Simões será o governador de Minas a partir de 22 de marçocrédito: GLADYSTON RODRIGUES/EM/D.A.PRESS
Disposto a ganhar musculatura política, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assume o cargo de governador no próximo domingo, quando pretende adotar plano de gestão pelos próximos 100 dias. O final do período coincide com o início do processo eleitoral em julho, na abertura das convenções partidárias que confirmarão os candidatos a governador nas eleições deste ano.

Nesses 100 dias, Simões, que é pré-candidato a governador, adotará mais a estratégia do marketing político do que a política administrativa. O objetivo é fortalecer o governo e, a partir daí, receber os efeitos dessas ações de visibilidade e de divulgação. Será uma agenda administrativa intensa, com visitas e entregas de qualquer porte em cerca de 60 municípios.

O discurso também será enquadrado ao modelo, priorizando a preocupação com as rodovias, saúde e segurança pública, com maior presença de policiais nas ruas. Um novo slogan está sendo preparado voltado ao “cuidado com as pessoas”, descarrilando o “trem que prospera”.

Há ainda a expectativa e conselhos para que, na próxima segunda-feira (23), como governador, ele envie uma emenda à Assembleia ampliando a reposição salarial dos servidores. Tudo somado, a agenda governamental deverá, ao final, reforçar a candidatura dele e tentar crescer nas pesquisas.

Zema trilha em faixa ocupada

Ao contrário dos concorrentes, o governador Zema mira sua metralhadora giratória sobre o STF. Ele atira no que viu, mas não deverá ter ganhos eleitorais significativos. Falar mal do Supremo traz identidade e o fortalece junto à direita, mas ele chega atrasado. Essa campanha de desqualificação do Judiciário, em especial dos ministros da Corte, tem o carimbo da extrema direita, onde lidera o bolsonarismo. Dificilmente, conseguirá tomar o discurso do futuro candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

Tudo indica que, por conta disso, ele está mais em campanha para ser vice ou força auxiliar do bolsonarismo. O que Zema esquece é que os mesmos ministros que, hoje, desqualifica, são aqueles que julgarão as candidaturas e os candidatos na Justiça Eleitoral.

Dança partidária

O vaivém de deputados na busca por partidos, até o dia 4 de abril, é guiado pelo instinto de sobrevivência política. Onde entrar para que haja uma chapa que os ajudem a se reeleger? O MDB está perdendo deputados, como o líder do governo, João Magalhães, após 32 anos de filiação, porque não consegue montar chapas. Ninguém quer ir pra lá. Quem sai lucrando com isso é o PSD de Mateus Simões, que deve saltar de 11 para 15 deputados com a mudança. Já o partido Novo do governador Zema corre o risco de, pelas mesmas razões, perder os únicos dois deputados que tem na Assembleia Legislativa.

Obra de Damião irrita Simões

De Simões para Damião: “passo raiva todos os dias com essa obra”, disse, referindo-se à trincheira que a Prefeitura de BH constrói na Avenida Cristiano Machado (Norte de BH). Lição do prefeito que também é chef: não dá pra fazer omelete sem quebrar os ovos.

Febre na Assembleia

Às vésperas das eleições, o implante capilar virou moda na Assembleia Legislativa. Do PT ao PL, nove deputados adotaram a técnica avançada e estão felizes. Gil Pereira, Leleco Pimentel, Ulysses Gomes, Tadeu Leite, Betinho Pinto Coelho, Bim da Ambulância, Coronel Henrique, Noraldino Jr. e Thiago Cota estão de novo visual. Os carecas Roberto Andrade, Professor Cleiton, Gustavo Valadares, Grego da Fundação e Arlen Santiago estão animados. Já os cabeludos Zé Laviola, Elismar Prado e Doorgal Andrada querem distância dessa fila.

Vingança em campo

A Venezuela venceu os EUA por 3 a 2, nessa terça (17), em Miami, e conquistou o título inédito da Copa do Mundo de beisebol. A vitória aconteceu 75 dias depois da invasão norte-americana ao país de Maduro.

 

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