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O Atlético contou com tarde inspirada de Hulk para fazer 3 a 1 sobre o Cruzeiro, neste sábado, no Mineirão, e conquistar o Campeonato Mineiro pela 47ª vez. O camisa 7 marcou dois gols - um aos 30 do primeiro tempo e outro aos 35 do segundo - e deu assistência para Nacho Fernández balançar a rede aos 20 da etapa final, além de exigir boas defesas do goleiro celeste Rafael Cabral. Antes mesmo de a partida terminar, os atleticanos soltaram gritos de “é, campeão!”, enquanto muitos cruzeirenses deixaram o estádio sem ao menos ver o gol de honra de Edu, ao apagar das luzes.

Nacho e Hulk (2) marcaram os gols da vitória do Galo por 3 a 1 /
foto: Pedro Souza/Atlético
Autor de 10 gols e no topo da artilharia do estadual, Hulk foi o protagonista de uma grande campanha, com 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota na fase classificatória e dois triunfos em cima da Caldense nas semifinais: 2 a 0 e 3 a 0. Ao ganhar a decisão por 3 a 1, o Galo terminou a competição com 31 gols marcados e apenas seis sofridos. Já o Cruzeiro encerrou o Mineiro tendo Edu como destaque, com sete gols, e um retrospecto de 9 vitórias, 1 empate e 4 derrotas.
Tricampeão mineiro consecutivo, o Atlético deu sequência à sua trajetória de títulos. Também em 2022, o time faturou a Supercopa do Brasil ao bater o Flamengo na decisão. Em 2021, sagrou-se campeão estadual, brasileiro e da Copa do Brasil. O foco agora é buscar a Copa Libertadores, na qual estreará na quarta-feira, às 21h, contra o Tolima, na Colômbia, pelo Grupo D. No domingo seguinte (10), às 16h, o Galo recebe o Internacional, no Mineirão, pela primeira rodada do Brasileirão.
O Cruzeiro, por sua vez, concentra-se em seu principal objetivo da temporada, que é o acesso à elite nacional. A caminhada na Série B começa na sexta-feira, às 21h30, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Antes, porém, haverá reunião do Conselho Deliberativo, na segunda-feira, para votar a proposta de Ronaldo para inclusão das Tocas I e II na aquisição de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol. A diretoria vê a operação como fundamental para a reestruturação financeira e esportiva do clube.
O jogo
Atlético e Cruzeiro apresentaram escalações diferentes das expectativas de pré-jogo. No time alvinegro, Turco Mohamed precisou substituir o zagueiro Diego Godín, com dores no joelho, por Réver, que ficou com a braçadeira de capitão. Na equipe celeste, Paulo Pezzolano colocou Pedro Castro ao lado de Fernando Canesin e Willian Oliveira no meio-campo, além de Vitor Leque no ataque junto a Vitor Roque e Edu. Com isso, Waguininho e João Paulo ficaram no banco de reservas.
Nos primeiros instantes, o Cruzeiro trocou passes na defesa sem ser tão incomodado pelo Atlético, que optou inicialmente por não pressionar a saída de bola. Mesmo assim, o goleiro Rafael Cabral vacilou em um tiro de meta mal cobrado, aos 3 minutos, mas se redimiu ao fazer duas defesas consecutivas em chutes de Hulk e Keno. Aos 8, a Raposa deu a resposta em escanteio pelo lado direito: Rômulo cobrou com efeito, e Edu cabeceou à direita de Everson.
A partir dos 10 minutos, os times testaram o coração das torcidas com toques curtos em tiros de meta e passes de primeira na entrada da grande área. Em alguns lances, conseguiam sair com qualidade de pé em pé e chegar ao campo de ataque. Em outros, viram-se obrigados a recorrer ao chutão para a frente ou à lateral. Tais circunstâncias se repetiram diversas vezes no clássico.
Aos 15 minutos, o Cruzeiro levou perigo contra a meta alvinegra em arremate de longa distância de Pedro Castro. A bola quicou no gramado e quase enganou Everson, que deu uma manchete de vôlei para evitar o gol. Aos 25 minutos, os ânimos se exaltaram após uma trombada entre o zagueiro Réver e o atacante Edu. Os dois discutiram de maneira acalorada e receberam cartão amarelo do árbitro Felipe Fernandes de Lima.
Aos 29, Keno deixou Rômulo na saudade e tocou em direção à linha de fundo para Hulk, que encheu o pé para outra boa defesa de Rafael Cabral. O lance embalou o Galo, que se manteve no ataque e não permitiu respiro ao Cruzeiro. Aos 30, Hulk recebeu na ponta direita, carregou a bola para o centro e, mesmo pressionado por Eduardo Brock, chutou rasteiro, “queimando” a grama, no canto esquerdo de Rafael Cabral, que ficou sem reação vendo a bola balançar a rede: 1 a 0. “Hulk! Hulk! Hulk! Hulk!”, gritaram os atleticanos, eufóricos com o nono gol do camisa 7 no estadual.
