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Miami – Os ansiosos pelo duelo entre Erling Haaland e Harry Kane prestigiaram outro protagonista: foi dia de mais uma grande atuação de Jude Bellingham. Em meio a um jogo aquém de Inglaterra e Noruega, o meia do Real Madrid voltou a brilhar, repetiu os dois gols que havia feito diante do México nas oitavas e comandou a virada sobre os nórdicos na tarde deste sábado (11/7), no Hard Rock Stadium, no estado da Flórida, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A vitória por 2 a 1 na prorrogação coloca os ingleses na semifinal e encerra a histórica trajetória norueguesa.
Mas é verdade que a Inglaterra passou longe de empolgar nessa classificação – o que acompanhou o desempenho tímido do craque Kane. Com direito a um comportamento tático “camaleão”, a equipe contou com posturas opostas durante os 120 minutos. Um primeiro tempo dominante, mas sem ser agressivo e que pagou o preço ao sair atrás no placar. Uma segunda etapa apagada. E, finalmente, uma atuação efetiva na prorrogação que fez com que os campeões mundiais deixassem a “surpresa” da Copa para trás.
Já a Noruega até fez um ótima etapa final no tempo normal e contou com o belo – contudo sem intenção – golaço de Andreas Schjelderup no primeiro tempo, mas perdeu chances durante toda a partida e lamentará a bola no travessão de Ajer, justamente no momento em que jogava melhor. Só que o resumo da obra é um “conto de fada” que colocou os nórdicos entre os oito melhores pela primeira vez na história.
Do lado vitorioso dessa história, mesmo sem grandes atuações, a seleção de Thomas Tuchel está entre os quatro melhores. O sonho de levar o “futebol de volta para de casa”, como cantam os torcedores, segue vivo. A brilhante geração da Inglaterra ainda não brilhou, mas tem passado as fases e é semifinalista em busca do segundo grande título da história, até porque a prateleira da tradicional Seleção Inglesa não vê uma nova taça desde o Mundial de 1966.
Próximos jogo da Inglaterra na Copa do Mundo
A Seleção Inglesa terá o próximo compromisso na quarta-feira (15/7), às 16h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Isso já está resolvido. Só falta o adversário. A equipe britânica terá que acompanhar o duelo entre Argentina e Suíça, em Kansas City, também neste sábado (11/7). O vencedor do duelo que começa às 22h (de Brasília) será o rival norueguês na semifinal da Copa.
E além dessa partida, a Inglaterra também já tem um outro compromisso confirmado, desta vez contra Espanha e França, que são os outros semifinalistas. Se vencer a semi em Atlanta, jogará a final no domingo (19/7), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. No entanto, em caso de revés, disputará o terceiro lugar com o outro país derrotado no Hard Rock Stadium, em Miami, no sábado (18/7), às 18h.
Como foi o jogo entre Inglaterra e Noruega?
Um primeiro tempo com início desanimador e fim animado
A expectativa de um grande jogo foi contrariada no “quarto” inicial. Antes da parada para hidratação, a Inglaterra teve a bola e dominou as ações ofensivas, mas as equipes nem sequer conseguiram finalizar. Nessa primeira parte, por exemplo, a partida não teve arremates, somente três faltas e pouca iniciativa das seleções. O primeiro chute só foi ocorrer aos 28, quando Kane cobrou uma infração próxima à área adversária para fora.
Só que essa finalização gerou uma transformação e, nesse primeiro momento, colocou a Noruega no jogo. Após a primeira tentativa dos rivais, os nórdicos cresceram ofensivamente e deixaram apenas a postura defensiva para trás. O suspiro inicial da torcida foi aos 32, com erro de John Stones, e a bola passando próximo de Haaland. O centroavante apareceu dois minutos depois e cabeceou para a defesa de Pickford.
Já no lance seguinte, a evolução da Seleção Norueguesa foi premiada com uma bola na rede. No meio-campo, Berg desarmou Harry Kane, e a bola ficou com Martin Ødegaard. O armador abriu para Andreas Schjelderup na esquerda, e o jogador de 22 anos do Benfica, aparentemente, tentou cruzar e marcou um golaço. O ponta, que ganhou a vaga de titular de Nusa após as duas assistências diante do Brasil, ainda acertou a trave ao surpreender Pickford e abrir o placar: 1 a 0.

