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Minas Gerais atingiu, na sexta-feira (1º), a marca de 2 mil órgãos transportados por via aérea, em operações que reduzem trajetos de até cinco horas para cerca de 30 minutos e são decisivas para a realização de transplantes no estado.
O número foi alcançado após uma missão realizada nas primeiras horas do dia, quando uma aeronave saiu de Belo Horizonte com destino a Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. O voo durou cerca de meia hora, tempo significativamente inferior ao deslocamento por estrada.Os dados são da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), responsável pelas operações por meio do Comando de Aviação do Estado (Comave). A contagem teve início em janeiro de 2018, quando passou a ser utilizado um sistema eletrônico de registro das missões.
Desde então, o volume de transportes cresceu de forma consistente. Em 2018, foram registrados 145 deslocamentos. Em 2025, o número chegou a 400, o maior da série histórica. Apenas nos primeiros meses de 2026, já foram realizadas 99 operações.
A gerente administrativa do MG Transplantes, Ediléia Conceição Gonçalves, destaca que o transporte aéreo é decisivo para a realização dos procedimentos, especialmente por causa do tempo limite de preservação dos órgãos. “A gente olha pelo tempo de isquemia de cada órgão. O coração, por exemplo, tem tempo máximo de quatro horas. Então, o impacto é total. Se não tiver o transporte aéreo, não tem nem a captação e transplante de coração no estado”, afirma.
Ainda de acordo com Ediléia, a rapidez no deslocamento influencia diretamente no sucesso do transplante. “Quanto menos tempo de transporte, melhor a qualidade do órgão e mais chance do transplante ter sucesso. Se for retirar um coração em Montes Claros, por exemplo, e ultrapassar quatro horas, ele nem pode ser transplantado”, diz.
Ela acrescenta que as regiões Norte, Sul e Triângulo Mineiro concentram maior volume de doações, com destaque para cidades como Montes Claros, Passos, Uberaba e Uberlândia, o que exige deslocamentos frequentes até Belo Horizonte.
Ao todo, o serviço conta com 17 aeronaves, sendo 11 helicópteros e seis aviões, utilizadas no transporte de órgãos em diferentes regiões do estado. Os rins lideram a lista dos órgãos mais transportados, seguidos por fígado, coração e córneas. As operações são realizadas em apoio ao MG Transplantes e à Secretaria de Estado de Saúde, responsáveis pela regulação e distribuição dos órgãos em Minas Gerais.
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