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O que deveria ser uma noite comum de trabalho e convívio familiar transformou-se em um episódio de violência e indignação para a chef Juliana Duarte, proprietária do restaurante Cozinha Santo Antônio, na Rua São Domingos do Prata, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Na última quinta-feira (12/2), Juliana, seu marido Pedro, que é cadeirante, e a cuidadora Raquel foram vítimas de ofensas por parte de um homem que, segundo a chef, é professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O incidente começou na calçada, quando os três tentavam acessar o restaurante. Um veículo estacionado irregularmente sobre a faixa de pedestres bloqueava a rampa de acessibilidade. Ao identificar o proprietário em um bar vizinho, Juliana solicitou a retirada do veículo e o questionou se ele “não tinha vergonha” da infração.
A resposta anunciou a agressividade que viria a seguir: "Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro mesmo assim", teria dito o homem. Ao manobrar para sair, ele desferiu a primeira ofensa direta a Pedro: "Tchau, cadeirante! Espero que você ande muito por aí".
Após o primeiro embate, Pedro seguiu para casa, enquanto Juliana permaneceu no restaurante. Por volta das 22h26, o agressor adentrou o estabelecimento. "Ele entrou altivo, com um sorriso no rosto. Achei que iria pedir desculpas, mas ele se aproximou e disse: 'E aí, ele voltou a andar?'. Virou as costas e foi embora", relata Juliana.
"Fiquei chocada, não acreditei de tão absurdo. Não tive reação imediata porque nunca vi um tipo de ofensa como essa", desaba
O caso não terminou na calçada. Após conversar com os filhos, que ficaram revoltados com o ocorrido, Juliana buscou a delegacia especializada em atendimento a pessoas com deficiência. O Boletim de Ocorrência foi registrado na manhã de sexta-feira (13/2).
Além da esfera criminal, Juliana acionou a Ouvidoria da UFMG e conversou com professores conhecidos, que vão levar o fato à reitoria da universidade. O agressor, que não é réu primário, possui um currículo extenso, com títulos internacionais e consultorias para o governo e mineradoras.
"É uma situação de tristeza, sofremos uma violência. Mas é uma oportunidade de colocar o assunto em pauta. Fatos adversos fazem as pessoas refletirem, e é importante divulgar para ajudar no andamento dos processos formais", afirma a chef.
Para Juliana, o episódio reflete uma falha na mobilidade urbana e no respeito básico aos direitos humanos. Segundo ela, a própria delegada responsável pelo caso confirmou que situações de desrespeito a deficientes são mais comuns do que se imagina.
Juliana divulgou o acontecido pelo Instagram na manhã deste sábado (14/2), e o caso ganhou repercussão. Ela tem recebido retorno de pessoas que passaram pela mesma situação.
A chef reforça a necessidade de coragem para denunciar. "Espero justiça. Milhões de deficientes passam por isso todos os dias. Será que, se Pedro estivesse acompanhado de um 'fortão', e não de duas mulheres, esse sei lá o que teria a mesma coragem?".
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O incidente começou na calçada, quando os três tentavam acessar o restaurante. Um veículo estacionado irregularmente sobre a faixa de pedestres bloqueava a rampa de acessibilidade. Ao identificar o proprietário em um bar vizinho, Juliana solicitou a retirada do veículo e o questionou se ele “não tinha vergonha” da infração.
A resposta anunciou a agressividade que viria a seguir: "Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro mesmo assim", teria dito o homem. Ao manobrar para sair, ele desferiu a primeira ofensa direta a Pedro: "Tchau, cadeirante! Espero que você ande muito por aí".
Após o primeiro embate, Pedro seguiu para casa, enquanto Juliana permaneceu no restaurante. Por volta das 22h26, o agressor adentrou o estabelecimento. "Ele entrou altivo, com um sorriso no rosto. Achei que iria pedir desculpas, mas ele se aproximou e disse: 'E aí, ele voltou a andar?'. Virou as costas e foi embora", relata Juliana.
"Fiquei chocada, não acreditei de tão absurdo. Não tive reação imediata porque nunca vi um tipo de ofensa como essa", desaba
O caso não terminou na calçada. Após conversar com os filhos, que ficaram revoltados com o ocorrido, Juliana buscou a delegacia especializada em atendimento a pessoas com deficiência. O Boletim de Ocorrência foi registrado na manhã de sexta-feira (13/2).
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