A Rodoviária de Belo Horizonte passa a integrar oficialmente o Circuito Liberdade e deve se transformar em um novo espaço de cultura na capital mineira, com exibição de filmes, espetáculos e outras atrações abertas ao público. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (14), durante coletiva realizada no terminal, no hipercentro da capital.

A proposta é que o local, que recebe um grande fluxo diário de pessoas, funcione como um “cartão de visitas” do circuito cultural para turistas e moradores, ampliando o acesso à programação cultural da cidade.

Cinema já começou
De imediato, a terminal já conta com exibições gratuitas de cinema por meio do projeto Cine Cardume, com sessões de curtas-metragens realizadas semanalmente. Segundo o coordenador executivo do Circuito Liberdade, Lucas Amorim, a ideia é expandir a programação ao longo do tempo.

“Quando a gente fala da Rodoviária, estamos falando de um fluxo gigantesco de visitantes. Vai ser o nosso cartão de visitas para todo esse ecossistema de cultura e turismo que a gente tem na cidade”, afirmou. Ele também destacou que, além do cinema, o espaço deve receber espetáculos teatrais, exposições de artes visuais e outras ações culturais.

Além de embarques e desembarques
A diretora executiva da Terminais BH, Vanessa Costa, afirmou que a intenção é transformar a rodoviária em um ambiente mais acolhedor e atrativo. “Nosso propósito vai muito além de atender passageiros. Queremos que a população veja a rodoviária como um espaço de arte e cultura, com uma experiência diferenciada enquanto aguarda ou mesmo para visitar”, disse.

A expectativa, segundo ela, é ampliar o público que circula no terminal, incluindo moradores da cidade que buscam atividades culturais.

Para o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Yuri Mesquita, a integração marca o início de uma nova fase de expansão do Circuito Liberdade. “Nosso objetivo é demonstrar essa potência que é a Fundação Clóvis Salgado e potencializar o circuito (...) Teremos uma série de ações que acontecerão no Palácio da Liberdade em todos os equipamentos da Fundação Clube Salgado, e descentralizadas por Belo Horizonte e algumas cidades de Minas”, afirmou.

Parcerias e preservação do patrimônio
A ampliação do circuito também envolve estudos para ocupação de imóveis culturais que hoje têm uso limitado. Segundo os organizadores, a estratégia inclui parcerias com a iniciativa privada para viabilizar restauração e utilização desses espaços.

Além disso, há um esforço para garantir a preservação do patrimônio histórico, já que muitos dos equipamentos culturais do circuito são tombados.

Obras e melhorias no terminal
Durante o evento foi anunciado que a rodoviária passará por obras estruturais, como impermeabilização, recuperação de áreas e melhorias nas plataformas de embarque. Algumas já estão em andamento. O terminal, que tem mais de 50 anos, ainda possui capacidade para ampliar o atendimento de passageiros, segundo a administração.