Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, o partido Republicanos deve abandonar Jair Bolsonaro nas eleições e está dividido entre o apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-juiz suspeito Sergio Moro. A informação é de O Estado de S.Paulo.

Atualmente, além de integrar o Centrão e, com isso compor na bancada de apoio ao governo Bolsonaro no Congresso, o Republicanos faz parte do primeiro escalão bolsonarista, com o  ministro da Cidadania, João Roma. O vereador Carlos Bolsonaro (RJ) é do partido e o outro filho, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), já foi.

O partido foi da base aliada dos governos Lula e Dilma, rompendo em 2016 para apoiar o golpe. Fez parte também do governo de Michel Temer.  e atualmente faz parte da base governista do presidente Jair Bolsonaro. Seu presidente, Marcos Pereira, é bispo licenciado da Universal e foi ministro da Indústria e Comércio Exterior  no governo Temer. 

Alta rejeição a Bolsonaro faz com que setores do Centrão defendam apoio a Lula
 
Sob liderança Pereira, o Republicanos saltou de um deputado federal eleito, há 16 anos, para 31 -é a oitava maior bancada. A meta, agora, é ultrapassar a casa dos 40. 

Nos bastidores do partido, segundo a reportagem, avalia-se que o desgaste da imagem de Bolsonaro pode prejudicar o Republicanos nas eleições.


Na última semana, a presidente do Podemos, Renata Abreu, reuniu-se com Marcos Pereira em São Paulo e saiu de mãos abanando. 

No Nordeste, vários diretórios do partido admitem acordo com Lula. Em Pernambuco, o Republicanos é chefiado pelo deputado Silvio Costa Filho, que apoia o governador Paulo Câmara (PSB). Filho do É filho do ex-deputado federal Silvio Costa, que foi aliado dos governos do PT. No mês passado, elogiou as articulações para uma dobradinha entre Lula e o ex-governador Geraldo Alckmin. “Essa unidade representa o sentimento de muitos que sonham com um país mais justo e mais solidário”, disse Silvio Costa Filho.