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Por conta do risco de baixo quórum em função do feriadão de 1º de maio, a sabatina de Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, foi antecipada em um dia. De 29 de abril para 28 de abril. Ele é advogado-geral da União e foi indicado pelo presidente Lula para uma vaga ao Supremo, mas a homologação é feita pelos senadores.
Nas contas do governo, Messias já tem número suficiente para sua aprovação, 47 votos. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), diz que são apenas 43 e adverte para risco de traições. Messias precisa de, pelo menos, 41 votos no plenário e os partidos já se movimentam. PL e Novo já fecharam questão contra. Alcolumbre faz campanha contra sua escolha.
O que isso tem a ver com as eleições de Minas? Há um duplo envolvimento aí. Dois senadores mineiros são tidos como pré-candidatos a governador, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas. O outro é Rodrigo Pacheco (PSB), nome favorito do presidente Lula (PT) para disputar o cargo de governador.
Se o Senado derrotar a indicação de Lula, terá poderes para influenciar outro nome que seja aprovado por eles. O nome preferido de Alcolumbre é o de Pacheco, que, de acordo com senadores, é também apoiado por Cleitinho Azevedo. Contrário ao nome de Messias, Cleitinho apoiaria o ‘amigo’ Rodrigo Pacheco ao mesmo tempo em que o tira da sucessão estadual em Minas.
Tudo somado, Pacheco não deverá confirmar eventual pré-candidatura a governador de Minas, tendo a possibilidade de realizar o sonho pessoal de virar ministro da Suprema Corte. Ou seja, enquanto a vaga existente, hoje, no STF não for resolvida, Pacheco está de volta ao páreo. No final do ano passado, quando foi preterido por Lula, disse que considerava o caso encerrado e até cogitou deixar a vida pública. A situação virou um impasse com repercussão direta na sucessão mineira.
Caso Master pode abrir vaga
Além do risco de derrota de Messias na votação do Senado, ainda há possibilidade de os desdobramentos das investigações do escândalo do Banco Master respingarem sobre o STF. Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Morais são citados. Tudo vai depender das revelações da delação premiada que o
ex-presidente do banco Daniel Vorcaro apresentar.
Pacheco é da confiança de Lula?
Lula quer indicar ao Supremo Tribunal Federal um nome de sua extrema confiança e não quer mais errar, como já admitiu. Como presidente atual, teve três oportunidades de indicação. Primeiro, com Cristiano Zanin, seu advogado de defesa na Lava Jato; depois, Flávio Dino e, agora, Jorge Messias, atual advogado-geral da União. Pacheco se encaixaria no perfil desejado por Lula?
Indefinição ajuda Pacheco
Até o momento, só há uma pré-candidatura com jeito de futura candidatura, que é a do governador Mateus Simões (PSD). Os outros patinam nessas articulações difusas. Mesmo assim, Pacheco vai ganhando mídia por meio de sua indefinição.
Kalil e o risco PDT
O pré-candidato a governador pelo PDT, Alexandre Kalil, busca se fortalecer e viabilizar sua pré-candidatura a governador. Já conversou com a esquerda, por meio da federação Rede/Psol, e com o centro-direita, via PSDB. Quer ser uma terceira via: nem bolsonarismo ou lulismo. Por outro lado, corre o risco de ser impedido pelo próprio partido, já que o PDT poderá consolidar aliança nacional com Lula. O primeiro passo foi dado. No Rio Grande do Sul, o PT estadual abriu mão para apoiar a pré-candidata do PDT ao governo gaúcho, Juliana Brizola. A contrapartida deverá ser cobrada.
Desistências de Cleitinho
A semana passada também foi de turbulência interna no Republicanos. Favorito nas pesquisas, Cleitinho chegou a desistir da pré-candidatura a governador. Estava insatisfeito com os rumos da legenda e o desgaste do envolvimento do presidente estadual, Euclydes Pettersen, com o escândalo do INSS. E ainda com a permanência em seu partido do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, cassado e condenado por corrupção. Horas depois, Cleitinho desistiu de desistir.
Plano B no MPMG
Em ato publicado no último dia 17 de abril, o atual procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, permutou vaga no Ministério Público de Minas Gerais. Ele passa a ser titular do 112º cargo de promotor de Justiça da 17ª Promotoria de Justiça- Defesa do Patrimônio Público, da Comarca de BH. Pelo ato, a permuta é feita com o promotor João Medeiros Silva Neto, que vai para a vaga de Paulo de Tarso na Promotoria de Defesa do Consumidor da capital.
