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Segundo a Sputnik Brasil, o chanceler afirmou que, ao longo do mês de maio, Washington promoveu uma escalada de ações contra Cuba, combinando sanções, acusações judiciais, movimentações militares e uma ampla campanha de comunicação voltada a reforçar uma narrativa de crise e instabilidade no país caribenho.
Chanceler denuncia campanha de medo contra Cuba
Em publicação na rede social X, Rodríguez afirmou que existe uma tentativa deliberada de construir um ambiente de temor e urgência em torno da situação cubana.
“Durante o mês de maio, houve uma tentativa de criar um clima de medo, urgência e desgraça iminente contra o nosso país. Como demonstra um estudo sobre a conversa global sobre Cuba na internet, no mês passado houve uma ofensiva lançada pelos EUA, amplificada por meios de comunicação, agentes políticos e plataformas digitais”, declarou.
De acordo com o ministro, a estratégia estadunidense envolve não apenas o fortalecimento do bloqueio econômico, mas também a ampliação das restrições relacionadas ao fornecimento de petróleo, novas sanções, acusações legais e a presença de forças militares dos Estados Unidos na região do Caribe.
Rodríguez também criticou declarações de autoridades e setores políticos estadunidenses que passaram a mencionar cenários de “colapso” ou de uma suposta “transição” em Cuba.
Havana aponta sequência de pressões
O chanceler cubano argumentou que a política dos Estados Unidos segue uma lógica escalonada. Segundo ele, primeiro ocorre o que chamou de “estrangulamento econômico” do país. Em seguida, entram em cena mecanismos político-jurídicos e, posteriormente, a tentativa de legitimar medidas mais agressivas.
Rodríguez afirmou que Washington busca “militarizar a narrativa” para apresentar uma eventual agressão contra Cuba como uma solução para os problemas enfrentados pela ilha.
Tensões cresceram após medidas adotadas por Trump
O agravamento das relações entre Washington e Havana ocorre em meio a uma série de medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, após a ação militar dos EUA na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo bruto venezuelano, considerado uma das principais fontes de abastecimento energético da ilha.
Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto autorizando tarifas sobre importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba. A medida foi anunciada após a declaração de estado de emergência relacionada ao que Washington classificou como uma ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.
Durante o mês de maio, o governo dos EUA também ampliou as sanções contra entidades cubanas, incluindo o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), conglomerado ligado às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, além de pessoas associadas à organização.
Acusações contra Raúl Castro ampliam crise
Outro episódio que elevou as tensões ocorreu em 20 de maio, quando o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, acusou o ex-presidente cubano Raúl Castro de conspiração para assassinar cidadãos estadunidenses.
A acusação está relacionada à derrubada, em 1996, de dois aviões pertencentes à organização Irmãos ao Resgate. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Raúl Castro e outros cinco ex-funcionários cubanos poderão enfrentar prisão perpétua ou até mesmo a pena de morte caso sejam condenados.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, contestou as acusações e afirmou que elas não possuem fundamento jurídico. Segundo o chefe de Estado, a iniciativa busca criar justificativas para uma eventual agressão militar dos Estados Unidos contra Cuba.
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Chanceler denuncia campanha de medo contra Cuba
Em publicação na rede social X, Rodríguez afirmou que existe uma tentativa deliberada de construir um ambiente de temor e urgência em torno da situação cubana.
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Havana aponta sequência de pressões
O chanceler cubano argumentou que a política dos Estados Unidos segue uma lógica escalonada. Segundo ele, primeiro ocorre o que chamou de “estrangulamento econômico” do país. Em seguida, entram em cena mecanismos político-jurídicos e, posteriormente, a tentativa de legitimar medidas mais agressivas.
Rodríguez afirmou que Washington busca “militarizar a narrativa” para apresentar uma eventual agressão contra Cuba como uma solução para os problemas enfrentados pela ilha.
Tensões cresceram após medidas adotadas por Trump
O agravamento das relações entre Washington e Havana ocorre em meio a uma série de medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, após a ação militar dos EUA na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo bruto venezuelano, considerado uma das principais fontes de abastecimento energético da ilha.
Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto autorizando tarifas sobre importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba. A medida foi anunciada após a declaração de estado de emergência relacionada ao que Washington classificou como uma ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.
Durante o mês de maio, o governo dos EUA também ampliou as sanções contra entidades cubanas, incluindo o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), conglomerado ligado às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, além de pessoas associadas à organização.
Acusações contra Raúl Castro ampliam crise
Outro episódio que elevou as tensões ocorreu em 20 de maio, quando o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, acusou o ex-presidente cubano Raúl Castro de conspiração para assassinar cidadãos estadunidenses.
A acusação está relacionada à derrubada, em 1996, de dois aviões pertencentes à organização Irmãos ao Resgate. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Raúl Castro e outros cinco ex-funcionários cubanos poderão enfrentar prisão perpétua ou até mesmo a pena de morte caso sejam condenados.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, contestou as acusações e afirmou que elas não possuem fundamento jurídico. Segundo o chefe de Estado, a iniciativa busca criar justificativas para uma eventual agressão militar dos Estados Unidos contra Cuba.