Um festival gratuito dedicado à palhaçaria negra começa nesta sexta-feira (10), em Belo Horizonte, reunindo artistas de diferentes gerações e linguagens em uma programação voltada ao humor, à ancestralidade e à representatividade. O Festival Gira da Palhaçaria Negra terá a primeira atividade às 19h, no Centro Cultural Lamparina, no bairro Maria Goretti, e seguirá ao longo de outubro com outros encontros na capital e em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas.

Idealizado pela Trupe Gira, o evento busca ampliar a circulação e a visibilidade de palhaças e palhaços negros, além de promover o intercâmbio entre artistas e públicos de diferentes territórios. Em Belo Horizonte, as atividades terão acessibilidade em Libras.

Depois da abertura desta sexta, o festival segue para Divinópolis no dia 17 de outubro, a partir das 19h, no Quintal das Artes – Trupe Boba, no bairro Porto Velho. A programação retorna a BH no dia 24 de outubro, às 14h, no Kilombu Manzo, no bairro Santa Efigênia.

Segundo a organização, a proposta vai além das apresentações e pretende discutir outras matrizes de humor e ampliar as referências de corpos, experiências e identidades presentes na palhaçaria brasileira.

“O Festival nasce do desejo de reconhecer e aproximar artistas negros que já constroem o circo em diferentes territórios, muitas vezes sem a visibilidade que suas trajetórias merecem. Quando colocamos Belo Horizonte e Divinópolis nessa mesma Gira, estamos criando encontros, fazendo circular saberes e fortalecendo uma rede”, afirma a idealizadora do projeto, Mariele Cristina Conceição, a Palhaça Mar.

Artistas de diferentes gerações
A programação reúne nomes ligados ao circo, teatro, dança, música, capoeira e performance. Entre os participantes estão Amanda Maciel, a La Loba da Rua; Kely Couto; Waldir Braga, o Palhaço Pimentão; Fatão; Led; Karu, a Lamparina; Marcus Carvalho, o Palhaço P.i.n.g.a.; Cícero Silva, o Palhaço Titêtê; Gladson Braga; Kelly Spínola; Linde O Artista; Nico Elay; e Agatha Jesus, a Terragatha.

As trajetórias também atravessam diferentes momentos da produção circense. O Palhaço Pimentão, por exemplo, iniciou a carreira no circo nos anos 1980, enquanto Titêtê atua nas artes cênicas desde 1978. Outros participantes trabalham com linguagens que vão da palhaçaria hospitalar às danças urbanas, acrobacia, percussão e capoeira.
Para Mariele, colocar esses artistas no centro da programação também é uma forma de recuperar a contribuição negra para a história do circo e, ao mesmo tempo, fortalecer quem produz atualmente.

O Festival Gira da Palhaçaria Negra integra um projeto contemplado pelo Edital 04/2026 e reúne ações vinculadas à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, ao Sistema Nacional de Cultura e ao Ministério da Cultura, além do apoio da área de Cultura e Turismo do Governo de Minas Gerais.

Serviço
Belo Horizonte – 10 de outubro
Horário: a partir das 19h
Local: Centro Cultural Lamparina
Endereço: Rua Geralda Martins Miranda, 239, Maria Goretti
Entrada gratuita
Acessibilidade em Libras

Divinópolis – 17 de outubro
Horário: a partir das 19h
Local: Quintal das Artes – Trupe Boba
Endereço: Rua Joaquim Nabuco, 471, Porto Velho
Entrada gratuita

Belo Horizonte – 24 de outubro
Horário: a partir das 14h
Local: Kilombu Manzo
Endereço: Rua São Tiago, 216, Santa Efigênia
Entrada gratuita
Acessibilidade em Libras

A programação completa pode ser consultada no Instagram da Trupe Gira.