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Em agenda no Triângulo Mineiro, nesta quinta-feira (12), o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), elevou o tom contra o Republicanos, partido do senador Cleitinho Azevedo – pré-candidato ao governo e líder nas pesquisas –, ao comentar a possível fragmentação da direita na disputa pelo governo estadual em 2026. Ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), Simões participou de compromissos em Uberlândia, Ituiutaba e Iturama, onde anunciou investimentos em saúde.
Em entrevista coletiva concedida no Aeroporto de Uberlândia, antes do início da agenda oficial, o vice-governador afirmou que o partido deveria concentrar esforços em esclarecer a situação de seu presidente estadual. “O Republicanos tem que se preocupar mais em explicar a situação do presidente estadual dele”, disse, em referência ao deputado federal Euclydes Pettersen, que é investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Simões defendeu a construção de uma candidatura única no campo político que hoje sustenta o governo estadual e alertou para o impacto eleitoral de uma eventual divisão. “A direita não deveria se fragmentar para que a gente não desse ao Lula palanque no segundo turno em Minas Gerais”, afirmou. Segundo ele, a fragmentação pode abrir espaço para adversários e comprometer a continuidade do atual projeto político no Estado. “Eu prefiro que a gente tenha uma unificação. A fragmentação pode significar risco de devolver ao poder gente que destruiu o estado antes”, declarou.
O vice-governador deve assumir o comando do Executivo mineiro no próximo dia 22.
O embate político ocorre em meio ao avanço da CPMI que investiga descontos fraudulentos em benefícios do INSS, cujas apurações têm provocado desgastes em nomes cotados para o governo e o Senado em Minas. O deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos), aliado de Cleitinho e presidente do Republicanos, foi citado em depoimentos por suposta relação com ex-funcionários do instituto e dirigentes de entidades investigadas. Em novembro, ele foi alvo de operação da Polícia Federal que apura repasses de emendas parlamentares e negociações envolvendo a venda de uma aeronave a pessoas ligadas a essas instituições.
Registros apontam que o avião, um modelo Cessna, foi negociado em diferentes transações envolvendo integrantes de organizações sob investigação. O parlamentar nega irregularidades e afirma ter apresentado documentação à comissão. Também sustenta que a venda da aeronave ocorreu anteriormente a qualquer relação com dirigentes das entidades citadas.
Investimentos e peso eleitoral do Triângulo
Na agenda administrativa de Simões, foram anunciados cerca de R$ 7,2 milhões para o Hospital do Câncer de Uberlândia, destinados à melhoria da estrutura e aquisição de equipamentos. Em Ituiutaba, foram confirmados R$ 2 milhões para o Hospital São José, que atende municípios do Pontal do Triângulo e contribui para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde regional. Já em Iturama, o investimento previsto é de R$ 2,5 milhões para a construção de um centro de atendimento voltado a pessoas com transtorno do espectro autista.
Simões destacou ainda o peso político do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba nas disputas eleitorais em Minas Gerais. Segundo ele, o desempenho eleitoral no Estado costuma ser influenciado pelo movimento político nessas regiões. “As campanhas em Minas sempre ganham força a partir do movimento político que acontece aqui na região”, afirmou.
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Em entrevista coletiva concedida no Aeroporto de Uberlândia, antes do início da agenda oficial, o vice-governador afirmou que o partido deveria concentrar esforços em esclarecer a situação de seu presidente estadual. “O Republicanos tem que se preocupar mais em explicar a situação do presidente estadual dele”, disse, em referência ao deputado federal Euclydes Pettersen, que é investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
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O vice-governador deve assumir o comando do Executivo mineiro no próximo dia 22.
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