O secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP) – que lidera hoje um grupo político com ramificações na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional – descartou qualquer possibilidade de retomada de diálogo com o ex-vereador e pré-candidato ao Palácio Tiradentes Gabriel Azevedo (MDB), a quem chamou de “oportunista”.

 Hoje inimigos políticos, Aro e Gabriel já foram aliados, mas um conflito iniciado com a quebra de um acordo firmado em torno da eleição para a presidência da Câmara de BH, ainda em 2023, provocou uma ruptura entre eles. Na época, o então vereador se negou a cumprir o compromisso de renunciar à chefia do Legislativo após o primeiro ano de mandato para ceder o cargo ao então 1° vice-presidente, Juliano Lopes (Podemos), um dos integrantes da chamada ‘Família Aro’. O episódio fez deslanchar uma rivalidade que é alimentada desde então.

“Gabriel, ele é o oposto do que eu acredito na política. É um oportunista. Ele joga para a plateia. Ele não é aquilo que parece ser. Mas eu tenho certeza que ao longo dessa jornada, dessa trajetória, todo mundo vai conhecer o Gabriel que eu conheço”, disparou Aro, em entrevista exclusiva ao Café com Política, exibido nesta quarta-feira (1°/4), às 9h, no canal de O TEMPO no Youtube. 

Além do imbróglio envolvendo o próprio grupo político, Aro relembrou outras polêmicas envolvendo o nome do ex-vereador, como brigas com antigos aliados e trocas de legendas. “De todos os partidos que o Gabriel saiu, ele foi deixando sequelas. Gabriel não tem um mínimo de lealdade com ninguém e tem uma incoerência gigantesca na vida pública dele”, acusou.