array(31) {
["id"]=>
int(138929)
["title"]=>
string(62) "Literatura brasileira perde Lygia Fagundes Telles, aos 98 anos"
["content"]=>
string(3310) "CULTURA
Morreu neste domingo (3), aos 98 anos, a escritora paulista Lygia Fagundes Telles, que ocupava a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde outubro de 1985. Ao portal G1, da Globo, Juarez Neto, da ABL, confirmou que a escritora faleceu na casa dela, em São Paulo (SP), de causas naturais.
Lygia passou a infância no interior de SP, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, foi promotor público. A mãe, Maria do Rosário (Zazita), era pianista. Voltando a residir com a família na capital, a escritora ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde se formou.
Ainda na adolescência manifestou a paixão para a literatura, incentivada pelos seus maiores amigos, os escritores Carlos Drummond de Andrade e Erico Verissimo, de acordo com a ABL. Contudo, mais tarde a escritora viria a rejeitar seus primeiros livros porque “a pouca idade não justifica o nascimento de textos prematuros, que deveriam continuar no limbo”.
“Ciranda de Pedra” (1954) é considerada por Antonio Candido a obra em que a autora alcança a maturidade literária. Lygia Fagundes Telles também considera esse romance o marco inicial de suas obras completas. Ainda nos anos 1950, o livro “Histórias do Desencontro” (1958) recebe o Prêmio do Instituto Nacional do Livro.
Por sua vez, o segundo romance da escritora paulista, “Verão no Aquário” (1963), ganhou o Prêmio Jabuti. Ele saiu no mesmo ano em que já divorciada casou-se com o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes. Em parceria com ele escreveu o roteiro para cinema do longa “Capitu” (1967), baseado em Dom Casmurro, de Machado de Assis.
A década de 1970 foi de intensa atividade literária e marca o início da consagração na carreira. Lygia Fagundes Telles publicou, então, alguns de seus livros mais importantes: “Antes do Baile Verde” (1970), cujo conto que dá título ao livro recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França. “As Meninas” (1973), romance que recebeu os Prêmios Jabuti, Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras e “Ficção” da Associação Paulista de Críticos de Arte. “Seminário dos Ratos” (1977) foi premiado pelo PEN Clube do Brasil. O livro de contos “Filhos Pródigos” (1978) seria republicado com o título de um de seus contos “A Estrutura da Bolha de Sabão” (1991).
A “Disciplina do Amor” (1980) recebeu o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O romance “As Horas Nuas’ (1989) recebeu o Prêmio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano.
(*) Com Academia Brasileira de Letras.
"
["author"]=>
string(10) "Redação*"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(590510)
["filename"]=>
string(17) "ligiafagundes.jpg"
["size"]=>
string(5) "69154"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "politica/"
}
["image_caption"]=>
string(136) "A escritora paulista Lygia Fagundes Telles morreu aos 98 anos em São Paulo (SP) (Wikimedia / Ministério da Cultura / Creative Commons)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(7) "redacao"
["views"]=>
int(221)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(61) "literatura-brasileira-perde-lygia-fagundes-telles-aos-98-anos"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(460)
["name"]=>
string(6) "Brasil"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(0) ""
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(6) "brasil"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-04-03 12:32:21.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-04-03 12:32:21.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-04-03T12:30:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(26) "politica/ligiafagundes.jpg"
}
CULTURA
Morreu neste domingo (3), aos 98 anos, a escritora paulista Lygia Fagundes Telles, que ocupava a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde outubro de 1985. Ao portal G1, da Globo, Juarez Neto, da ABL, confirmou que a escritora faleceu na casa dela, em São Paulo (SP), de causas naturais.
Lygia passou a infância no interior de SP, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, foi promotor público. A mãe, Maria do Rosário (Zazita), era pianista. Voltando a residir com a família na capital, a escritora ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde se formou.
Ainda na adolescência manifestou a paixão para a literatura, incentivada pelos seus maiores amigos, os escritores Carlos Drummond de Andrade e Erico Verissimo, de acordo com a ABL. Contudo, mais tarde a escritora viria a rejeitar seus primeiros livros porque “a pouca idade não justifica o nascimento de textos prematuros, que deveriam continuar no limbo”.
“Ciranda de Pedra” (1954) é considerada por Antonio Candido a obra em que a autora alcança a maturidade literária. Lygia Fagundes Telles também considera esse romance o marco inicial de suas obras completas. Ainda nos anos 1950, o livro “Histórias do Desencontro” (1958) recebe o Prêmio do Instituto Nacional do Livro.
Por sua vez, o segundo romance da escritora paulista, “Verão no Aquário” (1963), ganhou o Prêmio Jabuti. Ele saiu no mesmo ano em que já divorciada casou-se com o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes. Em parceria com ele escreveu o roteiro para cinema do longa “Capitu” (1967), baseado em Dom Casmurro, de Machado de Assis.
A década de 1970 foi de intensa atividade literária e marca o início da consagração na carreira. Lygia Fagundes Telles publicou, então, alguns de seus livros mais importantes: “Antes do Baile Verde” (1970), cujo conto que dá título ao livro recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França. “As Meninas” (1973), romance que recebeu os Prêmios Jabuti, Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras e “Ficção” da Associação Paulista de Críticos de Arte. “Seminário dos Ratos” (1977) foi premiado pelo PEN Clube do Brasil. O livro de contos “Filhos Pródigos” (1978) seria republicado com o título de um de seus contos “A Estrutura da Bolha de Sabão” (1991).
A “Disciplina do Amor” (1980) recebeu o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O romance “As Horas Nuas’ (1989) recebeu o Prêmio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano.
(*) Com Academia Brasileira de Letras.