O PSDB anunciou, nesta quarta-feira (1), que definirá na semana que vem se apoia a candidatura de Simone Tebet, pelo MDB, à presidência da República ou se lança uma candidatura própria ao Palácio do Planalto.

Em uma reunião da cúpula tucana, em Brasília, foi decidido que a federação formada por PSDB e Cidadania definiu a data de 8 de junho como prazo final para a definição das alianças regionais com o MDB.

No dia seguinte (9), haverá um novo encontro da Executiva ampliada do partido para anunciar oficialmente uma posição na disputa nacional.


O posicionamento do PSDB dependerá de concessões dadas pelo MDB.  Os tucanos querem o apoio dos emedebistas em disputas estaduais, como a do Rio Grande do Sul e a de Minas Gerais, locais onde o MDB ameaça apoiar outras candidaturas ou alçar voo solo.


No caso gaúcho, o nome a ser lançado pelo PSDB é o do ex-governador Eduardo Leite, que tinha como plano inicial ser candidato à presidência, mas foi derrotado nas prévias da legenda por João Doria. Mesmo após ter deixado o governo do Rio Grande do Sul, em março, Leite aguarda por sinais de aliados para tentar voltar ao comando do estado.

Já em Minas Gerais, a condição imposta teria sido a de apoio do MDB à pré-candidatura de Marcus Pestana, do PSDB, ao Palácio Tiradentes.

Caso o PSDB confirme o apoio a Simone Tebet na corrida ao Planalto, o principal nome ventilado como vice da emedebista é o do senador Tasso Jereissati, que chegou a ser cogitado como cabeça de chave em caso de candidatura própria. No entanto, Tasso rejeita a possibilidade de concorrer ao cargo principal do país.


Apesar das costuras com partidos da chamada terceira via, Simone Tebet segue patinando nas pesquisas de intenção de votos. Nos levantamentos, ela aparece com cerca de 2%.