array(31) {
["id"]=>
int(136280)
["title"]=>
string(51) "Média móvel de covid-19 sobe 111% em duas semanas"
["content"]=>
string(5732) "O índice foi de pouco menos de 3,5 mil para 7,4 mil, atingindo um patamar similar ao do início do mês. Embora o indicador se mantenha bem abaixo do pico da pandemia, quando se estabilizou acima de 30 mil, especialistas ouvidos pelo Estadão destacam que o aumento pode indicar uma piora no cenário
Amédia móvel de casos notificados de covid-19 subiu 111% no Brasil em duas semanas, apontam dados reunidos até anteontem pelo consórcio de veículos de imprensa. O índice foi de pouco menos de 3,5 mil para 7,4 mil, atingindo um patamar similar ao do início do mês. Embora o indicador se mantenha bem abaixo do pico da pandemia, quando se estabilizou acima de 30 mil, especialistas ouvidos pelo Estadão destacam que o aumento pode indicar uma piora no cenário.
Em parte, é possível que a variação ocorra porque os sistemas do Ministério da Saúde estão instáveis desde o início de dezembro, o que resulta em represamento de dados. Ainda assim, o crescimento das hospitalizações por covid em alguns Estados e das porcentagens de testes positivos em laboratórios corroboram as análises de que a alteração na média de casos não é algo isolado. A principal causa, dizem especialistas, pode ser o avanço no País da variante Ômicron, considerada mais contagiosa.
"Está aumentando (a demanda por) testes, positividade, sintomas, suspeita, internação", alerta Marcio Bittencourt, epidemiologista do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP. Segundo ele, é possível até que a Ômicron já corresponda à "maior parte" dos casos. O baixo sequenciamento genético, porém, somado ao apagão de dados da Saúde, dificulta entender com exatidão o atual cenário.
Óbitos
Apesar de a média móvel de casos de covid no País ter saltado 111% na comparação com duas semanas atrás, a de óbitos teve queda de 12% no mesmo período. Além dos efeitos da vacinação, que evitam que a doença evolua para quadros graves, Bittencourt acredita que isso está relacionado ao fato de as infecções terem começado a subir há cerca de duas semanas. "Ainda não deu tempo de ver o efeito em mortes", diz o epidemiologista.
A indicação por ora é manter as ações de proteção, como distanciamento e uso de máscaras. "É importante reduzir os riscos aos quais nos expomos", diz Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19. Ele reforça que continuar adotando medidas não farmacológicas é importante até mesmo para conter os surtos de gripe. "Vemos um aumento de sintomas que se confundem e não temos monitoramento epidemiológico para distinguir", explica.
Sem as informações oficiais - principalmente do Sivep-gripe, que permite acompanhar casos leves de covid -, diz ele, fica difícil saber se não há um início de surto de Ômicron misturado a um de influenza. O que dá para saber, reforça o cientista, é que a manifestação de sintomas e as hospitalizações por síndrome gripal estão subindo. Como exemplo, Schrarstzhaupt destaca a alta das internações por problemas respiratórios principalmente no Rio e em São Paulo. Também aponta o crescimento de casos de covid em Estados do Norte.
Transmissão
Infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda explica que, assim como foi com a Delta, as novas variantes "chegam ao serviço privado primeiro", pois atingem quem viajou para o exterior e tem maior poder aquisitivo. Depois, quando há transmissão comunitária, como já ocorre com a Ômicron, o impacto chega à rede pública.
"A gente sabe que aumentou a demanda nos consultórios, que tem mais casos. Os próprios laboratórios, como Dasa e Fleury, estão reportando isso, o (Hospital Albert) Einstein também", diz o pesquisador. Ele afirma que o governo federal, porém, não tem coletado essas informações do setor privado de forma unificada, dificultando uma leitura mais precisa do que ocorre hoje.
