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A popularização de medicamentos para emagrecimento, como o Ozempic e o Mounjaro, ultrapassou as farmácias e já ecoa nos salões de bares e restaurantes do país. Uma pesquisa recente da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, revela que 61% dos empresários do setor já identificam mudanças no comportamento de consumo de seus clientes.
O levantamento aponta uma clara busca por restrições calóricas. O impacto é sentido de forma mais aguda no fechamento das refeições, especialmente na saída de sobremesas. Opinião compartilhada pelo empresário baiano Jeferson Oliveira, proprietário de restaurantes de comida a quilo em Salvador.
Segundo o empresário, antes das canetas, o consumo era de 400g a 500g por refeição com itens mais calóricos. Atualmente, a balança tem registrado 300g, 400g, porém com mais proteína e mais salada.
"A gente já consegue visualizar que está mudando a forma de as pessoas se alimentarem, né? Buscando uma alimentação mais saudável. Então, a gente aqui investe bastante em um bufê de salada amplo, com boa variedade, e isso ajuda a manter esses clientes", diz.
Para José Eduardo Camargo, líder de conteúdo da Abrasel, a mudança de comportamento, embora gradual, é estrutural. O consumidor está priorizando o que coloca no prato. Segundo ele, o mercado precisa estar atento a essa tendência e repensar a engenharia de cardápio para manter a atratividade.
“No fim das contas, se você consegue atingir esse público e trazê-lo para dentro do estabelecimento, pode ser uma vantagem, porque é um público que vai ser fiel ao seu estabelecimento e vai compensar, talvez, cortando uma sobremesa, mas visitar mais vezes aquele estabelecimento. Então uma coisa, ela compensa a outra. Acho que o importante é você estar atento ao que está acontecendo, a essas mudanças no comportamento, e reagir rapidamente", falou José Eduardo.
Ainda segundo a pesquisa da Abrasel, 64% dos empresários relatam aumento na procura por miniporções. Outros 70% indicam maior preferência por itens de cardápio considerados mais saudáveis. Comportamento percebido pelo gastrônomo Pedro Bonfim, proprietário de um restaurante e um estabelecimento de açaí em Salvador e região metropolitana.
“Hoje, a gente percebe que há uma mudança bem clara: durante a semana as pessoas estão preferindo se alimentar melhor. Elas estão deixando de consumir produtos mais calóricos, produtos com mais açúcar. E, no nosso caso, a gente tem que aceitar que é uma realidade e buscar alternativas, né?", diz o gastrônomo.
No setor de bebidas, a mudança também é evidente: enquanto a demanda por álcool segue estável, a procura por opções não alcoólicas ou com menor teor já é uma realidade para 53% dos empresários. O desafio para o mercado agora é equilibrar a rentabilidade com as novas demandas.
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A popularização de medicamentos para emagrecimento, como o Ozempic e o Mounjaro, ultrapassou as farmácias e já ecoa nos salões de bares e restaurantes do país. Uma pesquisa recente da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, revela que 61% dos empresários do setor já identificam mudanças no comportamento de consumo de seus clientes.
O levantamento aponta uma clara busca por restrições calóricas. O impacto é sentido de forma mais aguda no fechamento das refeições, especialmente na saída de sobremesas. Opinião compartilhada pelo empresário baiano Jeferson Oliveira, proprietário de restaurantes de comida a quilo em Salvador.
Segundo o empresário, antes das canetas, o consumo era de 400g a 500g por refeição com itens mais calóricos. Atualmente, a balança tem registrado 300g, 400g, porém com mais proteína e mais salada.
"A gente já consegue visualizar que está mudando a forma de as pessoas se alimentarem, né? Buscando uma alimentação mais saudável. Então, a gente aqui investe bastante em um bufê de salada amplo, com boa variedade, e isso ajuda a manter esses clientes", diz.
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Ainda segundo a pesquisa da Abrasel, 64% dos empresários relatam aumento na procura por miniporções. Outros 70% indicam maior preferência por itens de cardápio considerados mais saudáveis. Comportamento percebido pelo gastrônomo Pedro Bonfim, proprietário de um restaurante e um estabelecimento de açaí em Salvador e região metropolitana.
“Hoje, a gente percebe que há uma mudança bem clara: durante a semana as pessoas estão preferindo se alimentar melhor. Elas estão deixando de consumir produtos mais calóricos, produtos com mais açúcar. E, no nosso caso, a gente tem que aceitar que é uma realidade e buscar alternativas, né?", diz o gastrônomo.
No setor de bebidas, a mudança também é evidente: enquanto a demanda por álcool segue estável, a procura por opções não alcoólicas ou com menor teor já é uma realidade para 53% dos empresários. O desafio para o mercado agora é equilibrar a rentabilidade com as novas demandas.