'Nossa hora vai chegar'

O presidente da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço, reconheceu que o torcedor tem o direito de estar chateado com os resultados recentes, mas reforçou a confiança no trabalho do técnico Artur Jorge. Em entrevista à TV Cruzeiro, divulgada nesta quinta-feira (10), o dirigente afirmou que o clube mantém o planejamento de longo prazo e que o treinador segue como peça central do projeto até 2030.

“Passar aqui para o nosso torcedor, para todos que acompanham o Cruzeiro, que nós temos um plano, que é o Artur Jorge até 2030. E nisso nós nem pensamos nem vamos cogitar qualquer ruído nesse percurso. Porque um plano não pode ser de um jogo. O plano é de cinco anos”, afirmou Pedrinho.

O mandatário também revelou que compreende o sentimento da torcida após as eliminações nas Copas (do Brasil e Liibertadores - um dos desejos da China Azul). “O nosso torcedor, eu sei o que ele está sentindo porque eu sou torcedor. E eu já falei isso com os jogadores, com o nosso treinador, e a nossa hora de ganhar, pode ter certeza, vai chegar”, declarou, afirmando que a torcida "é a espinha dorsal do clube". 

Pedrinho também citou a mudança de comando ocorrida no início da temporada, quando Tite deixou o clube e Artur Jorge assumiu em março. Para ele, a troca de treinador interfere na metodologia e no processo de formação do elenco.

“Eu sempre falo que a pior coisa que existe no clube é trocar um técnico. Você muda toda a metodologia, traz outros jogadores e nunca funciona bem. Então, eu vejo uma solução de longo prazo. Por isso que nós acertamos isso com o Artur”, contou. 

Pedrinho explica mudanças na base

O presidente também falou sobre as alterações realizadas nas categorias de base do Cruzeiro, incluindo a saída de Mairon César do comando do time sub-20. O treinador foi demitido em julho, após ter sido contratado em novembro do ano passado e conquistado a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026.

Pedrinho negou que existam privilégios para jogadores e afirmou que a base precisa estar integrada ao futebol profissional. Segundo ele, o objetivo é fazer com que os atletas sejam preparados dentro da mesma metodologia utilizada pela equipe principal.

“Criou-se aí, nos últimos dias, que jogadores têm privilégio aqui. E quero deixar claro aqui que a base tem que trabalhar integrada com o profissional. Se tratando da base, todos os jogadores da base têm a mesma importância que os que estão aqui, no time principal”, acrescentou.

O dirigente citou Rayan Lelis como exemplo da necessidade de integração entre as categorias. Pedrinho questionou a utilização do jogador em funções diferentes na base e no profissional.

“O que foi trocado, um técnico aí da base, do sub-20, foi porque a integração da base... Nós queremos que o sub-17 e o sub-20 treinem e acompanhem o que o nosso profissional faz. Que, quando tivermos jogadores que vierem do sub-20 para integrar o profissional e o sub-17, eles já tenham um padrão de jogo como o clube joga”, disse Pedrinho. 

“Vou te dar um exemplo: nós temos aí o Rayan Lelis. Um exemplo: ele joga em uma função, chega na base e colocam ele em outra função. Quando ele vem para cá, qual função vai jogar? Vai jogar na função do sub-20 ou na função do profissional? A base é para vir para o profissional. (...) Não tem nada disso de privilégio. É porque ele, Mairon, não estava fazendo as coisas como gostaríamos, e nós queremos que se faça no Cruzeiro”, completou.

Desde a chegada de Pedro Duarte ao comando do sub-20, o time disputou seis partidas, com quatro vitórias e dois empates.