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O protesto aconteceu dentro do supermercado Atakadão Atakarejo, no bairro de Amaralina, e reuniu entidades como a Unegro (união de Negros pela Igualdade), Movimento Negro Unificado, Coletivo de Entidades Negras e Círculo Palmarino.
Bruno e Ian, que eram tio e sobrinho, foram encontrados mortos com marcas de tiro e sinais de tortura nesta segunda-feira (27), horas depois de terem sido flagrados furtando pacotes de carne no supermercado.
O supermercado Atakarejo não registrou boletim de ocorrência do furto, segundo a Polícia Civil.
Fotos de tio e sobrinho rendidos após o furto circularam em aplicativos e mensagens e redes sociais. A imagem mostra os dois sentados no chão de um pátio do supermercado ao lado de quatro pacotes de carne.
Familiares das vítimas dizem acreditar que tio e sobrinho foram entregues pelos seguranças do supermercado a traficantes do bairro de Amaralina, que teriam matado Bruno e Ian.
A família de Bruno encaminhou à reportagem uma mensagem de áudio que ele enviou a uma amiga com um pedido de dinheiro para pagar as carnes furtadas.
Presidente da Unegro na Bahia, Eldon Neves afirma que a manifestação teve como objetivo chamar atenção da sociedade e das autoridades sobre a brutal morte de tio e sobrinho e cobrar rigor na apuração do caso.
"Foi um ato brutal, uma barbárie que não tem justificativa. É um caso que acontece em um contexto de pandemia, no qual as pessoas estão passando fome. E os autores do suposto furto foram julgados em um tribunal paralelo", afirma.
Ele afirma que este não é um caso isolado e tem relação com a questão racial. "Se a gente se omitisse, estaríamos compactuando com essa situação de extermínio da situação negra. Vamos cobrar justiça por Ian e Bruno", diz.
A Polícia Civil da Bahia informou em nota que a investigação do duplo homicídio está em andamento e que a apuração está avançada, com indicativo de autoria. Também informou que ainda não pode divulgar detalhes sobre a suspeita para não atrapalhar as investigações.
Em nota, o supermercado Atakadão Atakarejo informou que "é cumpridor da legislação vigente e atua rigorosamente comprometido com a obediência às normas legais. Não compactua com qualquer ato em desacordo com a lei".
O caso está sendo acompanhado pela comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia. Presidente da Comissão, o deputado estadual Jacó (PT) cobrou apuração das circunstâncias da morte de tio e sobrinho.
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Bruno e Ian, que eram tio e sobrinho, foram encontrados mortos com marcas de tiro e sinais de tortura nesta segunda-feira (27), horas depois de terem sido flagrados furtando pacotes de carne no supermercado.
O supermercado Atakarejo não registrou boletim de ocorrência do furto, segundo a Polícia Civil.
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