array(31) {
["id"]=>
int(178262)
["title"]=>
string(82) "Simone Tebet aceita pedido de Lula e confirma candidatura ao Senado por São Paulo"
["content"]=>
string(5203) "A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira (12/3) que será candidata ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro, após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio foi feito durante uma agenda em Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral de origem.
A candidatura ocorre em meio às articulações da esquerda para montar a chapa em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Tebet estará no palanque de Lula, embora o nome que disputará o governo ainda não esteja oficializado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é a aposta e já se prepara para deixar o governo para se dedicar à campanha. A segunda vaga ao Senado na chapa ainda está em aberto, com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), cotada.
No campo da oposição, a chapa deve ser encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputará a reeleição. Uma das vagas ao Senado deve ficar com o ex-secretário de Segurança Pública paulista e deputado federal Guilherme Derrite (PP), enquanto a segunda ainda permanece em aberto. As negociações do bloco oposicionista passam pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mesmo com ele preso em Brasília.
Tebet afirmou que a decisão de disputar foi tomada após conversas com Lula. Segundo ela, o primeiro diálogo ocorreu de forma informal em 27 de janeiro, durante um voo para o Panamá. Na semana passada, no dia 3, os dois voltaram a tratar do tema em uma conversa mais reservada durante uma viagem a São Paulo. De acordo com a ministra, após também conversar com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Lula reforçou o convite para que ela disputasse o Senado.
“Decidi cumprir a missão. São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte. É onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. [...] Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, declarou.
A ministra também afirmou que a candidatura tem relação com o apoio que recebeu do eleitorado paulista na eleição presidencial de 2022. “Há seis meses tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. Fui investigar a razão dessa convocação. São Paulo me deu mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde tive mais votos e onde as ideias que eu proponho têm mais aceitação, de ser uma pessoa de centro, com visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica”, disse.
A relação entre Tebet e Lula se consolidou após a eleição de 2022. Naquele ano, ela disputou o primeiro turno como candidata à Presidência pelo MDB, em posição de oposição ao petista. No segundo turno, porém, declarou apoio a Lula na disputa contra Bolsonaro. Após a vitória de Lula, foi convidada a assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Questionada sobre uma possível saída do MDB e eventual filiação ao PSB, Tebet evitou confirmar qualquer mudança partidária e afirmou que o tema ainda não está definido. Nos bastidores, porém, aliados da ministra indicam que as conversas para uma eventual troca de legenda estão avançadas e fazem parte das articulações para viabilizar sua candidatura.
Tebet também mencionou sua trajetória política em Mato Grosso do Sul e agradeceu ao estado onde iniciou a carreira. “Quero dizer da minha eterna gratidão à minha terra natal. Fui a primeira prefeita reeleita de Três Lagoas, primeira vice-governadora do estado, segunda senadora da República e uma das primeiras mulheres, ao lado de Soraya Thronicke, a disputar a Presidência”.
Para pleitear as eleições desde ano, a ministra terá de deixar o cargo no governo dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Pela regra, ministros que pretendem concorrer precisam se afastar da função até seis meses antes da votação, prazo que neste ano termina em 4 de abril, já que o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
"
["author"]=>
string(31) "Patrícia Nadir - OTEMPO.com.br"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(635609)
["filename"]=>
string(16) "tebetsenaddo.jpg"
["size"]=>
string(5) "87325"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(99) "Simone Tebet confirma que será candidata ao Senado em SP após pedido de LulaFoto: Jarbas Oliveira"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(177) "Ministra do Planejamento confirmou intenção de competir por uma vaga em outubro, mas evitou comentar eventual filiação ao PSB
"
["author_slug"]=>
string(28) "patricia-nadir-otempo-com-br"
["views"]=>
int(79)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(81) "simone-tebet-aceita-pedido-de-lula-e-confirma-candidatura-ao-senado-por-sao-paulo"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-03-12 16:48:40.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-03-12 16:48:40.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-03-12T16:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(17) "/tebetsenaddo.jpg"
}
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira (12/3) que será candidata ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro, após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio foi feito durante uma agenda em Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral de origem.
A candidatura ocorre em meio às articulações da esquerda para montar a chapa em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Tebet estará no palanque de Lula, embora o nome que disputará o governo ainda não esteja oficializado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é a aposta e já se prepara para deixar o governo para se dedicar à campanha. A segunda vaga ao Senado na chapa ainda está em aberto, com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), cotada.
No campo da oposição, a chapa deve ser encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputará a reeleição. Uma das vagas ao Senado deve ficar com o ex-secretário de Segurança Pública paulista e deputado federal Guilherme Derrite (PP), enquanto a segunda ainda permanece em aberto. As negociações do bloco oposicionista passam pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mesmo com ele preso em Brasília.
Tebet afirmou que a decisão de disputar foi tomada após conversas com Lula. Segundo ela, o primeiro diálogo ocorreu de forma informal em 27 de janeiro, durante um voo para o Panamá. Na semana passada, no dia 3, os dois voltaram a tratar do tema em uma conversa mais reservada durante uma viagem a São Paulo. De acordo com a ministra, após também conversar com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Lula reforçou o convite para que ela disputasse o Senado.
“Decidi cumprir a missão. São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte. É onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. [...] Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, declarou.
A ministra também afirmou que a candidatura tem relação com o apoio que recebeu do eleitorado paulista na eleição presidencial de 2022. “Há seis meses tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. Fui investigar a razão dessa convocação. São Paulo me deu mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde tive mais votos e onde as ideias que eu proponho têm mais aceitação, de ser uma pessoa de centro, com visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica”, disse.
A relação entre Tebet e Lula se consolidou após a eleição de 2022. Naquele ano, ela disputou o primeiro turno como candidata à Presidência pelo MDB, em posição de oposição ao petista. No segundo turno, porém, declarou apoio a Lula na disputa contra Bolsonaro. Após a vitória de Lula, foi convidada a assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Questionada sobre uma possível saída do MDB e eventual filiação ao PSB, Tebet evitou confirmar qualquer mudança partidária e afirmou que o tema ainda não está definido. Nos bastidores, porém, aliados da ministra indicam que as conversas para uma eventual troca de legenda estão avançadas e fazem parte das articulações para viabilizar sua candidatura.
Tebet também mencionou sua trajetória política em Mato Grosso do Sul e agradeceu ao estado onde iniciou a carreira. “Quero dizer da minha eterna gratidão à minha terra natal. Fui a primeira prefeita reeleita de Três Lagoas, primeira vice-governadora do estado, segunda senadora da República e uma das primeiras mulheres, ao lado de Soraya Thronicke, a disputar a Presidência”.
Para pleitear as eleições desde ano, a ministra terá de deixar o cargo no governo dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Pela regra, ministros que pretendem concorrer precisam se afastar da função até seis meses antes da votação, prazo que neste ano termina em 4 de abril, já que o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.