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A fake news que se propagou rapidamente nas últimas semanas, principalmente através do Twitter, chegou à presidência francesa e teria irritado a primeira-dama. Segundo as postagens, o verdadeiro nome de Brigitte Macron seria Jean Michel Trogneux e ela não seria a mãe biológica de seus filhos.
As publicações também afirmam que uma grande operação foi feita para esconder a verdadeira identidade da primeira-dama. Outras acusações, ainda mais graves, foram postadas nas redes sociais francesas contra ela, como a de que seria uma pessoa "transgênero pedófila satânica".
Segundo o jornal francês Libération, a falsa informação vem sendo divulgada por perfis de opositores de Macron, ligados à extrema direita, a grupos complotistas e antivacinas. Junto a mensagens de transfobia, os posts também vêm sendo compartilhados no Facebook em páginas de apoio ao movimento dos coletes amarelos ou contra a política sanitária adotada pelo governo francês.
De acordo com o advogado da primeira-dama, Jean Ennochi, Brigitte Macron pretende recorrer à Justiça e registrar denúncias contra os autores da falsa informação. "Ela decidiu contestar e realizar procedimentos oficiais, é o que estamos fazendo", declarou sem dar maiores precisões.
Origem da fake news
O jornal Le Monde afirma que o post inicial seria de autoria da internauta Natacha Rey, próxima do movimento QAnon, que nasceu durante o governo do presidente americano Donald Trump. O diário afirma que esse episódio incita o temor de que a campanha para as eleições presidenciais francesas sejam monopolizadas por "teorias infames", a exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos.
No total, a hashtag com o suposto verdadeiro nome de Brigitte Macron, #JeanMichelTrogneux teria sido retuitada 68.300 vezes e recebido 174 mil likes. Ganhando popularidade nos últimos dias, outras hashtags relacionadas a essa fake news também surgiram como a #OuEstJeanMichelTrogneux (onde está Jean Michel Trogneux).
Casal Macron frequentemente vítima de fake news
Brigitte e Emmanuel Macron são frequentemente alvo de notícias falsas e de ataques nas redes sociais. Em 2019, a aparência física da primeira-dama chegou a ser criticada no Facebook pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e seus seguidores.
Na França, durante a campanha das últimas eleições presidenciais, em 2017, internautas também criticaram a diferença de idade de 24 anos que existe entre Brigitte (68 anos) e Emmanuel Macron (44 anos completos neste 21 de dezembro). No mesmo período, o líder do partido centrista A República em Marcha desmentiu publicamente boatos sobre sua suposta homossexualidade.
Fake news sobre a orientação sexual ou a identidade de gênero de representantes políticos não são um fenômeno novo. A ex-primeira-dama americana, Michelle Obama, a atual vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e a primeira-ministra neo-zelandesa Jacinda Ardern também enfrentaram notícias falsas similares. A estratégia utilizada é sempre a mesma: fotos retocadas e invenções de histórias sobre um alter-ego masculino.
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A fake news que se propagou rapidamente nas últimas semanas, principalmente através do Twitter, chegou à presidência francesa e teria irritado a primeira-dama. Segundo as postagens, o verdadeiro nome de Brigitte Macron seria Jean Michel Trogneux e ela não seria a mãe biológica de seus filhos.
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Origem da fake news
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Casal Macron frequentemente vítima de fake news
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