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string(83) "Trump diz que Espanha é 'terrível' e vai cortar relações comerciais com o país"
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"Algumas das nações europeias tem sido úteis e tem ajudado, outras não. A Alemanha tem sido incrível. [...] Outros países, como a Espanha, são terríveis. Eu falei para o Scott (Bessent, secretário do Tesouro dos EUA) para encerrar todos os acordos com a Espanha. Em primeiro lugar, eu pedi que todas as nações europeias contribuíssem com 5% do PIB e todo mundo está fazendo isso, mas a Espanha não fez isso", afirmou o presidente.
Em janeiro deste ano, o presidente cobrou os aliados da Otan para que elevassem os gastos em defesa a 5% do PIB.
"E agora a Espanha disse que não podemos utilizar suas bases. E, na verdade, podemos usar, podemos voar para lá, ninguém vai dizer que não pode, mas eles foram muito pouco amigáveis. A Espanha não tem nada que precisamos, a não ser um grande povo, mas eles não tem uma grande liderança", continuou Trump.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, assentiu, afirmando que o presidente poderia impor tarifas e fazer o que quisesse.
'Ele não é o Winston Churchill', diz Trump sobre primeiro-ministro britânico
Em outro ataque aos europeus, Trump disse estar insatisfeito com o Reino Unido. "E a propósito, também não estou feliz com o Reino Unido. Ele (Keir Starmer) falou sobre a ilha e levou três, quatro dias para podermos pousar em relação a base militar e tivemos que voar por mais horas, então estamos muito surpresos. Ele não é o Winston Churchill. Bem, acho que estão nos deixando pousar em certas áreas e nós somos gratos por isso. Nós não estamos pedindo tropas em solo, nada disso", afirmou Trump.
Alemanha e EUA 'na mesma página' sobre Irã
O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que ele e Trump estão "na mesma página" em termos de acabar com o regime do Irã, e que deverá tratar sobre acordos comerciais e guerra na Ucrânia posteriormente.
Durante sua visita a Trump, Merz disse que a Alemanha está "ansiosa pelo dia seguinte" ao fim da guerra com o Irã. Ele afirmou que Berlim deseja trabalhar com os EUA em uma estratégia para quando o atual governo iraniano deixar de existir.
"Estamos muito interessados ??em uma abordagem comum, em trabalho conjunto e no que podemos fazer juntos", disse Merz. "E isto é importante não só para os americanos", disse ele. "Isto é extremamente importante para a Europa e extremamente importante para Israel e para a sua segurança."
'Tudo desmantelado'
Durante a fala, Trump afirmou ainda que atacou o Irã porque acreditava que o país atacaria primeiro. "Nós tínhamos ótimos negociadores, que estavam trabalhando com isso, que fizeram isso a vida inteira. Com base no andamento das negociações, eu achei que eles iriam atacar primeiro. E eu não queria que isso acontecesse", afirmou o presidente.
Trump comemorou o impacto do ataque ao Irã afirmando ter "desmantelado" tudo o que tinham. "O número de mísseis diminui e eles estão atingindo países chamados neutros, com quem eles conviviam por muito tempo", disse. "Eles não têm mais proteção aérea, eles não têm nenhum meio de detecção, portanto, eles vão sofrer bastante, são pessoas muito ruins", concluiu o presidente.
Trump estimou que o Irã tenha matado 35 mil manifestantes durante os protestos contra o governo iraniano. Em janeiro, a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hran, na sigla em inglês), que atua no país, estimava que cerca de 6 mil pessoas haviam sido mortas. O número foi contestado pelo governo que estimava aproximadamente 3 mil mortes.
Sobre o conflito, Trump afirmou que 49 pessoas foram mortas no primeiro dia, e disse acreditar que houve outro ataque nesta terça. "Não sei se há um pior cenário, nós os derrotamos militarmente. Há ainda alguns mísseis, mas estamos atingindo todos os lançadores, todos os estoques de mísseis”, destacou.
"A maioria das pessoas que nós tínhamos em mente em relação a sua pergunta estão mortos hoje. E temos outro grupo que pensamos que também podem estar mortos com base em relatos, então, temos uma terceira onda vindo e provavelmente em breve não conheceremos ninguém”, respondeu Trump a jornalistas. O governo iraniano ainda não confirmou as mortes. No último domingo, o Irã informou que seu líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante o ataque coordenado por Israel e pelos Estados Unidos.