Andreas Schjelderup celebra gol pela Noruega diante da Inglaterra
(foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP)
Na reta final do primeiro tempo, a Noruega até pôde aumentar a vantagem em contra-ataque que Ødegaard tocou para Sørloth, mas o atacante do Atlético de Madrid não conseguiu tocar para Haaland e nem finalizar. A consequência da chance perdida aos 43 foi o retorno inglês à partida.
No minuto 47, Anthony Gordon recebeu na esquerda e tocou para Jude Bellingham no meio. O craque do Real Madrid acelerou, levou para a perna esquerda já dentro da área e chutou cruzado, empatando a partida: 1 a 1. Três minutos depois, no derradeiro lance da etapa inicial, Bellingham encontrou Kane dentro da área. O artilheiro deu uma cavadinha e saiu comemorando, mas viu a bandeirinha do auxiliar levantada logo na sequência, já que estava em posição irregular.
Uma nova Noruega e o gosto de quase
O intervalo fez bem para a Noruega. Assustada no fim da primeira etapa, a seleção voltou bem e provocou uma pressão frenética entre os minutos 6 e 10. Na primeira oportunidade, Sørloth errou cruzamento, mas quase surpreendeu Pickford. No lance seguinte, Haaland cabeceou, e o goleiro espalmou para fora. Já na derradeira tentativa, Heggem aproveitou rebote após grande defesa do arqueiro com o rosto e balançou a rede, mas o gol foi anulado após revisão no VAR porque Haaland empurrou Elliot Anderson antes do escanteio ser cobrado.
E o domínio norueguês seguiu, com uma Inglaterra tentando se acertar em campo, mas com uma postura totalmente diferente e recuada em relação à etapa inicial. Aos 30, em novo escanteio, um novo bate-rebate arrancou suspiros dos torcedores, já que a trama terminou com cabeceio certeiro de Ajer no travessão de Pickford. Nove minutos depois, Nusa tentou duas vezes. Na segunda, o “Neymar norueguês” acertou o alvo, só que o goleiro encaixou.

Lance do jogo entre Noruega e Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo
(foto: Richard Pelham/Getty Images/AFP)
Como resposta, a Inglaterra pressionou nos minutos finais, voltando ao jogo. Aos 41, Saka protagonizou grande trama pela direita e tocou para o meio, porém Aursnes afastou o perigo. Cinco minutos depois, Spence pressionou o goleiro Nyland e silenciou o estádio, já que a bola, que explodiu no jogador inglês, passou próximo da meta norueguesa. Mas foi apenas isso. No restante do tempo normal, as seleções só aparentaram aguardar pela prorrogação.
Bellingham resolveu a prorrogação
Um padrão do jogo foi a recuperação das equipes no intervalo. E isso ocorreu antes do início da prorrogação. Após um segundo tempo apagado, com apenas uma evolução no fim, a Inglaterra voltou com a animação necessária para virar o jogo. Aos 92, Kane cabeceou, e Nyland fez uma grande defesa. No lance seguinte, o goleiro norueguês falhou ao rebater chute de Rogers, e Bellingham, mais uma vez, marcou: 2 a 1.
Já no minuto 8, os ingleses chegaram novamente, com grande jogada de Djed Spence. O lateral entrou na área e caiu, com o árbitro marcando pênalti. No entanto, o VAR chamou, e a decisão foi revertida.
Em contrapartida, a Noruega levou pouco perigo no tempo adicional. O técnico Ståle Solbakken até teve que ouvir lamentações das arquibancadas quando substituiu Haaland no intervalo do primeiro para o segundo tempo da prorrogação. E a entrada de Strand Larsen pouco adiantou, já que foram os ingleses que deram trabalho: Spence e Saka obrigaram Nyland a fazer boas defesas. E ficou por isso.
Inglaterra 2 x 1 Noruega
Inglaterra:Pickford; Konsa (Rogers 43 do 2º), Stones, Guéhi e O’Reilly (Spence 40 do 2º); Elliot Anderson e Declan Rice (Eze intervalo); Noni Madueke (Saka intervalo), Jude Bellingham (Dan Burn 5 do 2º da prorrogação) e Anthony Gordon (Reece James 25 do 2º); Harry Kane.