Crise na Fazenda estadual
A alta administração da Secretaria de Estado da Fazenda, ou seja, todos os cargos comissionados, assinou documento a ser entregue ao governador Mateus Simões. Pelo texto, entregam seus cargos caso o atual secretário da pasta, Luís Cláudio Gomes, seja mantido no cargo. O documento será entregue a Simões na próxima quarta (22). Superintendentes e diretores consideram inviável a permanência do secretário após ato no qual ele demitiu toda a Corregedoria da pasta e, no dia seguinte, recuou e reconduziu toda a equipe aos cargos.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do portal Minas1 sobre o tema.
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Nas contas do governo, Messias já tem número suficiente para sua aprovação, 47 votos. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), diz que são apenas 43 e adverte para risco de traições. Messias precisa de, pelo menos, 41 votos no plenário e os partidos já se movimentam. PL e Novo já fecharam questão contra. Alcolumbre faz campanha contra sua escolha.
O que isso tem a ver com as eleições de Minas? Há um duplo envolvimento aí. Dois senadores mineiros são tidos como pré-candidatos a governador, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas. O outro é Rodrigo Pacheco (PSB), nome favorito do presidente Lula (PT) para disputar o cargo de governador.
Se o Senado derrotar a indicação de Lula, terá poderes para influenciar outro nome que seja aprovado por eles. O nome preferido de Alcolumbre é o de Pacheco, que, de acordo com senadores, é também apoiado por Cleitinho Azevedo. Contrário ao nome de Messias, Cleitinho apoiaria o ‘amigo’ Rodrigo Pacheco ao mesmo tempo em que o tira da sucessão estadual em Minas.
Tudo somado, Pacheco não deverá confirmar eventual pré-candidatura a governador de Minas, tendo a possibilidade de realizar o sonho pessoal de virar ministro da Suprema Corte. Ou seja, enquanto a vaga existente, hoje, no STF não for resolvida, Pacheco está de volta ao páreo. No final do ano passado, quando foi preterido por Lula, disse que considerava o caso encerrado e até cogitou deixar a vida pública. A situação virou um impasse com repercussão direta na sucessão mineira.
Caso Master pode abrir vaga
Além do risco de derrota de Messias na votação do Senado, ainda há possibilidade de os desdobramentos das investigações do escândalo do Banco Master respingarem sobre o STF. Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Morais são citados. Tudo vai depender das revelações da delação premiada que o
ex-presidente do banco Daniel Vorcaro apresentar.
Pacheco é da confiança de Lula?
Lula quer indicar ao Supremo Tribunal Federal um nome de sua extrema confiança e não quer mais errar, como já admitiu. Como presidente atual, teve três oportunidades de indicação. Primeiro, com Cristiano Zanin, seu advogado de defesa na Lava Jato; depois, Flávio Dino e, agora, Jorge Messias, atual advogado-geral da União. Pacheco se encaixaria no perfil desejado por Lula?
Indefinição ajuda Pacheco
Até o momento, só há uma pré-candidatura com jeito de futura candidatura, que é a do governador Mateus Simões (PSD). Os outros patinam nessas articulações difusas. Mesmo assim, Pacheco vai ganhando mídia por meio de sua indefinição.
Kalil e o risco PDT
O pré-candidato a governador pelo PDT, Alexandre Kalil, busca se fortalecer e viabilizar sua pré-candidatura a governador. Já conversou com a esquerda, por meio da federação Rede/Psol, e com o centro-direita, via PSDB. Quer ser uma terceira via: nem bolsonarismo ou lulismo. Por outro lado, corre o risco de ser impedido pelo próprio partido, já que o PDT poderá consolidar aliança nacional com Lula. O primeiro passo foi dado. No Rio Grande do Sul, o PT estadual abriu mão para apoiar a pré-candidata do PDT ao governo gaúcho, Juliana Brizola. A contrapartida deverá ser cobrada.
Desistências de Cleitinho
A semana passada também foi de turbulência interna no Republicanos. Favorito nas pesquisas, Cleitinho chegou a desistir da pré-candidatura a governador. Estava insatisfeito com os rumos da legenda e o desgaste do envolvimento do presidente estadual, Euclydes Pettersen, com o escândalo do INSS. E ainda com a permanência em seu partido do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, cassado e condenado por corrupção. Horas depois, Cleitinho desistiu de desistir.
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Crise na Fazenda estadual
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