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O clima era de tristeza e de muitas críticas ao treinador da Seleção, o italiano Carlo Ancelotti, responsável pela pior campanha do Brasil em Copas do Mundo desde 1990. "Era melhor o Tite", defende o comerciante Robson Coutinho, referindo-se ao treinador que comandou o Brasil nas Copas de 2018 e 2022.
“Já era”, afirmou o estudante de direito Tomaz Andrade, de 23 anos, que dizia ter certeza de que o Brasil venceria a Noruega, quebrando o tabu de nunca ter derrotado os europeus. "Cheguei superconfiante, principalmente no Vini Júnior, mas não foi dessa vez", lamenta o jovem, que nunca viu o Brasil ser campeão do mundo.
No Bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte, a derrota brasileira também provocou lágrimas. O norueguês Haaland marcou dois gols que destruíram o sonho do hexacampeonato e abalaram torcedores por todo o país.
Clima de desconfiança com o camisa 9 norueguês
Com céu nublado e pouco otimismo, a Seleção Brasileira já entrou em campo sob clima de desconfiança, com atenção especial voltada ao camisa 9 da Noruega, o craque Erling Haaland. "Não estava muito otimista. Sabia que poderia ter algum problema. Já saí de casa com medo do Haaland", confidenciou a advogada Clara Fernandes. Aos 24 anos, ela não se lembra da última conquista mundial do Brasil.
O primeiro susto veio logo no início da partida, com um gol da Noruega anulado por impedimento. O alerta estava ligado. Ainda assim, o Brasil teve uma grande chance de responder: Matheus Cunha foi derrubado na área e sofreu pênalti. Bruno Guimarães cobrou, mas parou na defesa do goleiro Nyland, que teve atuação decisiva.
Problema coletivo e falta de raça
Apesar da chance desperdiçada, os torcedores não apontam o camisa 8 como único responsável pela eliminação. Para muitos, o problema é coletivo e recorrente. Esta foi a sexta vez consecutiva que o Brasil caiu diante de uma seleção europeia em mata-matas de Copa do Mundo — a terceira diante de uma equipe sem título.
"Eu sinto que falta comprometimento da Seleção Brasileira há muito tempo. A Seleção não é mais a mesma. Não vejo a mesma raça de antes. Falta também a população se enxergar na Seleção", lamentou Henrique Gessner, estudante de 20 anos, que também nunca viu o Brasil campeão.
"O que faltou foi raça. Faltou querer ganhar, marcar em cima, buscar o gol", analisou o economista Walace Peixoto. "O Ancelotti foi muito mal. Ele precisava montar um time mais combativo, tanto para atacar quanto para se defender."
Uma das decisões mais controversas do treinador foi a entrada do atacante Neymar Jr., que substituiu Gabriel Martinelli aos 13 minutos do segundo tempo. A mudança gerou reações divididas. Enquanto parte da torcida vibrou, outros duvidaram da capacidade do atacante, de 34 anos, de resolver os problemas da equipe. Neymar ainda marcou o único gol brasileiro, de pênalti, já nos acréscimos, mas não foi suficiente para evitar a eliminação.
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No Bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte, a derrota brasileira também provocou lágrimas. O norueguês Haaland marcou dois gols que destruíram o sonho do hexacampeonato e abalaram torcedores por todo o país.
Clima de desconfiança com o camisa 9 norueguês
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O primeiro susto veio logo no início da partida, com um gol da Noruega anulado por impedimento. O alerta estava ligado. Ainda assim, o Brasil teve uma grande chance de responder: Matheus Cunha foi derrubado na área e sofreu pênalti. Bruno Guimarães cobrou, mas parou na defesa do goleiro Nyland, que teve atuação decisiva.
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"Eu sinto que falta comprometimento da Seleção Brasileira há muito tempo. A Seleção não é mais a mesma. Não vejo a mesma raça de antes. Falta também a população se enxergar na Seleção", lamentou Henrique Gessner, estudante de 20 anos, que também nunca viu o Brasil campeão.
"O que faltou foi raça. Faltou querer ganhar, marcar em cima, buscar o gol", analisou o economista Walace Peixoto. "O Ancelotti foi muito mal. Ele precisava montar um time mais combativo, tanto para atacar quanto para se defender."
Uma das decisões mais controversas do treinador foi a entrada do atacante Neymar Jr., que substituiu Gabriel Martinelli aos 13 minutos do segundo tempo. A mudança gerou reações divididas. Enquanto parte da torcida vibrou, outros duvidaram da capacidade do atacante, de 34 anos, de resolver os problemas da equipe. Neymar ainda marcou o único gol brasileiro, de pênalti, já nos acréscimos, mas não foi suficiente para evitar a eliminação.