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Os preços do petróleo voltaram a subir hoje apos relatos de ataques e interceptações a três navios no Estreito de Ormuz, mesmo depois do presidente dos Estados Unidos Donald Trump ter prolongado o cessar-fogo com o Irã para dar mais tempo às negociações de paz. Os especialistas consideram que o processo de paz se mostra bastante instável e as tensões estratégicas entre EUA e Irã mantêm o mercado em alerta além do risco da dinâmica política interna iraniana estimular uma inércia em direção à escalada.
O petróleo Brent, referência global, subiu e chegou a ultrapassar os 100 dólares no início do dia. O WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também aumentou, ficando cotado em média a US$ 92,49.
Antes dos relatos das ofensivas, os analistas internacionais apontaram que a prorrogação da trégua melhorou os ânimos no mercado, apesar do bloqueio norte-americano aos portos iranianos se manter em vigor.
Já o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível se o cessar-fogo continuar a ser violado. O governo de Teerã também indica que está pronto para voltar a negociar a paz, mas só quando os EUA suspenderem o bloqueio aos seus portos.
Por outro lado, o comissário da energia da União Europeia, Dan Jørgensen, alertou que mesmo no melhor cenário, a situação do mercado de energia permanece ruim. "Esta é uma crise que é provavelmente tão grave quanto às crises de 1973 e de 2022 juntas, o que significa que nos esperam alguns meses muito difíceis, ou talvez até anos, dependendo da evolução da situação no Oriente Médio. Mas mesmo no melhor dos cenários, a situação continua a ser grave. Se imaginarmos que amanhã haja paz, ainda demorará, por exemplo, no caso do Catar, provavelmente dois anos, talvez até mais, para reconstruir a sua infraestrutura de produção e transporte de gás", declarou.
Jørgensen reiterou que o momento é de muitas incertezas. “Estes custos se sentem aqui e agora em casas e empresas por toda a Europa. Mas o verdadeiro impacto desta crise é a longo prazo. Está a evoluir. É imprevisível”, adiantou. Sobre a possibilidade do descongelamento das importações de energia russa, o Comissário é contra e garante que seria um grande erro, enfatizando que Moscou usou a energia como arma contra a Europa, por isso deve ser cortada essa dependência o mais rapidamente possível.
A União Europeia considera que a coordenação entre membros do bloco é a chave para ultrapassar mais um pico inflacionário motivado pela descontinuidade do mercado dos combustíveis fósseis. Para tanto, a Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira (22) um conjunto de medidas de apoio que visam proteger os seus cidadãos diante da crise energética e ainda acelerar a transição para uma energia limpa e produzida internamente.
“Pela segunda vez em menos de cinco anos, os europeus estão pagando o preço da dependência da Europa em relação aos combustíveis fósseis importados. O projeto, denominado AccelerateEU, é composto por um conjunto de medidas da Comissão para proporcionar um alívio imediato às famílias e indústrias europeias, especialmente as mais vulneráveis, colocando simultaneamente a Europa numa trajetória estável rumo à independência energética.Desde a escalada do conflito no Oriente Médio, a UE gastou mais 24 bilhões de euros em importações de energia devido aos preços mais elevados - sem receber uma única molécula de energia adicional", diz o comunicado da Comissão Europeia.
Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o projeto tem medidas a curto prazo e alterações com efeitos estruturais que vão se refletir a longo prazo, mas todas elas com o propósito único de reduzir ainda mais a dependência dos mercados voláteis de combustíveis fósseis, preparação para enfrentar tempestades geopolíticas e reforçar a resiliência do bloco para riscos futuros, com base em energia limpa produzida internamente e na eletrificação.
Enquanto isso, o secretário-geral do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), Philip Mshelbila, enfatizou também que se a crise terminasse hoje o mundo demoraria de seis meses a um ano a recuperar. “A guerra no Irã, dependendo da sua duração e dos estragos provocados, pode criar um problema sistêmico na produção e distribuição de gás natural”, avisou.