Na reta final do primeiro tempo, o Cruzeiro teve duas oportunidades para empatar. Aos 44, Pedro Castro tentou o toque de letra após assistência de Canesin, e Everson, bem posicionado, encaixou a bola. Aos 45, Edu girou o corpo na grande área e, mesmo sem jeito, finalizou rasteiro. O goleiro alvinegro rebateu para a linha de fundo.
Os times voltaram com as mesmas formações para o segundo tempo, porém as substituições começaram cedo. No Atlético, Ademir foi acionado na vaga de Keno aos 10 minutos. No Cruzeiro, Waguininho e João Paulo entraram nos lugares de Vitor Leque e Pedro Castro. Em sua primeira jogada, o camisa 11 celeste mandou a bomba do meio da rua, e Everson buscou na gaveta.
Mas o Atlético não quis saber de dar tempo de reação ao rival. Em um contragolpe aos 19 minutos, Hulk inverteu a bola da direita para a esquerda e encontrou Nacho Fernández livre na ponta. O argentino fez o corte na marcação de Rômulo e emendou de direita para o gol: 2 a 0.
Paulo Pezzolano tentou dar gás novo no Cruzeiro com Daniel no lugar de Vitor Roque, aos 24 minutos. No entanto, a estratégia falhou, já que a equipe ficou aberta, e o Atlético teve mais contragolpes. Aos 33, Hulk arrancou desde o meio-campo após falha de Oliveira, invadiu a grande área e foi derrubado por Rafael Cabral. Ele mesmo cobrou o pênalti no canto direito e fez 3 a 0.
Naquela altura, os atleticanos gritavam “é, campeão!” e provocavam o adversário em alusão à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, enquanto muitos cruzeirenses saíram mais cedo do estádio e não viram o gol de honra da equipe, marcado de cabeça por Edu, aos 45 minutos: 3 a 1.
ATLÉTICO 3X1 CRUZEIRO
ATLÉTICO
Everson; Mariano, Nathan Silva, Réver e Guilherme Arana; Allan (Otávio, aos 38 do 2T), Jair (Eduardo Sasha, aos 42 do 2T), Nacho Fernández (Junior Alonso, aos 38 do 2T) e Matías Zaracho; Keno e Hulk (Ademir, aos 10 do 2T)
Técnico: Antonio Mohamed
CRUZEIRO
Rafael Cabral; Rômulo, Oliveira, Eduardo Brock e Rafael Santos; Willian Oliveira (Miticov, aos 36 do 2T), Pedro Castro (João Paulo, aos 15 do 2T) e Fernando Canesin (Adriano, aos 36 do 2T); Vitor Roque (Daniel, aos 24 do 2T), Vitor Leque (Waguininho, aos 15 do 2T) e Edu
Técnico: Paulo Pezzolano
Gols: Hulk, aos 30 do 1T; Nacho Fernández, aos 19, e Hulk, aos 35 do 2T (Atlético); Edu, aos 45 do 2T (Cruzeiro)
Cartões amarelos: Réver, aos 26, Nacho Fernández, aos 34 do 1T; Allan, aos 26 do 2T (Atlético); Edu, aos 26, Willian Oliveira, aos 27 do 1T; Rafael Cabral, aos 33 do 2T (Cruzeiro)
Motivo: final do Campeonato Mineiro
Estádio: Mineirão
Data: sábado, 2 de abril de 2022
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Celso Luiz da Silva
VAR: Emerson de Almeida Ferreira
Público: 53.572
Renda: R$ 4.851.600,00
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Nacho e Hulk (2) marcaram os gols da vitória do Galo por 3 a 1 /
foto: Pedro Souza/Atlético
Autor de 10 gols e no topo da artilharia do estadual, Hulk foi o protagonista de uma grande campanha, com 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota na fase classificatória e dois triunfos em cima da Caldense nas semifinais: 2 a 0 e 3 a 0. Ao ganhar a decisão por 3 a 1, o Galo terminou a competição com 31 gols marcados e apenas seis sofridos. Já o Cruzeiro encerrou o Mineiro tendo Edu como destaque, com sete gols, e um retrospecto de 9 vitórias, 1 empate e 4 derrotas.
