Em entrevista exclusiva ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta sexta-feira (24/4), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) voltou a descartar a possibilidade de compor chapa na corrida pelo Palácio do Planalto com outros pré-candidatos. Para o presidenciável, a união entre os nomes da direita deve ocorrer apenas em um eventual segundo turno. Além disso, Caiado considera cedo para definir um nome de vice para as eleições.

Para justificar os diferentes concorrentes da direita para o pleito à Presidência da República, o goiano faz uma analogia ao futebol, dizendo que, em um campeonato, se há time, a equipe deve entrar em campo. No caso, os partidos que têm pessoas disponíveis para disputar o pleito deveriam entrar na disputa. Por isso, ele afirma que deixou o União Brasil e se filiou ao PSD. 

“Era o maior partido do Congresso Nacional, que é a junção do União Brasil com o PP. De repente, o partido falou ‘não quero ter candidato’”, conta. “Zema tem um partido, eu tenho outro, o Flávio (Bolsonaro) tem outro, o Lula tem outro. E tem outros candidatos também de outros partidos. Então, por que essa fixação de querer agrupar no primeiro turno? Isso interessa a quem quer manter as bolhas”, afirma.

Questionado sobre as conversas para composição de chapa, Caiado também afasta as discussões. Apenas durante as convenções partidárias, em julho, que um nome deve ser definido.

“Você nunca deve suprimir degraus. Então, esse degrau é um degrau que cada um vai avaliar o momento certo de buscar outros”, diz. “Quem está no governo tem a facilidade de falar ‘a minha chapa é essa’. Quem está deslanchando uma campanha não vai queimar o vice.”

Nas conversas sobre composição com Zema e Bolsonaro, o ex-governador de Goiás também defendeu a própria carreira política para se demonstrar preparado para disputar as eleições como cabeça de chapa.

Esta não é a primeira vez que ele concorre à Presidência. Em 1989, com 40 anos, Caiado participou da disputa. De família de políticos, ele conta que, na época, o pai tentou dissuadi-lo da ideia, justamente, por conta da falta de preparação.

“Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República”, diz. “Você tem que chegar lá com estatura moral (...). Ninguém entra em uma campanha já no primeiro turno, há cinco meses da eleição, dizendo que já ganhou. O debate que vai definir o processo de campanha eleitoral.”