array(31) {
["id"]=>
int(176720)
["title"]=>
string(74) "Veto à dosimetria será o primeiro embate de Lula com o Congresso em 2026"
["content"]=>
string(3614) "O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que alterava a dosimetria das penas para os condenados pelos atos do 8 de Janeiro vai provocar o primeiro embate direto entre o Palácio do Planalto e o Congresso em 2026. O Planalto trata o confronto como parte natural do jogo político e deve marcar a relação com o Congresso neste início de ano legislativo. “Vai ser natural que todos que defenderam o projeto o sustentem. E vai ser natural que a nossa parte também mobilize para que o veto seja mantido”, disse o líder do governo no Senado, Randolfe
Do outro lado, a reação foi imediata e em tom de confronto. Relator do projeto na Câmara, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que o Congresso havia entregue ao presidente a “bandeira da paz”, mas que Lula “rasgou e tocou fogo” na proposta. “O Congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula. Sabe o que ele fez? Rasgou e tocou fogo nela”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
Para o deputado, o veto desconsiderou a construção política em torno do texto e reabriu tensões que, segundo ele, já estavam superadas. “O PL da Dosimetria foi construído com diálogo, com responsabilidade, com todos os partidos, lideranças e personalidades do Brasil. O Brasil buscava estabilidade, pacificação e maturidade institucional. Mas o Lula decidiu fazer o contrário: preferiu o confronto ao diálogo”, afirmou.
No Senado, o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), também reagiu e usou o veto como argumento para reforçar a defesa de uma anistia ampla aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Em nota divulgada nesta quinta-feira, 8, o senador classificou a decisão do presidente como “incoerente” e afirmou que apresentará o projeto de anistia como forma de “pacificar o país” e corrigir o que chama de “injustiças” nos julgamentos.
Amin voltou a questionar a condução das investigações e dos processos sobre o 8 de Janeiro, afirmou que houve omissão de autoridades à época e disse que o inquérito no Supremo Tribunal Federal teria “nulidades absolutas”. “Anistia não é impunidade. É instrumento histórico de reconciliação nacional”, escreveu o senador.
A expectativa agora é de que a discussão sobre a manutenção ou derrubada do veto passe a organizar a disputa política no Congresso nas próximas semanas, com governo e oposição já se movimentando em campos opostos em torno do tema.
"
["author"]=>
string(24) " Rafaela Rosa /em.com.br"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(633929)
["filename"]=>
string(21) "vetolulacongresso.jpg"
["size"]=>
string(6) "167749"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(69) " Brasília (DF), 08/01/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(157) "Governo se mobiliza para manter decisão, enquanto relatores prometem trabalhar pela derrubada e falam em reabertura de conflito político
"
["author_slug"]=>
string(22) "rafaela-rosa-em-com-br"
["views"]=>
int(81)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(72) "veto-a-dosimetria-sera-o-primeiro-embate-de-lula-com-o-congresso-em-2026"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-09 13:51:47.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-09 13:51:47.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-01-09T13:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(22) "/vetolulacongresso.jpg"
}
O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que alterava a dosimetria das penas para os condenados pelos atos do 8 de Janeiro vai provocar o primeiro embate direto entre o Palácio do Planalto e o Congresso em 2026. O Planalto trata o confronto como parte natural do jogo político e deve marcar a relação com o Congresso neste início de ano legislativo. “Vai ser natural que todos que defenderam o projeto o sustentem. E vai ser natural que a nossa parte também mobilize para que o veto seja mantido”, disse o líder do governo no Senado, Randolfe
Do outro lado, a reação foi imediata e em tom de confronto. Relator do projeto na Câmara, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que o Congresso havia entregue ao presidente a “bandeira da paz”, mas que Lula “rasgou e tocou fogo” na proposta. “O Congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula. Sabe o que ele fez? Rasgou e tocou fogo nela”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
Para o deputado, o veto desconsiderou a construção política em torno do texto e reabriu tensões que, segundo ele, já estavam superadas. “O PL da Dosimetria foi construído com diálogo, com responsabilidade, com todos os partidos, lideranças e personalidades do Brasil. O Brasil buscava estabilidade, pacificação e maturidade institucional. Mas o Lula decidiu fazer o contrário: preferiu o confronto ao diálogo”, afirmou.
No Senado, o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), também reagiu e usou o veto como argumento para reforçar a defesa de uma anistia ampla aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Em nota divulgada nesta quinta-feira, 8, o senador classificou a decisão do presidente como “incoerente” e afirmou que apresentará o projeto de anistia como forma de “pacificar o país” e corrigir o que chama de “injustiças” nos julgamentos.
Amin voltou a questionar a condução das investigações e dos processos sobre o 8 de Janeiro, afirmou que houve omissão de autoridades à época e disse que o inquérito no Supremo Tribunal Federal teria “nulidades absolutas”. “Anistia não é impunidade. É instrumento histórico de reconciliação nacional”, escreveu o senador.
A expectativa agora é de que a discussão sobre a manutenção ou derrubada do veto passe a organizar a disputa política no Congresso nas próximas semanas, com governo e oposição já se movimentando em campos opostos em torno do tema.