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string(78) "População dará um abraço em defesa da Serra do Curral neste domingo (21/6)"
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Uma corrente humana para proteger e manifestar apoio à Serra do Curral será formada por admiradores e ativistas ambientais neste domingo (21/6).
O 9º Abrace a Serra do Curral está programado para acontecer na Praça das Águas, no Parque das Mangabeiras, às 9h.
Durante o ato de defesa socioambiental, os participantes partirão em direção ao topo da formação rochosa.
Promovido por movimentos sociais e cidadãos que lutam pela preservação do patrimônio natural, o evento visa atrair moradores da capital, amigos e famílias.
Quem se juntar a esse movimento vai constatar as marcas da exploração mineral na região, debater o cenário com ativistas e conhecer as ameaças econômicas e ecológicas locais.
A discussão envolve a governança ambiental de Minas Gerais e o combate a fraudes de grande escala que lesam o patrimônio da União, mobilizando a atenção de órgãos reguladores e da Justiça Federal na fiscalização do setor minerário.
Nesta edição, a mobilização ganha força após os desdobramentos da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que revelou um esquema de corrupção sistêmica ligado ao setor minerário, envolvendo fraudes em autorizações ambientais mediante propina.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 2 bilhões em ativos dos investigados. Os manifestantes utilizam o ato para reivindicar que os responsáveis pelas irregularidades sejam punidos e que os recursos financeiros bloqueados sejam integralmente destinados à recuperação das áreas degradadas pela exploração mineral.
"Neste nono abraço à Serra do Curral, o nosso pedido é para que os mais de R$ 2 bilhões apreendidos de mineradoras que destruíram a serra, sejam destinados integralmente para a sua recuperação", disse um dos ativistas responsáveis pelo abraço, o engenheiro ambiental Felipe Gomes.
Quais as características da Serra do Curral?
A Serra do Curral possui profundo valor histórico e geográfico, servindo como o limite Sul de Belo Horizonte e integrando o maciço da Serra do Espinhaço.
O nome da formação é referência ao antigo "Curral del Rei", o arraial que originou a capital mineira, inaugurada no ano de 1897.
Com uma altitude média que varia de 1.100 a 1.350 metros, seu ponto culminante se localiza no Pico Belo Horizonte, a 1.390 metros de altitude, abrigando também torres de transmissão de televisão desde 1955, quando foi instalada a pioneira antena da TV Itacolomi.
Organização usou mais de 60 empresas para devastar meio ambiente mineiro
O valor ecológico do ecossistema é evidenciado pela diversidade de sua flora, que apresenta variações graduais conforme a altitude, englobando áreas de campo rupestre nas cotas mais elevadas, além de trechos de cerrado e remanescentes de Mata Atlântica.
Em termos institucionais, a integridade biológica da área é resguardada por seu perímetro estar inserido nas delimitações de unidades de conservação, especificamente na área de proteção ambiental do Parque Municipal das Mangabeiras e do Parque da Serra do Curral.
Devido a esse vínculo afetivo e ecológico, a população escolheu a serra como o símbolo oficial de Belo Horizonte em um plebiscito realizado em 1995, ocasião em que a formação rochosa venceu a disputa contra a Igreja de São Francisco de Assis e a Lagoa da Pampulha.
Nos últimos seis meses, o local foi palco de desdobramentos jurídicos e policiais diretamente relacionados aos motivos do protesto deste domingo.
Em março de 2026, uma decisão da 9ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte atendeu a pedidos do Ministério Público Federal e do município, determinando a imediata paralisação de todas as atividades de extração de minério de ferro na área tombada e suspendendo processos administrativos de mineradoras na região.
As investigações apontaram que houve redução irregular do perímetro de proteção e uso indevido de termos de compromisso ambientais flexíveis para burlar o licenciamento rigoroso, gerando danos ambientais de impacto similar aos combatidos pela população no evento atual.
Destaques da mobilização socioambiental
Ponto de encontro: a Praça das Águas concentra a reunião dos cidadãos a partir das 9h
Objetivo principal: a proteção da integridade ecológica frente aos impactos da atividade mineral
Reivindicação financeira: a aplicação de recursos confiscados na recomposição da vegetação nativa
Aspectos geográficos e históricos do patrimônio
Escolha popular: a eleição da serra como símbolo de Belo Horizonte ocorreu por plebiscito em 1995
Diversidade biológica: a cobertura vegetal local abriga transições de cerrado, campo rupestre e Mata Atlântica
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Durante o ato de defesa socioambiental, os participantes partirão em direção ao topo da formação rochosa.
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"Neste nono abraço à Serra do Curral, o nosso pedido é para que os mais de R$ 2 bilhões apreendidos de mineradoras que destruíram a serra, sejam destinados integralmente para a sua recuperação", disse um dos ativistas responsáveis pelo abraço, o engenheiro ambiental Felipe Gomes.
Quais as características da Serra do Curral?
A Serra do Curral possui profundo valor histórico e geográfico, servindo como o limite Sul de Belo Horizonte e integrando o maciço da Serra do Espinhaço.
O nome da formação é referência ao antigo "Curral del Rei", o arraial que originou a capital mineira, inaugurada no ano de 1897.
Com uma altitude média que varia de 1.100 a 1.350 metros, seu ponto culminante se localiza no Pico Belo Horizonte, a 1.390 metros de altitude, abrigando também torres de transmissão de televisão desde 1955, quando foi instalada a pioneira antena da TV Itacolomi.
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Em termos institucionais, a integridade biológica da área é resguardada por seu perímetro estar inserido nas delimitações de unidades de conservação, especificamente na área de proteção ambiental do Parque Municipal das Mangabeiras e do Parque da Serra do Curral.
Devido a esse vínculo afetivo e ecológico, a população escolheu a serra como o símbolo oficial de Belo Horizonte em um plebiscito realizado em 1995, ocasião em que a formação rochosa venceu a disputa contra a Igreja de São Francisco de Assis e a Lagoa da Pampulha.
Nos últimos seis meses, o local foi palco de desdobramentos jurídicos e policiais diretamente relacionados aos motivos do protesto deste domingo.
Em março de 2026, uma decisão da 9ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte atendeu a pedidos do Ministério Público Federal e do município, determinando a imediata paralisação de todas as atividades de extração de minério de ferro na área tombada e suspendendo processos administrativos de mineradoras na região.
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Destaques da mobilização socioambiental
Ponto de encontro: a Praça das Águas concentra a reunião dos cidadãos a partir das 9h
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