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O texto aponta uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil”. Segundo a agência, a reafirmação da hegemonia norte-americana na América Latina é uma prioridade para um eventual segundo governo de Donald Trump, buscando reduzir a influência de potências rivais na região.
A escalada da pressão
As ações dos EUA desde maio indicam um aumento da pressão, especialmente após o governo Trump designar organizações criminosas brasileiras como “terroristas” e anunciar retaliações comerciais. A agência considera que as sanções contra dois brasileiros e quatro empresas por supostos vínculos com o PCC representam uma “mudança de fase na escalada de sanções e interferência”.
Com a medida, a pressão passou a gerar efeitos concretos contra pessoas e empresas brasileiras. O relatório afirma que a interferência agora incide sobre relações financeiras, reputação empresarial e acesso ao dólar. O padrão identificado pela Abin segue uma sequência:
- Enquadramento de organização criminosa brasileira como ameaça à segurança dos EUA;
- Construção de narrativa sobre sua atuação transnacional;
- Vinculação do tema ao sistema financeiro norte-americano;
- Adoção de medidas sancionatórias contra indivíduos e empresas do Brasil.
Segundo o órgão, as sanções podem induzir agentes econômicos a adotar condutas preventivas por receio de punições secundárias ou danos à reputação.
O papel de Marco Rubio
O relatório da Abin dedica atenção especial a Marco Rubio, Secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional. A agência afirma que Rubio atribuiu a Lula a responsabilidade pela imposição de tarifas contra produtos brasileiros, personalizando a ação política dos EUA.
Essa declaração, segundo o documento, tem potencial para impactar o debate público no Brasil, sendo amplificada por veículos de comunicação e atores políticos. A atuação de Rubio é descrita como portadora de um componente ideológico, que busca influenciar a política externa de países da América Latina para distanciá-los da China e apoiar a ascensão de governos conservadores.
Em outubro do ano passado, o governo Trump já havia tentado impor ao Brasil que “dissidentes políticos” pudessem participar das eleições, conforme revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Em entrevista à rádio Itatiaia, o presidente Lula classificou o documento dos EUA como um “arquivo morto” e considerou inaceitável a pretensão norte-americana sobre as riquezas minerais do país.
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A escalada da pressão
As ações dos EUA desde maio indicam um aumento da pressão, especialmente após o governo Trump designar organizações criminosas brasileiras como “terroristas” e anunciar retaliações comerciais. A agência considera que as sanções contra dois brasileiros e quatro empresas por supostos vínculos com o PCC representam uma “mudança de fase na escalada de sanções e interferência”.
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O papel de Marco Rubio
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