Tricampeão mineiro consecutivo, o Atlético deu sequência à sua trajetória de títulos. Também em 2022, o time faturou a Supercopa do Brasil ao bater o Flamengo na decisão. Em 2021, sagrou-se campeão estadual, brasileiro e da Copa do Brasil. O foco agora é buscar a Copa Libertadores, na qual estreará na quarta-feira, às 21h, contra o Tolima, na Colômbia, pelo Grupo D. No domingo seguinte (10), às 16h, o Galo recebe o Internacional, no Mineirão, pela primeira rodada do Brasileirão.
O Cruzeiro, por sua vez, concentra-se em seu principal objetivo da temporada, que é o acesso à elite nacional. A caminhada na Série B começa na sexta-feira, às 21h30, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Antes, porém, haverá reunião do Conselho Deliberativo, na segunda-feira, para votar a proposta de Ronaldo para inclusão das Tocas I e II na aquisição de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol. A diretoria vê a operação como fundamental para a reestruturação financeira e esportiva do clube.
O jogo
Atlético e Cruzeiro apresentaram escalações diferentes das expectativas de pré-jogo. No time alvinegro, Turco Mohamed precisou substituir o zagueiro Diego Godín, com dores no joelho, por Réver, que ficou com a braçadeira de capitão. Na equipe celeste, Paulo Pezzolano colocou Pedro Castro ao lado de Fernando Canesin e Willian Oliveira no meio-campo, além de Vitor Leque no ataque junto a Vitor Roque e Edu. Com isso, Waguininho e João Paulo ficaram no banco de reservas.
Nos primeiros instantes, o Cruzeiro trocou passes na defesa sem ser tão incomodado pelo Atlético, que optou inicialmente por não pressionar a saída de bola. Mesmo assim, o goleiro Rafael Cabral vacilou em um tiro de meta mal cobrado, aos 3 minutos, mas se redimiu ao fazer duas defesas consecutivas em chutes de Hulk e Keno. Aos 8, a Raposa deu a resposta em escanteio pelo lado direito: Rômulo cobrou com efeito, e Edu cabeceou à direita de Everson.
A partir dos 10 minutos, os times testaram o coração das torcidas com toques curtos em tiros de meta e passes de primeira na entrada da grande área. Em alguns lances, conseguiam sair com qualidade de pé em pé e chegar ao campo de ataque. Em outros, viram-se obrigados a recorrer ao chutão para a frente ou à lateral. Tais circunstâncias se repetiram diversas vezes no clássico.
Aos 15 minutos, o Cruzeiro levou perigo contra a meta alvinegra em arremate de longa distância de Pedro Castro. A bola quicou no gramado e quase enganou Everson, que deu uma manchete de vôlei para evitar o gol. Aos 25 minutos, os ânimos se exaltaram após uma trombada entre o zagueiro Réver e o atacante Edu. Os dois discutiram de maneira acalorada e receberam cartão amarelo do árbitro Felipe Fernandes de Lima.
Aos 29, Keno deixou Rômulo na saudade e tocou em direção à linha de fundo para Hulk, que encheu o pé para outra boa defesa de Rafael Cabral. O lance embalou o Galo, que se manteve no ataque e não permitiu respiro ao Cruzeiro. Aos 30, Hulk recebeu na ponta direita, carregou a bola para o centro e, mesmo pressionado por Eduardo Brock, chutou rasteiro, “queimando” a grama, no canto esquerdo de Rafael Cabral, que ficou sem reação vendo a bola balançar a rede: 1 a 0. “Hulk! Hulk! Hulk! Hulk!”, gritaram os atleticanos, eufóricos com o nono gol do camisa 7 no estadual.
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Mas o Atlético não quis saber de dar tempo de reação ao rival. Em um contragolpe aos 19 minutos, Hulk inverteu a bola da direita para a esquerda e encontrou Nacho Fernández livre na ponta. O argentino fez o corte na marcação de Rômulo e emendou de direita para o gol: 2 a 0.
Paulo Pezzolano tentou dar gás novo no Cruzeiro com Daniel no lugar de Vitor Roque, aos 24 minutos. No entanto, a estratégia falhou, já que a equipe ficou aberta, e o Atlético teve mais contragolpes. Aos 33, Hulk arrancou desde o meio-campo após falha de Oliveira, invadiu a grande área e foi derrubado por Rafael Cabral. Ele mesmo cobrou o pênalti no canto direito e fez 3 a 0.
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ATLÉTICO 3X1 CRUZEIRO
ATLÉTICO
Everson; Mariano, Nathan Silva, Réver e Guilherme Arana; Allan (Otávio, aos 38 do 2T), Jair (Eduardo Sasha, aos 42 do 2T), Nacho Fernández (Junior Alonso, aos 38 do 2T) e Matías Zaracho; Keno e Hulk (Ademir, aos 10 do 2T)
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