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A presença da família Bolsonaro na política brasileira é tema de uma reportagem publicada nesta semana pela revista alemã "Der Stern" às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais. Fundada há 78 anos, a publicação, uma das mais tradicionais da Europa, chama atenção para o número de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por golpe de Estado, envolvidos na disputa eleitoral e compara o grupo a outras dinastias políticas internacionais.
Com o título “Os Trumps parecem uma família boazinha do subúrbio perto do clã Bolsonaro”, a reportagem afirma que 18 candidatos nas eleições deste ano usam o sobrenome Bolsonaro, sendo oito deles integrantes do núcleo familiar. Entre os candidatos citados estão Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência; Michelle Bolsonaro (PL-DF), candidata ao Senado; Carlos Bolsonaro (PL-SC), Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), candidato a deputado federal; e Renato Bolsonaro (PL-SP), irmão do ex-presidente, que também concorre à Câmara.
A reportagem compara a família Bolsonaro a outras linhagens políticas conhecidas internacionalmente, como os Le Pen, na França, e os Bush, nos Estados Unidos. A socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB), ouvida pela revista, afirma que famílias políticas existem no Brasil, mas normalmente em escala regional e com um número menor de integrantes envolvidos simultaneamente em eleições. A especialista considera que a candidatura de oito integrantes de uma mesma família em uma única eleição pode representar um caso excepcional em escala internacional.
Flávio no centro da disputa
A escolha de Flávio como candidato à Presidência também é analisada pela revista. A "Der Stern" contrapõe a trajetória do senador à de Jair Bolsonaro e à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação questiona a imagem de Flávio como político de fora do sistema e o compara a figuras da direita internacional, como Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Javier Milei, que comanda a Argentina. Segundo a revista, a trajetória política do senador está diretamente associada ao sobrenome Bolsonaro e à carreira do pai.
O texto também cita a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e a prisão domiciliar do ex-presidente, além de mencionar investigações e suspeitas envolvendo Flávio e outros integrantes da família. As referências são apresentadas pela revista como parte do contexto da trajetória política do grupo.
A publicação recupera ainda o apelido "familícia", usado por críticos da família Bolsonaro em referência a acusações e suspeitas envolvendo integrantes do grupo. A expressão, no entanto, é uma caracterização política atribuída a opositores e não uma descrição factual da família.
Michelle e Laura Bolsonaro
Outro ponto destacado pela "Der Stern" é a disputa interna em torno da sucessão política de Jair Bolsonaro. A revista afirma que Michelle, casada com Jair Bolsonaro, chegou a ser considerada uma alternativa eleitoral competitiva dentro do campo político bolsonarista, mas acabou ficando em segundo plano diante da escolha de Flávio.
A publicação atribui essa preferência, entre outros fatores, à postura do ex-presidente e de integrantes de sua família em relação ao papel das mulheres na política. A reportagem também menciona Laura Bolsonaro, filha mais nova de Jair Bolsonaro, que não participa da disputa eleitoral. Ela é a única integrante do núcleo familiar imediato citada pela revista que não está envolvida na política.
Ao longo do texto, a "Der Stern" sustenta que a concentração de integrantes da mesma família em cargos e candidaturas é uma característica marcante da política brasileira. A revista usa a família Bolsonaro como exemplo extremo desse fenômeno e coloca o grupo em perspectiva com outras famílias políticas conhecidas no mundo.
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A presença da família Bolsonaro na política brasileira é tema de uma reportagem publicada nesta semana pela revista alemã "Der Stern" às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais. Fundada há 78 anos, a publicação, uma das mais tradicionais da Europa, chama atenção para o número de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por golpe de Estado, envolvidos na disputa eleitoral e compara o grupo a outras dinastias políticas internacionais.
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A reportagem compara a família Bolsonaro a outras linhagens políticas conhecidas internacionalmente, como os Le Pen, na França, e os Bush, nos Estados Unidos. A socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB), ouvida pela revista, afirma que famílias políticas existem no Brasil, mas normalmente em escala regional e com um número menor de integrantes envolvidos simultaneamente em eleições. A especialista considera que a candidatura de oito integrantes de uma mesma família em uma única eleição pode representar um caso excepcional em escala internacional.
Flávio no centro da disputa
A escolha de Flávio como candidato à Presidência também é analisada pela revista. A "Der Stern" contrapõe a trajetória do senador à de Jair Bolsonaro e à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação questiona a imagem de Flávio como político de fora do sistema e o compara a figuras da direita internacional, como Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Javier Milei, que comanda a Argentina. Segundo a revista, a trajetória política do senador está diretamente associada ao sobrenome Bolsonaro e à carreira do pai.
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Michelle e Laura Bolsonaro
Outro ponto destacado pela "Der Stern" é a disputa interna em torno da sucessão política de Jair Bolsonaro. A revista afirma que Michelle, casada com Jair Bolsonaro, chegou a ser considerada uma alternativa eleitoral competitiva dentro do campo político bolsonarista, mas acabou ficando em segundo plano diante da escolha de Flávio.
A publicação atribui essa preferência, entre outros fatores, à postura do ex-presidente e de integrantes de sua família em relação ao papel das mulheres na política. A reportagem também menciona Laura Bolsonaro, filha mais nova de Jair Bolsonaro, que não participa da disputa eleitoral. Ela é a única integrante do núcleo familiar imediato citada pela revista que não está envolvida na política.
Ao longo do texto, a "Der Stern" sustenta que a concentração de integrantes da mesma família em cargos e candidaturas é uma característica marcante da política brasileira. A revista usa a família Bolsonaro como exemplo extremo desse fenômeno e coloca o grupo em perspectiva com outras famílias políticas conhecidas no mundo.