BRASÍLIA - A indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU) foi aprovada no plenário do Senado Federal em sessão nesta terça-feira (1º/9) por 63 votos a 4. Agora, a indicação será analisada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2/9). Encerrando o mandato sem concorrer à reeleição, ele ocupará, se aprovado pelos deputados, a cadeira do ministro Bruno Dantas, que optou pela renúncia antecipada quando a Corte permitia a ele continuar no cargo até 2053, quando alcançaria a idade-limite de 75 anos. 

Pacheco foi indicado pelo aliado, e presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que operou com um requerimento de urgência para evitar a necessidade de sabatina. Vinte líderes do Senado assinaram a indicação em apoio ao nome de Pacheco, da líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Teresa Leitão (PE), até o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), também coordenador-geral da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. 

Alcolumbre indicou Pacheco ao TCU apenas três meses após o senador anunciar o fim da carreira pública. Logo depois de participar de um evento do grupo Lide, o ex-presidente do Senado afirmou que era o “momento de avaliar ciclos”. “Há um fechamento de ciclo na política, que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, disse, à época. 

O presidente do Senado emplacou o braço-direito na vaga de Dantas após Lula preteri-lo para a cadeira deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da República optou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, cuja rejeição foi patrocinada pelo próprio Alcolumbre. 

A crise institucional deflagrada pela rejeição de Messias provocou reflexos nas eleições para o governo de Minas Gerais. Lula queria Pacheco como candidato, mas o senador, que se aproximou do presidente da República enquanto presidente do Senado e até chegou a dividir o palanque com o candidato à reeleição em algumas agendas, declinou do convite. 

Pacheco é braço-direito de Alcolumbre desde o início do mandato como senador, em 2019, condição que o lhe alçou à Presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Foi o senador quem representou o grupo político como presidente do Senado por dois mandatos após o STF barrar a reeleição dentro de um mesmo mandato.