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string(4321) "O silêncio foi a resposta escolhida pelo PSD de Minas Gerais e pelo senador Carlos Viana diante da revelação de que Marcelo Aro (PP), atual aliado da sigla, poderia romper com o governador Mateus Simões (PSD) e lançar uma candidatura própria ao governo do Estado, contrariando o projeto de reeleição da atual gestão.
Nos bastidores, pessoas próximas ao PSD avaliam que a divulgação da reunião entre deputados mineiros e os presidentes nacionais do União Brasil e do PP, em Brasília, nesta quinta-feira (16/7), teve um objetivo claro: pressionar o PSD a esvaziar a candidatura de Carlos Viana ao Senado, vaga que, inicialmente, seria destinada a Marcelo Aro.
O caminho escolhido pelo partido, no entanto, parece ser o de deixar a poeira baixar e evitar conflitos ou bate-bocas públicos.
Por meio de sua assessoria, o presidente do PSD em Minas, deputado estadual Cássio Soares, afirmou que preferia não comentar o assunto neste momento. Carlos Viana também evitou se manifestar sobre a possibilidade de Aro deixar a disputa por uma vaga no Senado e concorrer ao Palácio Tiradentes.
Antes filiado ao Podemos, Viana se transferiu para o PSD visando às eleições de 2026, após articulação do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. A expectativa é de que o senador componha a chapa de Mateus Simões. Essa possibilidade, porém, incomodou Marcelo Aro, que contava com a garantia de uma vaga na chapa negociada pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) e que seria mantida por Simões.
Nas eleições deste ano, estarão em disputa duas vagas para o Senado. Aro e Viana, contudo, são adversários políticos. Os dois acumulam divergências e disputas pessoais desde a época em que Viana ainda era filiado ao Podemos e foi candidato à Prefeitura de Belo Horizonte com o apoio do grupo político ligado a Marcelo Aro, do qual faz parte a presidente estadual do partido, Nely Aquino.
Mateus Simões tenta acalmar os ânimos
O governador Mateus Simões, que também seria diretamente afetado por uma eventual candidatura de Marcelo Aro ao governo, adotou postura diferente e decidiu se manifestar para transmitir tranquilidade.
"Não vejo nenhuma perspectiva de mudança do acordo que eles têm comigo já há mais de um ano. Eu entendo que, a cada semana, alguma especulação surja sobre o alinhamento deles, mas, ao longo desses meses, tem prevalecido a minha leitura e testemunho: o compromisso dos presidentes, nacionais e estaduais, segue sendo o de apoiar a minha reeleição", afirmou.
O governador disse que continua confiante no acordo político firmado com o PP. Segundo Simões, ele e Marcelo Aro se encontraram nesta quinta-feira (16) e conversaram sobre a estratégia eleitoral conjunta. De acordo com o governador, em nenhum momento Aro cogitou um rompimento político. Simões acrescentou que recebeu a mesma sinalização de outras lideranças do PP com as quais conversou recentemente.
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Nos bastidores, pessoas próximas ao PSD avaliam que a divulgação da reunião entre deputados mineiros e os presidentes nacionais do União Brasil e do PP, em Brasília, nesta quinta-feira (16/7), teve um objetivo claro: pressionar o PSD a esvaziar a candidatura de Carlos Viana ao Senado, vaga que, inicialmente, seria destinada a Marcelo Aro.
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