MANIFESTAÇÃO

 

A vereadora Bella Gonçalves (PSOL) foi detida depois de participar de uma manifestação com moradores da ocupação Vila Beija Flores, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (16). Segundo a parlamentar, outras pessoas também foram detidas pela Polícia Militar (PM) depois que a corporação tentou dispersar o grupo. 

De acordo com Bella, havia 150 pessoas no protesto. Ela acompanhava os manifestantes, que moram em uma ocupação na divisa entre Belo Horizonte e Vespasiano. Segundo ela, as mais de 450 famílias que estão ameaçadas de despejo vivem no local há 25 anos, em uma área que estava ociosa próxima a uma torre de transmissão da Cemig. 

"Uma manifestação completamente pacífica. Em um determinado momento, uma senhora avançou com o carro de forma violenta em cima dos moradores, que tentaram impedir o atropelamento. Na tentativa de dispersar a manifestação, a PM usou spray de pimenta e deu voz de prisão para alguns manifestantes. Eu, inclusive, fui atingida com o spray. Várias pessoas ficaram com o braço machucado nessa confusão", explicou a vereadora. Após o ocorrido, ela foi acompanhar uma mulher que, após ter passado mal com as agressões, teria sido conduzida pela corporação.

Segundo a assessoria de imprensa da vereadora, Bella Gonçalves também acabou sendo detida após tentar mediar a situação. A parlamentar está acompanhada de advogados no momento.

A ocorrência foi encaminhada para a Central de Flagrantes (Ceflan) II. Procurada para comentar o protesto e a prisão da vereadora e de outros manifestantes, a PM informou que vai se posicionar após a conclusão do boletim de ocorrência, que ainda está em andamento.

Por meio de nota, a Cemig informou que os processos de reintegração de posse são instaurados sempre que a empresa identifica uma invasão dentro da faixa de segurança das Linhas de Distribuição e Transmissão de energia elétrica, objetivando mitigar os riscos a que a população invasora fica submetida nesses locais.

A companhia ainda destacou que eventuais cumprimentos de ações de reintegração de posse são agendados pelo poder Judiciário, mediante determinação judicial.