A ampla vacinação e a recente disseminação da variante Ômicron desaceleraram a pandemia em Belo Horizonte. Dois anos após a confirmação do primeiro caso, a capital tem a menor incidência da Covid. A queda nos números de morte, internações e transmissão, abriram caminho para flexibilizações, como a desobrigação do uso da máscara em local aberto. O cenário favorável, porém, ainda requer cuidados por parte da população.

Desde 16 de março de 2020, BH fechou lojas, bares, restaurantes, casas de shows, cinemas, clubes, academia e clínicas de estética. Somente estabelecimentos essenciais, como supermercados, padarias e farmácias, abriram as portas. As medidas são avaliadas de forma positiva por especialistas.

“BH teve uma das melhores respostas da pandemia se pensarmos nas outras grandes capitais. A cidade adotou medidas de contenção bem precocemente, no momento oportuno”, afirma o infectologista e professor da Faculdade Santa Casa BH, Alexandre Sampaio.

O médico reforça, no entanto, que as pessoas não podem baixar a guarda. O mesmo valer para o monitoramento por parte do poder público. Ele cita o uso da máscara em ambientes fechados. 

“É preciso tomar um pouco mais de cuidado. Temos nesse momento que aprender a conviver com o vírus, mas com atenção, já estamos observando em outros países uma nova subida de casos com a circulação da variante da Ômicron, que tem uma capacidade maior de circulação. Temos que monitorar atentamente”.

Outro alerta é para a necessidade se completar o esquema vacinal das pessoas. Conforme o Hoje em Dia tem mostrado, o número de moradores que não recebeu a dose de reforço contra o coronavírus ainda é alto.

Restrições
Atualmente, saunas e velórios em cemitérios municipais ainda seguem com restrições. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, “a pasta monitora diariamente o cenário epidemiológico da capital e reforça que os protocolos são revistos e atualizados constantemente”.