array(31) {
["id"]=>
int(176658)
["title"]=>
string(68) "No Rio, Cinelândia tem protesto contra sequestro de Nicolás Maduro"
["content"]=>
string(8239) "Manifestação
Palco histórico de manifestações políticas, a Cinelândia acolheu na tarde desta segunda-feira centenas de pessoas que protestavam contra o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa Cilia Flores, no último sábado (3), quando tropas estadunidenses atacaram a capital Caracas.
A manifestação foi articulada no fim de semana pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, formada por cerca de 50 entidades.
O ataque à capital Caracas e o sequestro do líder Maduro – levado à força para uma prisão em Nova York com a esposa pelo Exército dos Estados Unidos –, foram anunciados pelo presidente norte-americano Donald Trump na manhã de sábado.
Maduro é acusado de suposto narcoterrorismo, venda de drogas para os EUA, posse e conspiração para obter armas automáticas. Em audiência, na segunda-feira (5), em um tribunal de nova-iorquino, o presidente da Venezuela se declarou inocente de todas acusações e disse ser um prisioneiro de guerra.
Venezuelanos no ato
A Agência Brasil compareceu ao ato na Cinelândia e ouviu a opinião de venezuelanos que estava por lá.

O venezuelano Ali Alvarez mostra a Constituição de seu país
(Gilberto Costa/Agência Brasil)
A ação do fim de semana surpreendeu o estudante de mestrado Ali Alvarez, de 31 anos, que foi à Cinelândia protestar. O venezuelano está há oito anos no Brasil.
“Não esperava que isso acontecesse na Venezuela. Me senti indignado”, disse à Agência Brasil durante a manifestação.
Aluno da pós-graduação em tecnologia para o desenvolvimento social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ali Alvarez afirma que a iniciativa dos Estados Unidos “representa uma violência ao povo venezuelano e à nossa Constituição Bolivariana.”
Há 20 anos no Brasil, o músico e artista Alexis Graterol, 49 anos, compartilha das angústias de Ali Alvarez e afirma que as acusações contra Maduro são falsas.
"[Trump] deseja exclusivamente se apoderar de recursos naturais da Venezuela.” Em entrevista coletiva no próprio sábado, Trump anunciou que iria levar ao país invadido “nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo.”
O psicólogo venezuelano Marco Mendoza, de 38 anos, mora no Chile há oito anos, e estava em viagem pelo Rio de Janeiro. Ele também se disse surpreso com a ação do final de semana, mas estava "de acordo" com a intervenção dos EUA.
"[A Venezuela] já sofria intervenções da China, Rússia, Cuba e até do Hezbollah [sediado no Líbano]. Eu prefiro mais 25 anos pagando débito externo aos Estados Unidos do que ficar 25 mais anos com Maduro.”
Resistência e soberania
Também de passagem pelo Rio, o cineasta colombiano Raúl Vidales, de 45 anos, teme que os Estados Unidos se voltem contra seu país, onde há ao menos sete bases militares norte-americanas e mais de mil estadunidenses ocupados com os negócios de interesse militar ou do Departamento de Estado dos EUA.
“Espero que haja uma resistência cidadã forte por nossa soberania. O problema da colonização, neste momento feroz e brutal, demanda uma ação coletiva interamericana e global frente ao fascismo”, opinou.
A mesma expectativa tem o brasileiro Daniel Iliescu, presidente estadual do PCdoB. “Esperamos que a sociedade civil na América Latina, os organismos internacionais e governos democráticos de todo mundo possam reagir e reverter essa situação de instabilidade que vivemos lá hoje.”
"Está aberta uma nova etapa na história do mundo, em que infelizmente o multilateralismo se enfraquece bastante em detrimento do exercício da força unilateral”, avaliou Iliescu. Para ele, a atitude Trump confirma "a decadência contra a qual os Estados Unidos lutam e por isso adotaram essa postura mais beligerante e mais agressiva."

Ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos à Venezuela
(Gilberto Costa/Agência Brasil)
Venezuelanos no Brasil
De acordo com o IBGE, os venezuelanos são o maior grupo de imigrantes no Brasil, somando 200 mil cidadãos de um total de 1 milhão de estrangeiros que moram aqui.
Conforme o Subcomitê Federal para Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade, entre abril de 2018 e novembro de 2025, mais de 115 mil venezuelanos contaram com apoio do Estado brasileiro para regularizar a situação e fixar residência no Brasil. Desse universo, 3.290 vieram para o Rio de Janeiro.
"
["author"]=>
string(24) "Minas1 / Agência Brasil"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(633857)
["filename"]=>
string(13) "riomaduro.jpg"
["size"]=>
string(6) "169749"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(5) "aass/"
}
["image_caption"]=>
string(190) " A manifestação foi articulada no fim de semana pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, formada por cerca de 50 entidades (Gilberto Costa/Agência Brasil)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(82) "Líder da Venezuela foi sequestrado no sábado e levado aos EUA
"
["author_slug"]=>
string(21) "minas1-agencia-brasil"
["views"]=>
int(140)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(65) "no-rio-cinelandia-tem-protesto-contra-sequestro-de-nicolas-maduro"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-06 14:32:29.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-06 14:32:29.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-01-06T14:20:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(18) "aass/riomaduro.jpg"
}
Manifestação
Palco histórico de manifestações políticas, a Cinelândia acolheu na tarde desta segunda-feira centenas de pessoas que protestavam contra o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa Cilia Flores, no último sábado (3), quando tropas estadunidenses atacaram a capital Caracas.
A manifestação foi articulada no fim de semana pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, formada por cerca de 50 entidades.
O ataque à capital Caracas e o sequestro do líder Maduro – levado à força para uma prisão em Nova York com a esposa pelo Exército dos Estados Unidos –, foram anunciados pelo presidente norte-americano Donald Trump na manhã de sábado.
Maduro é acusado de suposto narcoterrorismo, venda de drogas para os EUA, posse e conspiração para obter armas automáticas. Em audiência, na segunda-feira (5), em um tribunal de nova-iorquino, o presidente da Venezuela se declarou inocente de todas acusações e disse ser um prisioneiro de guerra.
Venezuelanos no ato
A Agência Brasil compareceu ao ato na Cinelândia e ouviu a opinião de venezuelanos que estava por lá.

O venezuelano Ali Alvarez mostra a Constituição de seu país
(Gilberto Costa/Agência Brasil)
A ação do fim de semana surpreendeu o estudante de mestrado Ali Alvarez, de 31 anos, que foi à Cinelândia protestar. O venezuelano está há oito anos no Brasil.
“Não esperava que isso acontecesse na Venezuela. Me senti indignado”, disse à Agência Brasil durante a manifestação.
Aluno da pós-graduação em tecnologia para o desenvolvimento social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ali Alvarez afirma que a iniciativa dos Estados Unidos “representa uma violência ao povo venezuelano e à nossa Constituição Bolivariana.”
Há 20 anos no Brasil, o músico e artista Alexis Graterol, 49 anos, compartilha das angústias de Ali Alvarez e afirma que as acusações contra Maduro são falsas.
"[Trump] deseja exclusivamente se apoderar de recursos naturais da Venezuela.” Em entrevista coletiva no próprio sábado, Trump anunciou que iria levar ao país invadido “nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo.”
O psicólogo venezuelano Marco Mendoza, de 38 anos, mora no Chile há oito anos, e estava em viagem pelo Rio de Janeiro. Ele também se disse surpreso com a ação do final de semana, mas estava "de acordo" com a intervenção dos EUA.
"[A Venezuela] já sofria intervenções da China, Rússia, Cuba e até do Hezbollah [sediado no Líbano]. Eu prefiro mais 25 anos pagando débito externo aos Estados Unidos do que ficar 25 mais anos com Maduro.”
Resistência e soberania
Também de passagem pelo Rio, o cineasta colombiano Raúl Vidales, de 45 anos, teme que os Estados Unidos se voltem contra seu país, onde há ao menos sete bases militares norte-americanas e mais de mil estadunidenses ocupados com os negócios de interesse militar ou do Departamento de Estado dos EUA.
“Espero que haja uma resistência cidadã forte por nossa soberania. O problema da colonização, neste momento feroz e brutal, demanda uma ação coletiva interamericana e global frente ao fascismo”, opinou.
A mesma expectativa tem o brasileiro Daniel Iliescu, presidente estadual do PCdoB. “Esperamos que a sociedade civil na América Latina, os organismos internacionais e governos democráticos de todo mundo possam reagir e reverter essa situação de instabilidade que vivemos lá hoje.”
"Está aberta uma nova etapa na história do mundo, em que infelizmente o multilateralismo se enfraquece bastante em detrimento do exercício da força unilateral”, avaliou Iliescu. Para ele, a atitude Trump confirma "a decadência contra a qual os Estados Unidos lutam e por isso adotaram essa postura mais beligerante e mais agressiva."

Ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos à Venezuela
(Gilberto Costa/Agência Brasil)
Venezuelanos no Brasil
De acordo com o IBGE, os venezuelanos são o maior grupo de imigrantes no Brasil, somando 200 mil cidadãos de um total de 1 milhão de estrangeiros que moram aqui.
Conforme o Subcomitê Federal para Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade, entre abril de 2018 e novembro de 2025, mais de 115 mil venezuelanos contaram com apoio do Estado brasileiro para regularizar a situação e fixar residência no Brasil. Desse universo, 3.290 vieram para o Rio de Janeiro.