O Ministério da Saúde informou em nota que na última semana foram restabelecidas as plataformas E-SUS Notifica, SI-PNI e Conecte SUS, possibilitando a inclusão de dados por Estados e municípios. Segundo a pasta, os dados lançados em 10 de dezembro ainda não constam nas plataformas, mas poderão ser acessados assim que a integração de dados for restabelecida. O ministério não deu estimativa de quando isso deve ocorrer.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
"
["author"]=>
string(18) "Estadão Conteúdo"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(587420)
["filename"]=>
string(15) "meddiacovid.jpg"
["size"]=>
string(5) "40643"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(9) "politica/"
}
["image_caption"]=>
string(35) "© Alexandre Schneider/Getty Images"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(0) ""
["author_slug"]=>
string(16) "estadao-conteudo"
["views"]=>
int(113)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(48) "media-movel-de-covid-19-sobe-111-em-duas-semanas"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(436)
["name"]=>
string(6) "Saúde"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "saude"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(436)
["name"]=>
string(6) "Saúde"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "saude"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-01-01 22:34:12.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-01-01 22:34:12.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-01-01T22:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(24) "politica/meddiacovid.jpg"
}
O índice foi de pouco menos de 3,5 mil para 7,4 mil, atingindo um patamar similar ao do início do mês. Embora o indicador se mantenha bem abaixo do pico da pandemia, quando se estabilizou acima de 30 mil, especialistas ouvidos pelo Estadão destacam que o aumento pode indicar uma piora no cenário
Amédia móvel de casos notificados de covid-19 subiu 111% no Brasil em duas semanas, apontam dados reunidos até anteontem pelo consórcio de veículos de imprensa. O índice foi de pouco menos de 3,5 mil para 7,4 mil, atingindo um patamar similar ao do início do mês. Embora o indicador se mantenha bem abaixo do pico da pandemia, quando se estabilizou acima de 30 mil, especialistas ouvidos pelo Estadão destacam que o aumento pode indicar uma piora no cenário.
Em parte, é possível que a variação ocorra porque os sistemas do Ministério da Saúde estão instáveis desde o início de dezembro, o que resulta em represamento de dados. Ainda assim, o crescimento das hospitalizações por covid em alguns Estados e das porcentagens de testes positivos em laboratórios corroboram as análises de que a alteração na média de casos não é algo isolado. A principal causa, dizem especialistas, pode ser o avanço no País da variante Ômicron, considerada mais contagiosa.
"Está aumentando (a demanda por) testes, positividade, sintomas, suspeita, internação", alerta Marcio Bittencourt, epidemiologista do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP. Segundo ele, é possível até que a Ômicron já corresponda à "maior parte" dos casos. O baixo sequenciamento genético, porém, somado ao apagão de dados da Saúde, dificulta entender com exatidão o atual cenário.
Óbitos
Apesar de a média móvel de casos de covid no País ter saltado 111% na comparação com duas semanas atrás, a de óbitos teve queda de 12% no mesmo período. Além dos efeitos da vacinação, que evitam que a doença evolua para quadros graves, Bittencourt acredita que isso está relacionado ao fato de as infecções terem começado a subir há cerca de duas semanas. "Ainda não deu tempo de ver o efeito em mortes", diz o epidemiologista.
A indicação por ora é manter as ações de proteção, como distanciamento e uso de máscaras. "É importante reduzir os riscos aos quais nos expomos", diz Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19. Ele reforça que continuar adotando medidas não farmacológicas é importante até mesmo para conter os surtos de gripe. "Vemos um aumento de sintomas que se confundem e não temos monitoramento epidemiológico para distinguir", explica.
Sem as informações oficiais - principalmente do Sivep-gripe, que permite acompanhar casos leves de covid -, diz ele, fica difícil saber se não há um início de surto de Ômicron misturado a um de influenza. O que dá para saber, reforça o cientista, é que a manifestação de sintomas e as hospitalizações por síndrome gripal estão subindo. Como exemplo, Schrarstzhaupt destaca a alta das internações por problemas respiratórios principalmente no Rio e em São Paulo. Também aponta o crescimento de casos de covid em Estados do Norte.
Transmissão
Infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda explica que, assim como foi com a Delta, as novas variantes "chegam ao serviço privado primeiro", pois atingem quem viajou para o exterior e tem maior poder aquisitivo. Depois, quando há transmissão comunitária, como já ocorre com a Ômicron, o impacto chega à rede pública.
"A gente sabe que aumentou a demanda nos consultórios, que tem mais casos. Os próprios laboratórios, como Dasa e Fleury, estão reportando isso, o (Hospital Albert) Einstein também", diz o pesquisador. Ele afirma que o governo federal, porém, não tem coletado essas informações do setor privado de forma unificada, dificultando uma leitura mais precisa do que ocorre hoje.
O Ministério da Saúde informou em nota que na última semana foram restabelecidas as plataformas E-SUS Notifica, SI-PNI e Conecte SUS, possibilitando a inclusão de dados por Estados e municípios. Segundo a pasta, os dados lançados em 10 de dezembro ainda não constam nas plataformas, mas poderão ser acessados assim que a integração de dados for restabelecida. O ministério não deu estimativa de quando isso deve ocorrer.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.