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string(7674) "Em nota oficial divulgada na noite desta terça-feira (12), o Cruzeiro comentou, pela primeira vez, a transferência de Vitor Roque, de 17 anos, para o Athletico-PR. O clube disparou, principalmente contra André Cury, agente do jogador, e Alexandre Mattos, que passou pela Toca II no fim do ano passado, e agora exerce a função de CEO do Furacão.
"Não nos assusta o fato de tal processo ter sido articulado por André Cury e Alexandre Mattos, ex-diretor de futebol do Cruzeiro - que hoje exerce cargo similar no Athletico Paranaense. É notório que ele faz uso das informações contratuais que carregou do Cruzeiro em benefício de seu novo empregador", escreveu a Raposa.
"Atitudes repugnantes como a deste grupo vão absolutamente na contramão do profissionalismo que torcida e amantes do futebol esperam, ainda mais em um momento de fortalecimento da indústria do futebol com a ideia de criação de uma Liga Brasileira. Essa é a hora que os clubes precisam de diálogo e de entendimento e não de relações estremecidas", complementou.
Negociação e judicialização
Na nota, o Cruzeiro ainda revela que tentou, reiteradas vezes, renovar o contrato de Vitor Roque. Como o salário da jovem promessa era baixo para os padrões do futebol, sua multa rescisória para o mercado nacional era de 'apenas' R$ 24 milhões. Esse teria sido o valor pago em juízo pelo Athletico-PR.
Contudo, o Cruzeiro aponta que o valor que deveria ser pago pelos paranaenses é proporcional ao da oferta de renovação protocolada na Federação Mineira de Futebol (FMF). Embora não tenha deixado claro, a direção celeste indica que o caso terminará na Justiça.
"Em se confirmando tal pagamento - ainda não disponibilizado ao clube - tratará de um equívoco técnico do atleta, de seu staff e do clube por trás da contratação. O Club Athletico Paranaense terá depositado em juízo quantia menor do que o previsto no § 11 do Art. 29 da Lei Pelé, que toma por base os salários ofertados pelo Cruzeiro Esporte Clube ao atleta", alegou o Cruzeiro.
Ao Superesportes, o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, disse que o clube agiu com lisura e simplesmente cumpriu o que está estabelecido na lei ao pagar a multa rescisória de Vitor Roque. O dirigente culpou a diretoria cruzeirense por não reajustar o salário do atleta, com potencial internacional, o que aumentaria a sua multa no mercado nacional.
"O Cruzeiro está preocupado com a sua torcida e quer justificar a má administração ou o erro cometido, não vou entrar no juízo de valor. Nós procuramos o Cruzeiro o tempo todo. Nós conversamos com o Cruzeiro. Eu falei com o Ronaldo no sentido de fazer um acordo. Nós emprestamos dois jogadores para o Cruzeiro para disputar a Segunda Divisão (Zé Ivaldo e Jajá). O Athletico esteve aberto o tempo todo (...) O Cruzeiro, quando fez o contrato, estipulou muito baixo o valor (da multa) em razão do que o atleta se transformou", avaliou Petraglia à reportagem.
NOTA OFICIAL DO CRUZEIRO SOBRE CASO VITOR ROQUE
O Cruzeiro Esporte Clube, em sua nova gestão, tem como princípio a transparência em todos os temas relevantes à sua torcida, imprensa e ao universo do futebol. Por isso vimos a público dar luz aos fatos que envolvem o atleta Vitor Roque.
Ao longo de todo o mês de março, a diretoria de futebol estabeleceu diversas conversas e negociações com os agentes André Cury e Francisco Rocha, caminhando para a formalização do novo vínculo com o ajuste salarial pretendido por eles para a renovação do Contrato de Trabalho do atacante. Entretanto, em vias de finalizar o negócio, as respostas obtidas começaram a se tornar esparsas e evasivas.
O Cruzeiro, verificando a obscena e já conhecida falta de ética de André Cury, mas determinado em contar com o atleta, e no exercício do seu direito de renovação do primeiro contrato de trabalho previsto pela Lei Pelé, foi diligente e formalizou sua proposta com protocolo do documento na Federação Mineira de Futebol.
Porém, na noite de domingo (10/4), o atleta se negou a renovar o Contrato Especial de Trabalho Desportivo com o clube, informando expressamente sua intenção de rescindir unilateralmente, supostamente por meio da realização do pagamento da cláusula indenizatória contratual prevista no art. 28, § 1o, I da Lei Pelé. Nesta terça-feira (12/4), através de liminar na Justiça do Trabalho foi registrada a rescisão no sistema da CBF.
Em se confirmando tal pagamento - ainda não disponibilizado ao clube - tratará de um equívoco técnico do atleta, de seu staff e do clube por trás da contratação. O Club Athletico Paranaense terá depositado em juízo quantia menor do que o previsto no § 11 do Art. 29 da Lei Pelé, que toma por base os salários ofertados pelo Cruzeiro Esporte Clube ao atleta.
Não nos assusta o fato de tal processo ter sido articulado por André Cury e Alexandre Mattos, ex-diretor de futebol do Cruzeiro – que hoje exerce cargo similar no Athletico Paranaense. É notório que ele faz uso das informações contratuais que carregou do Cruzeiro em benefício de seu novo empregador.
Atitudes repugnantes como a deste grupo vão absolutamente na contramão do profissionalismo que torcida e amantes do futebol esperam, ainda mais em um momento de fortalecimento da indústria do futebol com a ideia de criação de uma Liga Brasileira. Essa é a hora que os clubes precisam de diálogo e de entendimento e não de relações estremecidas.
