BUSCA A REELEIÇÃO

Atual governador de Minas e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta quinta-feira (20) que, caso siga no Executivo estadual a partir do próximo ano, não projeta vender a Cemig. No entanto, admitiu que pretende privatizar a Gasmig, distribuidora de gás natural canalizado no território mineiro.

“Ela não fornece gás para todo mundo que podia estar comprando hoje. Para se ter uma ideia, a Gasmig possui gasoduto em Belo Horizonte inteira, mas quase nenhum comércio está ligado à rede de gás”, declarou Simões, durante entrevista à Record Minas. 

Privatização da Copasa

Segundo o candidato, é preciso seguir com a venda da Copasa. Com o avanço das negociações, o Governo de Minas, responsável por 50% das ações da companhia, ficará só com 5%, além do poder de veto em decisões. 

 O valor da transação chega a R$ 5,6 bilhões. Será a segunda maior privatização do setor de saneamento do Brasil feita em bolsa, atrás apenas da Sabesp, realizada em 2024 por R$ 15 bilhões.

Simões chama governo federal de ‘agiota’

Durante a entrevista, Mateus Simões chamou o governo federal de “agiota”, ao comentar os juros cobrados pela dívida do Estado com a União. Conforme o candidato à reeleição, o Palácio do Planalto “exige muito mais do que é justo cobrar”.

Simões afirmou que, caso eleito, pretende negociar com o governo federal para que parte da parcela paga todo mês "volte para Minas", sendo investida em estradas e ferrovias. “O que eu pretendo é, com o próximo presidente da república, que eu espero seja outro, mas se for o mesmo, ter essa conversa com ele”, disse.

O governador citou acidentes sofridos por familiares dele entre Bom Despacho e Uberaba, no Triângulo Mineiro, para exemplificar a importância dos investimentos nas estradas. “A ligação é hoje toda pista única”, explica. “É uma estrada perigosa, que custou a vida do meu pai, da minha mãe e num outro acidente a do meu irmão mais velho”.

“Esse trecho para poder ser duplicado, já que o governo federal não duplica, custaria aproximadamente R$ 6 bilhões. Um ano de dívida que a gente paga pro governo federal, dava para duplicar esse trecho todo”, afirma Simões. “Então, o que quero pedir pro governo federal, pro próximo, é: a gente paga, mas vamos garantir que o dinheiro fique em Minas”.