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"Algumas das nações europeias tem sido úteis e tem ajudado, outras não. A Alemanha tem sido incrível. [...] Outros países, como a Espanha, são terríveis. Eu falei para o Scott (Bessent, secretário do Tesouro dos EUA) para encerrar todos os acordos com a Espanha. Em primeiro lugar, eu pedi que todas as nações europeias contribuíssem com 5% do PIB e todo mundo está fazendo isso, mas a Espanha não fez isso", afirmou o presidente.
Em janeiro deste ano, o presidente cobrou os aliados da Otan para que elevassem os gastos em defesa a 5% do PIB.
"E agora a Espanha disse que não podemos utilizar suas bases. E, na verdade, podemos usar, podemos voar para lá, ninguém vai dizer que não pode, mas eles foram muito pouco amigáveis. A Espanha não tem nada que precisamos, a não ser um grande povo, mas eles não tem uma grande liderança", continuou Trump.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, assentiu, afirmando que o presidente poderia impor tarifas e fazer o que quisesse.
'Ele não é o Winston Churchill', diz Trump sobre primeiro-ministro britânico
Em outro ataque aos europeus, Trump disse estar insatisfeito com o Reino Unido. "E a propósito, também não estou feliz com o Reino Unido. Ele (Keir Starmer) falou sobre a ilha e levou três, quatro dias para podermos pousar em relação a base militar e tivemos que voar por mais horas, então estamos muito surpresos. Ele não é o Winston Churchill. Bem, acho que estão nos deixando pousar em certas áreas e nós somos gratos por isso. Nós não estamos pedindo tropas em solo, nada disso", afirmou Trump.
Alemanha e EUA 'na mesma página' sobre Irã
O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que ele e Trump estão "na mesma página" em termos de acabar com o regime do Irã, e que deverá tratar sobre acordos comerciais e guerra na Ucrânia posteriormente.
Durante sua visita a Trump, Merz disse que a Alemanha está "ansiosa pelo dia seguinte" ao fim da guerra com o Irã. Ele afirmou que Berlim deseja trabalhar com os EUA em uma estratégia para quando o atual governo iraniano deixar de existir.
"Estamos muito interessados ??em uma abordagem comum, em trabalho conjunto e no que podemos fazer juntos", disse Merz. "E isto é importante não só para os americanos", disse ele. "Isto é extremamente importante para a Europa e extremamente importante para Israel e para a sua segurança."
'Tudo desmantelado'
Durante a fala, Trump afirmou ainda que atacou o Irã porque acreditava que o país atacaria primeiro. "Nós tínhamos ótimos negociadores, que estavam trabalhando com isso, que fizeram isso a vida inteira. Com base no andamento das negociações, eu achei que eles iriam atacar primeiro. E eu não queria que isso acontecesse", afirmou o presidente.
Trump comemorou o impacto do ataque ao Irã afirmando ter "desmantelado" tudo o que tinham. "O número de mísseis diminui e eles estão atingindo países chamados neutros, com quem eles conviviam por muito tempo", disse. "Eles não têm mais proteção aérea, eles não têm nenhum meio de detecção, portanto, eles vão sofrer bastante, são pessoas muito ruins", concluiu o presidente.
Trump estimou que o Irã tenha matado 35 mil manifestantes durante os protestos contra o governo iraniano. Em janeiro, a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hran, na sigla em inglês), que atua no país, estimava que cerca de 6 mil pessoas haviam sido mortas. O número foi contestado pelo governo que estimava aproximadamente 3 mil mortes.
Sobre o conflito, Trump afirmou que 49 pessoas foram mortas no primeiro dia, e disse acreditar que houve outro ataque nesta terça. "Não sei se há um pior cenário, nós os derrotamos militarmente. Há ainda alguns mísseis, mas estamos atingindo todos os lançadores, todos os estoques de mísseis”, destacou.
"A maioria das pessoas que nós tínhamos em mente em relação a sua pergunta estão mortos hoje. E temos outro grupo que pensamos que também podem estar mortos com base em relatos, então, temos uma terceira onda vindo e provavelmente em breve não conheceremos ninguém”, respondeu Trump a jornalistas. O governo iraniano ainda não confirmou as mortes. No último domingo, o Irã informou que seu líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante o ataque coordenado por Israel e pelos Estados Unidos.