Lamentamos que o atleta, extremamente mal assessorado, tenha embarcado para o Paraná optando por violar seu contrato de trabalho ainda vigente e abandonado sem autorização seu ofício. Aproveitamos para tornar público o nosso repúdio pelas práticas amadoras adotadas por André Cury.
De qualquer forma, o Cruzeiro Esporte Clube, com tranquilidade e conhecedor de seus direitos, não hesitará em adotar todas as medidas necessárias para preservá-los.
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"Não nos assusta o fato de tal processo ter sido articulado por André Cury e Alexandre Mattos, ex-diretor de futebol do Cruzeiro - que hoje exerce cargo similar no Athletico Paranaense. É notório que ele faz uso das informações contratuais que carregou do Cruzeiro em benefício de seu novo empregador", escreveu a Raposa.
"Atitudes repugnantes como a deste grupo vão absolutamente na contramão do profissionalismo que torcida e amantes do futebol esperam, ainda mais em um momento de fortalecimento da indústria do futebol com a ideia de criação de uma Liga Brasileira. Essa é a hora que os clubes precisam de diálogo e de entendimento e não de relações estremecidas", complementou.
Negociação e judicialização
Na nota, o Cruzeiro ainda revela que tentou, reiteradas vezes, renovar o contrato de Vitor Roque. Como o salário da jovem promessa era baixo para os padrões do futebol, sua multa rescisória para o mercado nacional era de 'apenas' R$ 24 milhões. Esse teria sido o valor pago em juízo pelo Athletico-PR.
Contudo, o Cruzeiro aponta que o valor que deveria ser pago pelos paranaenses é proporcional ao da oferta de renovação protocolada na Federação Mineira de Futebol (FMF). Embora não tenha deixado claro, a direção celeste indica que o caso terminará na Justiça.
"Em se confirmando tal pagamento - ainda não disponibilizado ao clube - tratará de um equívoco técnico do atleta, de seu staff e do clube por trás da contratação. O Club Athletico Paranaense terá depositado em juízo quantia menor do que o previsto no § 11 do Art. 29 da Lei Pelé, que toma por base os salários ofertados pelo Cruzeiro Esporte Clube ao atleta", alegou o Cruzeiro.
Ao Superesportes, o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, disse que o clube agiu com lisura e simplesmente cumpriu o que está estabelecido na lei ao pagar a multa rescisória de Vitor Roque. O dirigente culpou a diretoria cruzeirense por não reajustar o salário do atleta, com potencial internacional, o que aumentaria a sua multa no mercado nacional.
"O Cruzeiro está preocupado com a sua torcida e quer justificar a má administração ou o erro cometido, não vou entrar no juízo de valor. Nós procuramos o Cruzeiro o tempo todo. Nós conversamos com o Cruzeiro. Eu falei com o Ronaldo no sentido de fazer um acordo. Nós emprestamos dois jogadores para o Cruzeiro para disputar a Segunda Divisão (Zé Ivaldo e Jajá). O Athletico esteve aberto o tempo todo (...) O Cruzeiro, quando fez o contrato, estipulou muito baixo o valor (da multa) em razão do que o atleta se transformou", avaliou Petraglia à reportagem.
NOTA OFICIAL DO CRUZEIRO SOBRE CASO VITOR ROQUE
O Cruzeiro Esporte Clube, em sua nova gestão, tem como princípio a transparência em todos os temas relevantes à sua torcida, imprensa e ao universo do futebol. Por isso vimos a público dar luz aos fatos que envolvem o atleta Vitor Roque.
Ao longo de todo o mês de março, a diretoria de futebol estabeleceu diversas conversas e negociações com os agentes André Cury e Francisco Rocha, caminhando para a formalização do novo vínculo com o ajuste salarial pretendido por eles para a renovação do Contrato de Trabalho do atacante. Entretanto, em vias de finalizar o negócio, as respostas obtidas começaram a se tornar esparsas e evasivas.
O Cruzeiro, verificando a obscena e já conhecida falta de ética de André Cury, mas determinado em contar com o atleta, e no exercício do seu direito de renovação do primeiro contrato de trabalho previsto pela Lei Pelé, foi diligente e formalizou sua proposta com protocolo do documento na Federação Mineira de Futebol.
Porém, na noite de domingo (10/4), o atleta se negou a renovar o Contrato Especial de Trabalho Desportivo com o clube, informando expressamente sua intenção de rescindir unilateralmente, supostamente por meio da realização do pagamento da cláusula indenizatória contratual prevista no art. 28, § 1o, I da Lei Pelé. Nesta terça-feira (12/4), através de liminar na Justiça do Trabalho foi registrada a rescisão no sistema da CBF.
Em se confirmando tal pagamento - ainda não disponibilizado ao clube - tratará de um equívoco técnico do atleta, de seu staff e do clube por trás da contratação. O Club Athletico Paranaense terá depositado em juízo quantia menor do que o previsto no § 11 do Art. 29 da Lei Pelé, que toma por base os salários ofertados pelo Cruzeiro Esporte Clube ao atleta.
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Atitudes repugnantes como a deste grupo vão absolutamente na contramão do profissionalismo que torcida e amantes do futebol esperam, ainda mais em um momento de fortalecimento da indústria do futebol com a ideia de criação de uma Liga Brasileira. Essa é a hora que os clubes precisam de diálogo e de entendimento e não de relações estremecidas.
Lamentamos que o atleta, extremamente mal assessorado, tenha embarcado para o Paraná optando por violar seu contrato de trabalho ainda vigente e abandonado sem autorização seu ofício. Aproveitamos para tornar público o nosso repúdio pelas práticas amadoras adotadas por André Cury.
De qualquer forma, o Cruzeiro Esporte Clube, com tranquilidade e conhecedor de seus direitos, não hesitará em adotar todas as medidas necessárias para preservá-los.