Técnico: Thomas Tuchel
Noruega:Ørjan Nyland; Ryerson (Aursnes 14 do 2º), Ajer, Heggem (Østigård 1 do 1º da prorrogação) e Wolfe (Pedersen 43 do 2º); Sander Berge, Patrick Berg e Martin Ødegaard; Sørloth (Oscar Bobb 22 do 2º), Haaland (Strand Larsen 1 do 2º da prorrogação) e Schjelderup (Nusa 22 do 2º).
Técnico: Ståle Solbakken
Local: Hard Rock Stadium, em Miami
Motivo: quartas de final da Copa do Mundo de 2026
Gols: Schjelderup 35 e Bellingham 47 do 1º e 3 do 1º da prorrogação
Árbitro: Clement Turpin (FRA)
Auxiliares: Nicolas Danos e Benjamin Pages (FRA)
Quarto árbitro: Alejandro Hernández (ESP)
Cartões amarelos: Ajer
Cartão vermelho: nenhum
Público: 64.478 pessoas
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Miami – Os ansiosos pelo duelo entre Erling Haaland e Harry Kane prestigiaram outro protagonista: foi dia de mais uma grande atuação de Jude Bellingham. Em meio a um jogo aquém de Inglaterra e Noruega, o meia do Real Madrid voltou a brilhar, repetiu os dois gols que havia feito diante do México nas oitavas e comandou a virada sobre os nórdicos na tarde deste sábado (11/7), no Hard Rock Stadium, no estado da Flórida, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A vitória por 2 a 1 na prorrogação coloca os ingleses na semifinal e encerra a histórica trajetória norueguesa.
Mas é verdade que a Inglaterra passou longe de empolgar nessa classificação – o que acompanhou o desempenho tímido do craque Kane. Com direito a um comportamento tático “camaleão”, a equipe contou com posturas opostas durante os 120 minutos. Um primeiro tempo dominante, mas sem ser agressivo e que pagou o preço ao sair atrás no placar. Uma segunda etapa apagada. E, finalmente, uma atuação efetiva na prorrogação que fez com que os campeões mundiais deixassem a “surpresa” da Copa para trás.
Já a Noruega até fez um ótima etapa final no tempo normal e contou com o belo – contudo sem intenção – golaço de Andreas Schjelderup no primeiro tempo, mas perdeu chances durante toda a partida e lamentará a bola no travessão de Ajer, justamente no momento em que jogava melhor. Só que o resumo da obra é um “conto de fada” que colocou os nórdicos entre os oito melhores pela primeira vez na história.
Do lado vitorioso dessa história, mesmo sem grandes atuações, a seleção de Thomas Tuchel está entre os quatro melhores. O sonho de levar o “futebol de volta para de casa”, como cantam os torcedores, segue vivo. A brilhante geração da Inglaterra ainda não brilhou, mas tem passado as fases e é semifinalista em busca do segundo grande título da história, até porque a prateleira da tradicional Seleção Inglesa não vê uma nova taça desde o Mundial de 1966.
Próximos jogo da Inglaterra na Copa do Mundo
A Seleção Inglesa terá o próximo compromisso na quarta-feira (15/7), às 16h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Isso já está resolvido. Só falta o adversário. A equipe britânica terá que acompanhar o duelo entre Argentina e Suíça, em Kansas City, também neste sábado (11/7). O vencedor do duelo que começa às 22h (de Brasília) será o rival norueguês na semifinal da Copa.
E além dessa partida, a Inglaterra também já tem um outro compromisso confirmado, desta vez contra Espanha e França, que são os outros semifinalistas. Se vencer a semi em Atlanta, jogará a final no domingo (19/7), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. No entanto, em caso de revés, disputará o terceiro lugar com o outro país derrotado no Hard Rock Stadium, em Miami, no sábado (18/7), às 18h.
Como foi o jogo entre Inglaterra e Noruega?
Um primeiro tempo com início desanimador e fim animado
A expectativa de um grande jogo foi contrariada no “quarto” inicial. Antes da parada para hidratação, a Inglaterra teve a bola e dominou as ações ofensivas, mas as equipes nem sequer conseguiram finalizar. Nessa primeira parte, por exemplo, a partida não teve arremates, somente três faltas e pouca iniciativa das seleções. O primeiro chute só foi ocorrer aos 28, quando Kane cobrou uma infração próxima à área adversária para fora.
