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A ação faz parte da operação "Carga Pesada", que em junho do ano passado prendeu 25 suspeitos de desviar mercadorias, principalmente café. O grupo criminoso usava armas de fogo e motoristas aliciados, o que resultou em um prejuízo superior a R$ 5 milhões.
Especialistas apontam que o roubo de cargas no Brasil deixou de ser um crime pontual e passou a apresentar características de organização empresarial. Segundo Paulo Buriti, gerente corporativo da Corpvs, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial, a profissionalização desse tipo de crime está associada principalmente ao acesso à informação, à estrutura logística das quadrilhas e ao alto retorno financeiro.
“Hoje muitas quadrilhas atuam com planejamento semelhante ao de operações empresariais, com divisão de funções, comunicação estruturada e levantamento detalhado sobre rotas e horários”, afirma.
Buriti explica que os grupos criminosos monitoram desde o tipo de mercadoria transportada até os trechos mais vulneráveis das rodovias.
O crime ganha proporções alarmantes em território mineiro. Dados da Secretaria Nacional de Segurança P&250;blica (Senasp) mostram que a participação do estado nas ocorr&234;ncias de roubo saltou de 7,1% no terceiro trimestre de 2024 para 21,7% no mesmo período de 2025. Simultaneamente, Rio de Janeiro e São Paulo registraram quedas relativas em seus índices.
Impacto bilionário e alvos frequentes
A escalada estruturada das quadrilhas afeta duramente o setor logístico e a economia. Entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, o Brasil somou 16.625 ocorrências desse tipo. O impacto financeiro da atividade criminosa ultrapassou a marca de R$ 9 bilhões em indenizações pagas por seguradoras em todo o país.
As cargas fracionadas representam mais da metade das perdas registradas na região Sudeste. Entre as mercadorias mais visadas estão alimentos, medicamentos, produtos de higiene, eletrônicos e itens têxteis.
Prevenção e uso de tecnologia
A sofisticação dos grupos inclui o uso de jammers, equipamentos que bloqueiam os sinais de rastreamento dos caminhões. A suposta participação de agentes públicos no esquema reforça a complexidade do problema, o que pode exigir respostas ainda mais rápidas do setor e do poder público.
“A prevenção hoje passa pela combinação de tecnologia, planejamento e integração entre empresas e autoridades. Quanto mais dados e monitoramento, maior a capacidade de antecipar ataques e apoiar investigações”, afirma Buriti.
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Prevenção e uso de tecnologia
A sofisticação dos grupos inclui o uso de jammers, equipamentos que bloqueiam os sinais de rastreamento dos caminhões. A suposta participação de agentes públicos no esquema reforça a complexidade do problema, o que pode exigir respostas ainda mais rápidas do setor e do poder público.
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