longo do tempo. Ele classificou o órgão como uma “polícia de jagunços” e afirmou que a corporação já teve maior prestígio.
O ex-deputado também defendeu o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O dirigente da corporação havia declarado que a prisão ocorreu por meio de cooperação internacional e afirmou que Ramagem teria deixado o Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana.
Senado aprova missão para acompanhar o caso
A repercussão do caso levou a Comissão de Relações Exteriores do Senado a aprovar uma missão oficial aos Estados Unidos. A iniciativa busca acompanhar a situação de brasileiros que solicitaram asilo político, incluindo o ex-deputado.
O requerimento foi apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) e aprovado sem votação nominal. A reunião foi presidida por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que manifestou apoio à proposta.
Ainda sem data definida, a missão prevê visitas a Orlando, na Flórida, onde ocorreu a prisão, e a Washington D.C. Os parlamentares pretendem verificar a assistência consular aos brasileiros, além de acompanhar a execução do tratado de extradição entre os dois países e realizar inspeções em instalações do ICE.
Ramagem foi condenado no Brasil à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado, contexto que também envolve sua permanência no exterior.
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Ramagem foi preso nesta semana e permaneceu detido por dois dias antes de ser liberado, sem necessidade de pagamento de fiança, o que chamou atenção por não ser comum em casos semelhantes. As informações são da Folha de São Paulo.
Ramagem afirma regularidade e agradece governo Trump
No vídeo, o ex-parlamentar declarou que entrou nos Estados Unidos com documentação válida e que deu início ao processo de solicitação de asilo. “Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA. E aqui eu venho agradecer o governo americano, da mais alta cúpula do governo Trump”, afirmou.
Ele também rebateu informações de autoridades estadunidenses. Um documento do Departamento de Segurança Interna indicava que Ramagem estaria com o visto vencido, o que poderia resultar em deportação. O ex-deputado contestou essa versão e afirmou que “não houve nem pagamento de fiança, algo que é normal nestes casos. Não apenas estou em situação regular como não estou me escondendo”.
Críticas à PF
Ramagem direcionou críticas à Polícia Federal, responsável por cooperar com autoridades dos Estados Unidos no caso. Segundo ele, a instituição perdeu credibilidade ao longo do tempo. Ele classificou o órgão como uma “polícia de jagunços” e afirmou que a corporação já teve maior prestígio.
O ex-deputado também defendeu o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O dirigente da corporação havia declarado que a prisão ocorreu por meio de cooperação internacional e afirmou que Ramagem teria deixado o Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana.
Senado aprova missão para acompanhar o caso
A repercussão do caso levou a Comissão de Relações Exteriores do Senado a aprovar uma missão oficial aos Estados Unidos. A iniciativa busca acompanhar a situação de brasileiros que solicitaram asilo político, incluindo o ex-deputado.
O requerimento foi apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) e aprovado sem votação nominal. A reunião foi presidida por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que manifestou apoio à proposta.
Ainda sem data definida, a missão prevê visitas a Orlando, na Flórida, onde ocorreu a prisão, e a Washington D.C. Os parlamentares pretendem verificar a assistência consular aos brasileiros, além de acompanhar a execução do tratado de extradição entre os dois países e realizar inspeções em instalações do ICE.
Ramagem foi condenado no Brasil à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado, contexto que também envolve sua permanência no exterior.