Alta dos combustíveis

Grupos que representam caminhoneiros de diferentes regiões do país se reunirão nesta quarta-feira (18) para definir a data de uma greve nacional. A mobilização é motivada pela insatisfação com a alta sucessiva no preço dos combustíveis.

Segundo lideranças da categoria, os trabalhadores debatem uma proposta que será enviada ao governo federal, e a paralisação é considerada certa caso não haja avanço nas negociações com o Poder Executivo.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a intenção é realizar um movimento com proporções semelhantes ou superiores à greve de 2018. A mobilização atual pretende unir caminhoneiros autônomos, profissionais contratados por transportadoras e motoristas de aplicativo.

 Escalada nos preços 

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) detalham o salto nos custos em 19 capitais:

Semana de 1º a 7 de março: R$ 6,10 (preço médio do litro)
Semana de 8 a 14 de março: R$ 6,58 (preço médio do litro)

Fiscalização

Diante do cenário, o Ministério dos Transportes anunciou que o ministro Renan Filho apresentará hoje medidas para ampliar a fiscalização do piso mínimo do frete. O objetivo é garantir o cumprimento da tabela e responsabilizar infratores recorrentes, buscando assegurar uma remuneração justa aos motoristas.

Paralelamente, o governo federal iniciou uma ofensiva contra possíveis abusos nos preços finais. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), uma força-tarefa já fiscalizou:

669 postos de combustível em 16 estados

64 distribuidoras

Ao menos uma refinaria

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou o combate ao que chamou de "especulação criminosa" e convocou a participação da população. "É importante que a sociedade se envolva, que a sociedade procure o Procon nos seus estados para que a gente possa a cada dia mais fechar o cerco sobre esses crimes contra a economia popular, que afetam o abastecimento e afetam o preço na bomba de combustível para todos os brasileiros", disse Silveira.

Já o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, evitou comentar cenários hipotéticos sobre o impacto de uma eventual paralisação, mantendo o foco nas ações preventivas e de fiscalização. "trabalhar com hipóteses não seria adequado nem prudente”, disse.