Construção de seis unidades foi apontada como prioridade na campanha à reeleição para o Governo do Estado, quatro anos atrás
Obras no Hospital Regional de Governador Valadares devem ser concluídas até o fim de junho (Gil leonardi/ Imprensa MG)
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ESPERA NA SAÚDE
Romeu Zema (Novo) renunciou ao cargo de governador de Minas sem cumprir uma das principais promessas da campanha de reeleição em 2022. O plano apresentado na época estabeleceu a entrega de seis hospitais regionais como prioridade. Mas, passados quase quatro anos, agora em março de 2026, apenas duas unidades de saúde estão com as obras concluídas, e nenhuma iniciou os atendimentos à população. O investimento é de R$ 1 bilhão.
Zema deixou a cadeira de chefe do Legislativo estadual na semana passada. O vice, Mateus Simões (PSD) tomou posse com a expectativa de entregar os serviços.
O panorama sobre a situação dos hospitais regionais foi apresentado pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
Segundo ele, o cronograma atual indica que as operações dependem da conclusão de obras e contratação de profissionais, enquanto uma das seis promessas originais foi oficialmente descartada devido a falhas estruturais.
Até o momento, apenas as unidades de Teófilo Otoni e Divinópolis tiveram as obras concluídas. O Hospital Regional de Teófilo Otoni, finalizado no fim de 2025, deve ser o primeiro a funcionar, com expectativa de abertura entre abril e maio. Serão 432 leitos.
Já o Hospital Regional de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, teve as obras entregues em fevereiro deste ano. A previsão de abertura para o público é junho. A unidade contará com 202 leitos e estrutura para exames de alta complexidade.
Segundo o secretário, o próximo hospital a ter as obras concluídas deve ser o de Sete Lagoas, com previsão para maio. Em seguida, a unidade de Governador Valadares deve ter as intervenções encerradas no fim de junho. Por fim, as obras do Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete devem ser entregues em dezembro.
Impasse em Juiz de Fora
Diferentemente das outras cinco unidades, o Hospital Regional de Juiz de Fora não será entregue conforme o projeto original. Segundo Baccheretti, vistorias técnicas identificaram problemas graves na execução da obra, realizada por outras gestões. Durante a análise estrutural, descobriu-se que pilares e colunas não possuíam a quantidade necessária de ferro, o que comprometeria a segurança da edificação.
“Ninguém queria pôr a mão ali porque sabiam que foi muito mal executado. O caso, inclusive, está no Ministério Público”, explicou o secretário.
Baccheretti relatou que o Estado decidiu mudar a estratégia e financiar a construção de um novo Hospital de Pronto Socorro (HPS) para Juiz de Fora. Segundo o chefe da pasta, o município está em fase de contratação da empresa que fará o projeto arquitetônico da unidade.
"Não teremos seis hospitais regionais, teremos cinco e mais um novo HPS financiado pelo Estado por uma questão estrutural da execução antiga”, concluiu.
O Hoje em Dia entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora e aguarda retorno.
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Romeu Zema (Novo) renunciou ao cargo de governador de Minas sem cumprir uma das principais promessas da campanha de reeleição em 2022. O plano apresentado na época estabeleceu a entrega de seis hospitais regionais como prioridade. Mas, passados quase quatro anos, agora em março de 2026, apenas duas unidades de saúde estão com as obras concluídas, e nenhuma iniciou os atendimentos à população. O investimento é de R$ 1 bilhão.
Zema deixou a cadeira de chefe do Legislativo estadual na semana passada. O vice, Mateus Simões (PSD) tomou posse com a expectativa de entregar os serviços.
O panorama sobre a situação dos hospitais regionais foi apresentado pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
Segundo ele, o cronograma atual indica que as operações dependem da conclusão de obras e contratação de profissionais, enquanto uma das seis promessas originais foi oficialmente descartada devido a falhas estruturais.
Até o momento, apenas as unidades de Teófilo Otoni e Divinópolis tiveram as obras concluídas. O Hospital Regional de Teófilo Otoni, finalizado no fim de 2025, deve ser o primeiro a funcionar, com expectativa de abertura entre abril e maio. Serão 432 leitos.
Já o Hospital Regional de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, teve as obras entregues em fevereiro deste ano. A previsão de abertura para o público é junho. A unidade contará com 202 leitos e estrutura para exames de alta complexidade.
Segundo o secretário, o próximo hospital a ter as obras concluídas deve ser o de Sete Lagoas, com previsão para maio. Em seguida, a unidade de Governador Valadares deve ter as intervenções encerradas no fim de junho. Por fim, as obras do Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete devem ser entregues em dezembro.
Impasse em Juiz de Fora
Diferentemente das outras cinco unidades, o Hospital Regional de Juiz de Fora não será entregue conforme o projeto original. Segundo Baccheretti, vistorias técnicas identificaram problemas graves na execução da obra, realizada por outras gestões. Durante a análise estrutural, descobriu-se que pilares e colunas não possuíam a quantidade necessária de ferro, o que comprometeria a segurança da edificação.
“Ninguém queria pôr a mão ali porque sabiam que foi muito mal executado. O caso, inclusive, está no Ministério Público”, explicou o secretário.
Baccheretti relatou que o Estado decidiu mudar a estratégia e financiar a construção de um novo Hospital de Pronto Socorro (HPS) para Juiz de Fora. Segundo o chefe da pasta, o município está em fase de contratação da empresa que fará o projeto arquitetônico da unidade.
"Não teremos seis hospitais regionais, teremos cinco e mais um novo HPS financiado pelo Estado por uma questão estrutural da execução antiga”, concluiu.
O Hoje em Dia entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora e aguarda retorno.