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Na primeira entrevista coletiva como pré-candidata do MDB à Presidência, com apoio do Cidadania, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) reafirmou nesta quarta-feira (25) que a eleição será decidida pelo voto das mulheres, e que espera crescer nas pesquisas com a conquista desse eleitorado. “Mulher vota em mulher”, sentenciou.
A senadora teve a pré-candidatura chancelada ontem, pela Comissão Executiva do MDB e, no mesmo dia, recebeu o apoio do Cidadania, partido que está em vias de ver aprovada, pela Justiça Eleitoral, a federação com o PSDB. Mas o partido tucano só definirá o apoio à terceira via na semana que vem.
Tebet não tem dúvida de que o PSDB vai aprovar a candidatura única do autodenominado centro democrático, em que pesem as divergências internas do provável aliado, que voltou a discutir a possibilidade de uma candidatura própria. “Não temos a unidade no partido, mas teremos nas convenções”, disse ela, referido-se, também, à própria divisão interna do MDB, que tem uma ala com apoio declarado à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Plano de governo
A pré-candidata também antecipou algumas das posições que constarão em seu futuro plano de governo, que está sendo preparado sob a coordenação do ex-governador gaúcho Germano Rigotto. Ela declarou ser contra a privatização da Petrobas, mas que seguirá a cartilha liberal na economia. “Comigo não é 8 ou 80. Não tem Estado mínimo ou Estado máximo, tem Estado necessário.”
Para ela, é preciso facilitar a formação de parcerias público-privadas, em especial no setor de logística, um dos gargalos da economia brasileira, para investimentos em rodovias e ferrovias. E defendeu a responsabilidade fiscal: “Está no meu DNA”.
Polarização
Sobre a polarização entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, Tebet não poupou críticas. “São dois lados da mesma moeda, que se retroalimentam com discurso de ódio.”
Mas se disse à vontade para conversar com todas as forças políticas que prezem “o respeito à democracia”, inclusive com o PT. Para ela, a população está “escolhendo o menos pior, e essa não pode ser a eleição dos rejeitados”. Sobre Bolsonaro, que também cultiva apoios no MDB, Tebet foi incisiva, ao ser perguntada sobre o estilo agressivo do presidente. “Política não é lugar de grosseria, de palavras chulas”, respondeu.
Sobre a vaga de vice em sua chapa, a pré-candidata declarou que essa é uma composição plítica, que está a cargo do presidente do partido, Baleia Rossi (MDB-SP) e dos líderes dos partidos parceiros — por enquanto apenas o Cidadania. Mas colocou sua condição sobre o perfil desse candidato: “Tem que ter competência e ética”.
No final da entrevista, Simone Tebet comentou a trágica operação policial que resultou em mais de 20 mortes em uma comunidade da Zona Norte do Rio de Janeiro. Para ela, o que houve foi “um massacre” e que “ninguém tem o direito de comemorar a morte de quem quer que seja”. A pré-candidata aproveitou para anunciar que, se eleita, irá criar o Ministério Nacional da Segurança Pública, por entender que cabe ao governo federal coordenar as ações dessa área com estados e municípios.
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A senadora teve a pré-candidatura chancelada ontem, pela Comissão Executiva do MDB e, no mesmo dia, recebeu o apoio do Cidadania, partido que está em vias de ver aprovada, pela Justiça Eleitoral, a federação com o PSDB. Mas o partido tucano só definirá o apoio à terceira via na semana que vem.
Tebet não tem dúvida de que o PSDB vai aprovar a candidatura única do autodenominado centro democrático, em que pesem as divergências internas do provável aliado, que voltou a discutir a possibilidade de uma candidatura própria. “Não temos a unidade no partido, mas teremos nas convenções”, disse ela, referido-se, também, à própria divisão interna do MDB, que tem uma ala com apoio declarado à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A pré-candidata também antecipou algumas das posições que constarão em seu futuro plano de governo, que está sendo preparado sob a coordenação do ex-governador gaúcho Germano Rigotto. Ela declarou ser contra a privatização da Petrobas, mas que seguirá a cartilha liberal na economia. “Comigo não é 8 ou 80. Não tem Estado mínimo ou Estado máximo, tem Estado necessário.”
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Sobre a polarização entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, Tebet não poupou críticas. “São dois lados da mesma moeda, que se retroalimentam com discurso de ódio.”
Mas se disse à vontade para conversar com todas as forças políticas que prezem “o respeito à democracia”, inclusive com o PT. Para ela, a população está “escolhendo o menos pior, e essa não pode ser a eleição dos rejeitados”. Sobre Bolsonaro, que também cultiva apoios no MDB, Tebet foi incisiva, ao ser perguntada sobre o estilo agressivo do presidente. “Política não é lugar de grosseria, de palavras chulas”, respondeu.
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No final da entrevista, Simone Tebet comentou a trágica operação policial que resultou em mais de 20 mortes em uma comunidade da Zona Norte do Rio de Janeiro. Para ela, o que houve foi “um massacre” e que “ninguém tem o direito de comemorar a morte de quem quer que seja”. A pré-candidata aproveitou para anunciar que, se eleita, irá criar o Ministério Nacional da Segurança Pública, por entender que cabe ao governo federal coordenar as ações dessa área com estados e municípios.