Por sua vez, o Reino Unido e França vão liderar hoje uma conferência multinacional de planejamento sobre o Estreito de Ormuz, com a apresentação de um conjunto de estratégias militares de mais de 30 países visando criar um plano detalhado que possibilite o início de uma missão multinacional de reabertura da rota marítima.
De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião que acontece em Londres tem como propósito central a criação de um consenso diplomático alargado que culmine num plano militar para o Golfo Pérsico quando as hostilidades terminarem. O objetivo é traduzir o consenso político atingido na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.
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O petróleo Brent, referência global, subiu e chegou a ultrapassar os 100 dólares no início do dia. O WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também aumentou, ficando cotado em média a US$ 92,49.
Antes dos relatos das ofensivas, os analistas internacionais apontaram que a prorrogação da trégua melhorou os ânimos no mercado, apesar do bloqueio norte-americano aos portos iranianos se manter em vigor.
Já o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível se o cessar-fogo continuar a ser violado. O governo de Teerã também indica que está pronto para voltar a negociar a paz, mas só quando os EUA suspenderem o bloqueio aos seus portos.
Por outro lado, o comissário da energia da União Europeia, Dan Jørgensen, alertou que mesmo no melhor cenário, a situação do mercado de energia permanece ruim. "Esta é uma crise que é provavelmente tão grave quanto às crises de 1973 e de 2022 juntas, o que significa que nos esperam alguns meses muito difíceis, ou talvez até anos, dependendo da evolução da situação no Oriente Médio. Mas mesmo no melhor dos cenários, a situação continua a ser grave. Se imaginarmos que amanhã haja paz, ainda demorará, por exemplo, no caso do Catar, provavelmente dois anos, talvez até mais, para reconstruir a sua infraestrutura de produção e transporte de gás", declarou.
Jørgensen reiterou que o momento é de muitas incertezas. “Estes custos se sentem aqui e agora em casas e empresas por toda a Europa. Mas o verdadeiro impacto desta crise é a longo prazo. Está a evoluir. É imprevisível”, adiantou. Sobre a possibilidade do descongelamento das importações de energia russa, o Comissário é contra e garante que seria um grande erro, enfatizando que Moscou usou a energia como arma contra a Europa, por isso deve ser cortada essa dependência o mais rapidamente possível.
A União Europeia considera que a coordenação entre membros do bloco é a chave para ultrapassar mais um pico inflacionário motivado pela descontinuidade do mercado dos combustíveis fósseis. Para tanto, a Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira (22) um conjunto de medidas de apoio que visam proteger os seus cidadãos diante da crise energética e ainda acelerar a transição para uma energia limpa e produzida internamente.
“Pela segunda vez em menos de cinco anos, os europeus estão pagando o preço da dependência da Europa em relação aos combustíveis fósseis importados. O projeto, denominado AccelerateEU, é composto por um conjunto de medidas da Comissão para proporcionar um alívio imediato às famílias e indústrias europeias, especialmente as mais vulneráveis, colocando simultaneamente a Europa numa trajetória estável rumo à independência energética.Desde a escalada do conflito no Oriente Médio, a UE gastou mais 24 bilhões de euros em importações de energia devido aos preços mais elevados - sem receber uma única molécula de energia adicional", diz o comunicado da Comissão Europeia.
Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o projeto tem medidas a curto prazo e alterações com efeitos estruturais que vão se refletir a longo prazo, mas todas elas com o propósito único de reduzir ainda mais a dependência dos mercados voláteis de combustíveis fósseis, preparação para enfrentar tempestades geopolíticas e reforçar a resiliência do bloco para riscos futuros, com base em energia limpa produzida internamente e na eletrificação.
Enquanto isso, o secretário-geral do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), Philip Mshelbila, enfatizou também que se a crise terminasse hoje o mundo demoraria de seis meses a um ano a recuperar. “A guerra no Irã, dependendo da sua duração e dos estragos provocados, pode criar um problema sistêmico na produção e distribuição de gás natural”, avisou.
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