Com baixos índices de cobertura vacinal, Belo Horizonte fará nova mobilização, neste sábado (20), com a realização do Dia D da Multivacinação. A imunização será realizada das 8h às 17h em todos os 154 centros de saúde da cidade e também no Centro de Atenção à Saúde do Viajante. 

A mobilização acontece em meio à queda das temperaturas e ao aumento dos casos de doenças respiratórias na capital. O foco principal da campanha é a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, além da ampliação da cobertura contra a gripe.

Além da dose contra a gripe, estarão disponíveis imunizantes contra rotavírus, poliomielite, hepatites A e B, HPV, febre amarela, meningocócica ACWY, pneumocócica 10, pentavalente e tríplice viral.

As doses serão aplicadas conforme a avaliação da situação vacinal de cada criança ou adolescente. Para o atendimento, pais e responsáveis devem apresentar a caderneta de vacinação, documento de identificação com foto, CPF e comprovante de endereço.

A mobilização terá continuidade no domingo (21), com um ponto extra de vacinação contra a gripe na Escola Estadual Dr. Antônio Augusto Soares Canedo, na avenida Capim Branco, 157, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital. O atendimento será realizado das 8h às 13h.

Baixa cobertura preocupa
A prefeitura reforça o alerta para a vacinação contra a gripe diante da previsão de temperaturas mais baixas nos próximos dias e do aumento da circulação de vírus respiratórios. Somente neste ano, os centros de saúde e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Belo Horizonte realizaram mais de 279 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias. 

Até 9 de maio, também foram registrados 6.220 pedidos de internação, dos quais 2.791 envolveram idosos e 1.599 crianças menores de 4 anos. Apesar da ampla oferta de vacinas, a cobertura dos grupos prioritários ainda está abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Atualmente, 58,3% dos idosos, 44,7% das gestantes e 43,7% das crianças de 6 meses a menores de 6 anos foram imunizados.

Os dados mais recentes apontam ainda 180 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na capital. Desse total, 147 ocorreram entre idosos e quatro entre crianças menores de 4 anos, incluindo três bebês com menos de 1 ano de idade.