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Os trabalhadores da educação da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve durante assembleia realizada na tarde desta terça-feira (26), na porta da prefeitura, na avenida Afonso Pena, no Centro. O encontro reuniu centenas de profissionais e ocorreu um dia após a PBH afirmar que havia atendido “7 dos 7 pontos” considerados negociáveis pela categoria.
Após a aprovação da continuidade da paralisação, os manifestantes passaram a gritar em coro: “É greve, é greve. Até que o Damião pague aquilo que nos deve”. Imagens divulgadas pelo sindicato mostram a concentração em frente à sede da Prefeitura durante a votação que decidiu pela continuidade da paralisação.
A próxima assembleia foi marcada para quinta-feira (28), às 8h30. A Praça da Liberdade, na região Centro-Sul, foi o local definido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede BH).
A mobilização ocorre em meio ao endurecimento do discurso da administração municipal. Nessa segunda-feira (25), a secretária municipal de Educação, Natalia Araújo, afirmou que não há mais motivos para manutenção da greve e condicionou qualquer discussão sobre reposição das aulas ao encerramento do movimento.
A Prefeitura também manteve o corte de ponto dos grevistas. Segundo Natalia, o pagamento integral aos servidores parados seria ilegal porque os dias seguem registrados como falta.
O que a categoria reivindica
O Sind-Rede BH rebate a versão apresentada pela Prefeitura e afirma que a pauta da greve possui 78 itens, incluindo reivindicações salariais, transparência sobre vagas nas escolas e críticas ao modelo de contratação por Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
Segundo o sindicato, a principal reivindicação salarial é o pagamento integral do piso nacional da educação, com reajuste de 5,4% mais 15% retroativos a janeiro. A entidade afirma que a proposta real da Prefeitura é de 4,11% e sustenta que os 2,4% pagos em janeiro correspondem ao cumprimento tardio de um acordo firmado após a greve de 2025.
Outro ponto central do movimento envolve os convênios firmados com OSCs para atuação no atendimento de alunos com deficiência. O sindicato acusa a Prefeitura de precarização pedagógica, falta de transparência nos contratos e ausência de critérios claros para contratação dos profissionais de apoio.
A entidade também afirma que a PBH se recusa a divulgar o quadro real de vagas e lotações nas escolas municipais e diz que há unidades com déficit de professores enquanto concursados aguardam nomeação.
Prefeitura nega privatização
Durante a coletiva desta segunda-feira, Natalia Araújo negou que a Prefeitura esteja privatizando a educação e afirmou que os profissionais de apoio já eram terceirizados anteriormente, vinculados a empresas de limpeza.
Segundo a secretária, os trabalhadores passarão a atuar por meio de 21 entidades especializadas em educação inclusiva e terão aumento salarial com o novo modelo. A gestora também afirmou que o movimento ganhou contornos políticos e sindicais devido à mudança de representação de cerca de 4.790 trabalhadores.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou a decisão dos professores de manter a greve iniciada há quase um mês. Segundo a pasta, todas as sete propostas prioritárias apresentadas pelo sindicato foram atendidas, após reuniões realizadas com a categoria.
A prefeitura afirmou que o reajuste proposto chegou a 6,61%, sendo 2,4% concedidos em fevereiro e 4,11% a partir de maio. De acordo com a administração municipal, o índice supera o reajuste de 5,4% do piso nacional do magistério neste ano.
Entre os pontos atendidos, a PBH destacou a criação de um comitê para acompanhar a transição de terceirizados da Educação, mudanças na Lei Orgânica para impedir substituição de professores da educação infantil, avanço na progressão funcional para servidores com mestrado e doutorado, divulgação trimestral de vagas e discussão sobre jornada docente e atuação de profissionais especializados.
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A próxima assembleia foi marcada para quinta-feira (28), às 8h30. A Praça da Liberdade, na região Centro-Sul, foi o local definido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede BH).
A mobilização ocorre em meio ao endurecimento do discurso da administração municipal. Nessa segunda-feira (25), a secretária municipal de Educação, Natalia Araújo, afirmou que não há mais motivos para manutenção da greve e condicionou qualquer discussão sobre reposição das aulas ao encerramento do movimento.
A Prefeitura também manteve o corte de ponto dos grevistas. Segundo Natalia, o pagamento integral aos servidores parados seria ilegal porque os dias seguem registrados como falta.
O que a categoria reivindica
O Sind-Rede BH rebate a versão apresentada pela Prefeitura e afirma que a pauta da greve possui 78 itens, incluindo reivindicações salariais, transparência sobre vagas nas escolas e críticas ao modelo de contratação por Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
Segundo o sindicato, a principal reivindicação salarial é o pagamento integral do piso nacional da educação, com reajuste de 5,4% mais 15% retroativos a janeiro. A entidade afirma que a proposta real da Prefeitura é de 4,11% e sustenta que os 2,4% pagos em janeiro correspondem ao cumprimento tardio de um acordo firmado após a greve de 2025.
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Prefeitura nega privatização
Durante a coletiva desta segunda-feira, Natalia Araújo negou que a Prefeitura esteja privatizando a educação e afirmou que os profissionais de apoio já eram terceirizados anteriormente, vinculados a empresas de limpeza.
Segundo a secretária, os trabalhadores passarão a atuar por meio de 21 entidades especializadas em educação inclusiva e terão aumento salarial com o novo modelo. A gestora também afirmou que o movimento ganhou contornos políticos e sindicais devido à mudança de representação de cerca de 4.790 trabalhadores.
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A prefeitura afirmou que o reajuste proposto chegou a 6,61%, sendo 2,4% concedidos em fevereiro e 4,11% a partir de maio. De acordo com a administração municipal, o índice supera o reajuste de 5,4% do piso nacional do magistério neste ano.
Entre os pontos atendidos, a PBH destacou a criação de um comitê para acompanhar a transição de terceirizados da Educação, mudanças na Lei Orgânica para impedir substituição de professores da educação infantil, avanço na progressão funcional para servidores com mestrado e doutorado, divulgação trimestral de vagas e discussão sobre jornada docente e atuação de profissionais especializados.