Só que essa finalização gerou uma transformação e, nesse primeiro momento, colocou a Noruega no jogo. Após a primeira tentativa dos rivais, os nórdicos cresceram ofensivamente e deixaram apenas a postura defensiva para trás. O suspiro inicial da torcida foi aos 32, com erro de John Stones, e a bola passando próximo de Haaland. O centroavante apareceu dois minutos depois e cabeceou para a defesa de Pickford.
Já no lance seguinte, a evolução da Seleção Norueguesa foi premiada com uma bola na rede. No meio-campo, Berg desarmou Harry Kane, e a bola ficou com Martin Ødegaard. O armador abriu para Andreas Schjelderup na esquerda, e o jogador de 22 anos do Benfica, aparentemente, tentou cruzar e marcou um golaço. O ponta, que ganhou a vaga de titular de Nusa após as duas assistências diante do Brasil, ainda acertou a trave ao surpreender Pickford e abrir o placar: 1 a 0.

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No minuto 47, Anthony Gordon recebeu na esquerda e tocou para Jude Bellingham no meio. O craque do Real Madrid acelerou, levou para a perna esquerda já dentro da área e chutou cruzado, empatando a partida: 1 a 1. Três minutos depois, no derradeiro lance da etapa inicial, Bellingham encontrou Kane dentro da área. O artilheiro deu uma cavadinha e saiu comemorando, mas viu a bandeirinha do auxiliar levantada logo na sequência, já que estava em posição irregular.
Uma nova Noruega e o gosto de quase
O intervalo fez bem para a Noruega. Assustada no fim da primeira etapa, a seleção voltou bem e provocou uma pressão frenética entre os minutos 6 e 10. Na primeira oportunidade, Sørloth errou cruzamento, mas quase surpreendeu Pickford. No lance seguinte, Haaland cabeceou, e o goleiro espalmou para fora. Já na derradeira tentativa, Heggem aproveitou rebote após grande defesa do arqueiro com o rosto e balançou a rede, mas o gol foi anulado após revisão no VAR porque Haaland empurrou Elliot Anderson antes do escanteio ser cobrado.
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Lance do jogo entre Noruega e Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo
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Como resposta, a Inglaterra pressionou nos minutos finais, voltando ao jogo. Aos 41, Saka protagonizou grande trama pela direita e tocou para o meio, porém Aursnes afastou o perigo. Cinco minutos depois, Spence pressionou o goleiro Nyland e silenciou o estádio, já que a bola, que explodiu no jogador inglês, passou próximo da meta norueguesa. Mas foi apenas isso. No restante do tempo normal, as seleções só aparentaram aguardar pela prorrogação.
Bellingham resolveu a prorrogação
Um padrão do jogo foi a recuperação das equipes no intervalo. E isso ocorreu antes do início da prorrogação. Após um segundo tempo apagado, com apenas uma evolução no fim, a Inglaterra voltou com a animação necessária para virar o jogo. Aos 92, Kane cabeceou, e Nyland fez uma grande defesa. No lance seguinte, o goleiro norueguês falhou ao rebater chute de Rogers, e Bellingham, mais uma vez, marcou: 2 a 1.
Já no minuto 8, os ingleses chegaram novamente, com grande jogada de Djed Spence. O lateral entrou na área e caiu, com o árbitro marcando pênalti. No entanto, o VAR chamou, e a decisão foi revertida.
Em contrapartida, a Noruega levou pouco perigo no tempo adicional. O técnico Ståle Solbakken até teve que ouvir lamentações das arquibancadas quando substituiu Haaland no intervalo do primeiro para o segundo tempo da prorrogação. E a entrada de Strand Larsen pouco adiantou, já que foram os ingleses que deram trabalho: Spence e Saka obrigaram Nyland a fazer boas defesas. E ficou por isso.
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Inglaterra:Pickford; Konsa (Rogers 43 do 2º), Stones, Guéhi e O’Reilly (Spence 40 do 2º); Elliot Anderson e Declan Rice (Eze intervalo); Noni Madueke (Saka intervalo), Jude Bellingham (Dan Burn 5 do 2º da prorrogação) e Anthony Gordon (Reece James 25 do 2º); Harry Kane.
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