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O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, apresentou na sexta-feira (17), no Teatro Francisco Nunes, o balanço de seu primeiro ano de gestão. Durante o evento, o chefe do Executivo municipal anunciou um pacote de 13 "projetos transformadores" e destacou ações em áreas críticas como segurança pública, infraestrutura e assistência social. Entre as metas para 2026, destaca-se a ampliação do monitoramento urbano e o enfrentamento ao déficit habitacional e social.

Ao abordar a situação da população em situação de rua, o prefeito adotou um tom realista, classificando a questão como um problema social amplo agravado pelo desemprego e dependência química. “O objetivo não é retirar as pessoas das ruas como se elas fossem mercadorias, mas dar qualidade de vida. Acabar com o problema não, minimizar”, afirmou o prefeito, reforçando que novas políticas públicas buscam humanizar o atendimento.

Ao falar de segurança pública, foi citado o programa "Muralha BH", projeto que prevê a instalação de mais de 10 mil câmeras com tecnologia de reconhecimento facial até o fim do ano. Segundo o secretário municipal de Segurança e Prevenção, Márcio Lobato, o sistema — que ainda está em fase de licitação — vai garantir que nenhum veículo circule pela capital sem identificação, aumentando a sensação de segurança e a eficiência no combate ao crime.

Desafios

No campo da infraestrutura, a gestão destacou o enfrentamento aos sete meses consecutivos de chuvas que atingiram a capital. Embora tenha admitido problemas pontuais, como o acúmulo de lixo que compromete a drenagem, o secretário de Obras e Infraestrutura, Leonardo Gomes, garantiu a retomada das obras da Praça das Águas, na avenida Cristiano Machado. O novo edital de licitação deve ser publicado em breve, com previsão de conclusão da macrodrenagem para o próximo ano.

Tolerância zero ao descarte irregular

O balanço também trouxe números sobre a zeladoria urbana, citando a retirada de mais de mil toneladas de resíduos do Anel Rodoviário em menos de um ano. O prefeito aproveitou a oportunidade para endurecer o discurso contra crimes ambientais e o descarte inadequado de entulhos. “Não vamos tolerar. Tolerância zero para quem faz descarte irregular em Belo Horizonte”, declarou.

Os projetos estratégicos apresentados agora seguem com monitoramento contínuo e metas integradas entre as secretarias de saúde, educação, mobilidade e meio ambiente, visando maior eficiência na execução orçamentária da capital mineira.