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Pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Marianna Cancela explica que esse aumento da mortalidade acompanha a alta de casos. Isso se deve ao envelhecimento da população, mas também a hábitos nocivos. A especialista aponta o consumo excessivo de ultraprocessados e a falta de atividade física como fatores de risco.
“E esse é um risco que tem iniciado cada vez mais cedo, já desde criança. Com isso, a gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o aumento de casos em pacientes mais jovens”.
Diagnóstico tardio preocupa médicos
Outro fator que contribui para a alta mortalidade, de acordo com Marianna Cancela, é que cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento.
Isso se deve a características da doença, que não costuma manifestar sintomas no início, mas também a dificuldades de receber assistência adequada, especialmente na regiões mais remotas e menos desenvolvidas do país.
Um dos coordenadores da Coloproctologia da Rede Mater Dei, Matheus Meyer reforça que a descoberta do tumor
em fase avançada preocupa. Segundo o médico, muitos pacientes normalizam sintomas ou adiam a investigação por medo do diagnóstico. “Isso ainda é um dos principais fatores para o atraso. Quando o câncer é identificado precocemente, a chance de cura é muito alta. Mesmo nos casos avançados há boas possibilidades de tratamento, mas o processo tende a ser mais intenso”.
Sinais de alerta não podem ser ignorados
Segundo o especialista, sinais como sangramento nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, dor abdominal crônica, anemia e perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados. O alerta ganha ainda mais relevância porque o câncer colorretal costuma evoluir silenciosamente nos estágios iniciais.
A principal estratégia de prevenção continua sendo a colonoscopia, recomendada a partir dos 45 anos, mesmo para pessoas sem sintomas. Mais do que identificar tumores, o exame permite detectar e retirar pólipos intestinais antes que evoluam para malignidade.
“A ideia não é apenas encontrar um câncer já instalado, mas identificar a lesão precursora e interromper esse processo antes que ele avance”, explica Matheus Meyer. Pacientes com histórico familiar de câncer de intestino, pólipos avançados, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas devem iniciar o rastreamento antes da idade padrão.
Qual o tratamento
O tratamento do câncer colorretal é personalizado, conforme as necessidades do paciente. Estão incluídas cirurgia para a remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia. Nos casos em que o procedimento cirúrgico é o mais indicado, tecnologias modernas ajudam o paciente a enfrentar o quadro. Atualmente, hospitais utilizam a cirurgia robótica, que é minimamente invasiva.
“Por meio de manoplas similares às de um videogame, o cirurgião faz movimentos que são transmitidos aos braços robóticos por cabos de fibra ótica”, detalha Rodrigo Gomes da Silva, coordenador da Coloproctologia do Mater Dei.
*Com Agência Brasil
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Pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Marianna Cancela explica que esse aumento da mortalidade acompanha a alta de casos. Isso se deve ao envelhecimento da população, mas também a hábitos nocivos. A especialista aponta o consumo excessivo de ultraprocessados e a falta de atividade física como fatores de risco.
“E esse é um risco que tem iniciado cada vez mais cedo, já desde criança. Com isso, a gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o aumento de casos em pacientes mais jovens”.
Diagnóstico tardio preocupa médicos
Outro fator que contribui para a alta mortalidade, de acordo com Marianna Cancela, é que cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento.
Isso se deve a características da doença, que não costuma manifestar sintomas no início, mas também a dificuldades de receber assistência adequada, especialmente na regiões mais remotas e menos desenvolvidas do país.
Um dos coordenadores da Coloproctologia da Rede Mater Dei, Matheus Meyer reforça que a descoberta do tumor
em fase avançada preocupa. Segundo o médico, muitos pacientes normalizam sintomas ou adiam a investigação por medo do diagnóstico. “Isso ainda é um dos principais fatores para o atraso. Quando o câncer é identificado precocemente, a chance de cura é muito alta. Mesmo nos casos avançados há boas possibilidades de tratamento, mas o processo tende a ser mais intenso”.
Sinais de alerta não podem ser ignorados
Segundo o especialista, sinais como sangramento nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, dor abdominal crônica, anemia e perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados. O alerta ganha ainda mais relevância porque o câncer colorretal costuma evoluir silenciosamente nos estágios iniciais.
A principal estratégia de prevenção continua sendo a colonoscopia, recomendada a partir dos 45 anos, mesmo para pessoas sem sintomas. Mais do que identificar tumores, o exame permite detectar e retirar pólipos intestinais antes que evoluam para malignidade.
“A ideia não é apenas encontrar um câncer já instalado, mas identificar a lesão precursora e interromper esse processo antes que ele avance”, explica Matheus Meyer. Pacientes com histórico familiar de câncer de intestino, pólipos avançados, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas devem iniciar o rastreamento antes da idade padrão.
Qual o tratamento
O tratamento do câncer colorretal é personalizado, conforme as necessidades do paciente. Estão incluídas cirurgia para a remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia. Nos casos em que o procedimento cirúrgico é o mais indicado, tecnologias modernas ajudam o paciente a enfrentar o quadro. Atualmente, hospitais utilizam a cirurgia robótica, que é minimamente invasiva.
“Por meio de manoplas similares às de um videogame, o cirurgião faz movimentos que são transmitidos aos braços robóticos por cabos de fibra ótica”, detalha Rodrigo Gomes da Silva, coordenador da Coloproctologia do Mater Dei.
*Com Agência Brasil